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Programa Jovem Senador 2026 aborda Democracia nas Redes Sociais

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Com o tema de redação “Democracia nas redes sociais: como construir um debate saudável”, o Programa Jovem Senador 2026 abre espaço para que estudantes do Ensino Médio da rede pública reflitam sobre o papel da democracia nas mídias sociais.

Apoiado pela Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), o programa tem como objetivo incentivar a reflexão dos estudantes sobre política, democracia e cidadania e promover o conhecimento sobre a estrutura e o funcionamento do Poder Legislativo brasileiro.

O tema da redação busca fazer com que os estudantes tenham consciência crítica sobre o uso responsável das redes sociais como espaços de participação democrática, diálogo e formação de opinião.

Além disso, também busca fortalecer a cultura do respeito e da tolerância, incentivando a convivência com a diversidade de ideias e o enfrentamento da desinformação, do discurso de ódio e da polarização excessiva.

“Fomentar esse tema na escola é preparar o jovem para reconhecer o que é fato e o que é manipulação, para argumentar com responsabilidade, respeitar o contraditório e entender que liberdade de expressão não é licença para atacar o outro. É assim que transformamos o uso das redes em um exercício real de democracia”, afirma o secretário de Estado de Educação, Alan Porto.

Segundo o secretário, o Programa Jovem Senador é uma oportunidade concreta para esse aprendizado sair do discurso e virar prática. “Ao incentivar a reflexão sobre política, democracia e cidadania, e aproximar os estudantes do funcionamento do Poder Legislativo, o programa fortalece a compreensão de que participação democrática não se resume ao voto”.

Para Alan Porto, quando a escola ensina o estudante a debater com qualidade, ela fortalece o senso de pertencimento e responsabilidade com o coletivo. “Educar para a democracia nas redes sociais é educar para a vida em sociedade, dentro e fora da tela”, completa o secretário.

A redação deve ser realizada em ambiente escolar e sob a orientação de um professor. Elas devem ser produzidas até o dia 17 de abril de 2026, respeitando critérios estabelecidos em regulamento. O texto será avaliado com base nas cinco competências utilizadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Nacionais Anísio Teixeira (Inep).

O modelo é o mesmo utilizado para a correção do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), mas adaptado ao contexto do Programa Jovem Senador. Cada uma das competências contará com pontuação de zero a dois pontos, totalizando no máximo dez pontos.

Serão escolhidos 27 estudantes vencedores estaduais do concurso, sendo um representante de cada estado e do Distrito Federal, além dos professores orientadores. Os selecionados participarão da Semana de Vivência Legislativa, no período de 17 a 21 de agosto de 2026, em Brasília.

Como participar

Para participar, o candidato deve estar matriculado e frequentar escola pública da Rede Estadual de ensino e ter, no máximo, 19 anos de idade completados até 31 de dezembro de 2026. O participante também deve estar disponível para participar da Semana de Vivência Legislativa.

Seleção

A prova de redação é aplicada na própria escola do candidato. O material necessário para a participação no concurso, incluindo a ficha de inscrição e a folha de redação, está disponível no site do Senado.

A secretaria de Educação ou as Diretorias Regionais de Educação (DREs) deverão receber as redações até o dia 30 de abril. Cada secretaria deve formar uma comissão julgadora para selecionar as três melhores.

Por fim, as redações da etapa estadual ou distrital, acompanhadas da ficha de inscrição dos finalistas, deverão ser enviadas ao Senado Federal pelas secretarias de Educação até o dia 29 de maio de 2026. O Senado elegerá o vencedor de cada unidade federativa entre os três textos.

Cronograma

Etapa Escolar

Elaboração das redações pelos estudantes – 2/2 a 17/4/2026

Avaliação das redações pelas escolas e entrega para a secretaria de Educação – 18 a 30/4/2026

Seleção etapa estadual/distrital

Prazo final – 29/5/2026

Etapa Senado

Prazo final – 12/6/2026

Anúncio dos vencedores

Prazo final – 26/6/2026

Semana de Vivência Legislativa – 17 a 21/8/2026

Confira, em anexo, o Regulamento do Concurso de Redação e o Guia de Redação

Fonte: Governo MT – MT

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Vacina disponível, proteção possível: Sorriso precisa aderir já

