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Ponte do Juruena é maior do que as 5 pontes entre Cuiabá e Várzea Grande juntas

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Com 1.360 metros de extensão, a ponte sobre o Rio Juruena, que está sendo construída na MT-208 entre Cotriguaçu e Nova Bandeirantes, é sozinha maior do que as cinco pontes que ligam as áreas urbanas de Cuiabá e Várzea Grande.

As cinco pontes juntas somam 1.310 metros sendo elas: Ponte Sarita Baracat (392 metros), Ponte Sérgio Motta (327 metros), Ponte Mário Andreazza (227 metros), Ponte Júlio Müller (224 metros) e Ponte Maria Elisa Bocaiúva – Ponte Nova (140 metros).

O tamanho da ponte do Juruena só seria superado se fosse colocada na lista a Ponte JK, na Rodovia dos Imigrantes, que tem 300 metros.

Para se ter uma ideia da grandiosidade da obra, a nova estrutura terá quase o dobro do comprimento da atual maior ponte do Estado, localizada sobre o Rio Teles Pires, na MT-419, entre Carlinda e Novo Mundo, que possui 692 metros.

Quando ficar pronta, será possível estacionar cerca de 272 carros em fila única ao longo da ponte. Já quem decidir atravessá-la a pé e voltar duas vezes terá percorrido uma distância maior do que uma corrida de 5 quilômetros.

A travessia completa da ponte equivale à distância entre o Colégio São Gonçalo e a Ponte Júlio Müller, em Cuiabá, feita a pé. Ou, ainda, à extensão da travessia urbana do município de Jangada pela BR-163.

Se colocadas lado a lado sobre o tabuleiro da ponte, seriam necessárias mais do que cinco Arenas Pantanal para superar o tamanho. Ela também ultrapassa com folga a altura do maior arranha-céu do mundo, o Burj Khalifa, em Dubai, que tem 828 metros.

Fonte: Governo MT – MT

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Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

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Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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