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Sorriso vive um momento decisivo na campanha de vacinação contra a gripe. As doses estão disponíveis, as equipes de saúde estão mobilizadas, mutirões vêm sendo organizados — há, portanto, um esforço concreto e contínuo do poder público para ampliar a cobertura vacinal. Ainda assim, os números revelam um desafio: apenas cerca de 15% do grupo prioritário foi vacinado até o momento.Esse dado não deve ser lido como falha isolada, mas como um sinal de alerta que exige corresponsabilidade.A vacina oferecida pelo Sistema Único de Saúde é atualizada anualmente e protege contra os principais vírus da influenza em circulação — H1N1, H3N2 e influenza B. Mais do que reduzir casos leves, ela cumpre um papel essencial: evitar agravamentos, internações e mortes, sobretudo entre os grupos mais vulneráveis.E aqui está o ponto central: a gripe não é uma doença trivial.Em determinadas situações, ela evolui para quadros graves, com complicações como pneumonia, desidratação e descompensação de doenças crônicas. No Brasil, todos os anos, a influenza está associada a centenas de internações e a um número expressivo de óbitos, especialmente entre idosos e pessoas com comorbidades.Ou seja, quando a adesão vacinal é baixa, não se trata apenas de um número aquém da meta — trata-se de uma janela aberta para o agravamento de casos que poderiam ser evitados.Diante disso, é preciso reconhecer: o sistema de saúde tem feito sua parte. Mas a vacinação não se sustenta apenas na oferta — depende da adesão.E adesão se constrói com envolvimento.As famílias têm um papel decisivo. Levar um idoso ao posto, garantir que uma criança seja vacinada, orientar alguém com doença crônica — são gestos simples, mas que fazem diferença concreta nos indicadores de saúde.A sociedade também precisa assumir protagonismo. Informação de qualidade, combate à desinformação e incentivo ao cuidado coletivo são elementos que ultrapassam o espaço das unidades de saúde.Mas há um ponto ainda mais relevante: a resposta precisa ser intersetorial.O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) podem intensificar as ações destinadas a mobilizar a comunidade. São estruturas que conhecem o território, mantêm contato direto com famílias em situação de vulnerabilidade e têm capacidade de identificar, orientar e ajudar a encaminhar quem ainda não se vacinou. Sua atuação pode ser decisiva para alcançar exatamente aqueles que mais precisam da proteção.A rede de educação pode atuar como multiplicadora de informação e mobilização, envolvendo professores, alunos e famílias.As áreas de esporte e cultura, por sua capilaridade e proximidade com a população, podem incorporar a pauta da vacinação em suas atividades e eventos.As lideranças religiosas, por sua vez, ocupam um lugar singular de confiança social. Igrejas, templos e comunidades de fé alcançam pessoas onde muitas vezes o Estado não chega com a mesma força. Podem orientar, incentivar e engajar, transformando a vacinação em um compromisso com o cuidado da vida.A comunicação institucional precisa ser clara, direta e insistente — não apenas informando, mas convocando.E as lideranças comunitárias e associativas também podem desempenhar papel decisivo ao reforçar a importância da imunização em seus espaços de influência. Os Presidentes das associações de moradores podem ajudar muito nesse sentido!É importante destacar que a vacina já está disponível em todas as unidades básicas de saúde do município. Ainda assim, para ampliar o acesso e incentivar a adesão, será realizado um novo mutirão neste sábado, dia 25. Três unidades estarão abertas no período da tarde, das 15h às 17h: os postos de saúde dos bairros Mário Raiter, Jardim Amazonas e União.Além disso, no próprio sábado, das 7h às 11h, a vacinação também estará disponível no Centro de Convivência da Pessoa Idosa (CCPI), localizado na Rua Criciúma, nº 165, bairro Centro-Sul, ao lado do Fórum de Sorriso — uma oportunidade especialmente relevante para facilitar o acesso da população idosa.O mutirão é uma medida acertada. Mas, mais do que um evento pontual, ele precisa ser compreendido como parte de um movimento maior: transformar disponibilidade em acesso real, e acesso em adesão efetiva.No fim, a equação é simples.Vacina disponível + mobilização social = proteção ampliada.Sem essa soma, o esforço público perde alcance. Com ela, a cidade ganha em saúde, reduz internações, evita complicações e protege quem mais precisa.Sorriso já deu o primeiro passo, com uma rede de saúde atuante e comprometida. Agora, é hora de dar o passo seguinte: engajar famílias, instituições e toda a sociedade nessa agenda comum.Vacinar é um ato de cuidado individual. Mas, sobretudo, é uma decisão que protege o coletivo.E cidades que se mobilizam juntas, salvam vidas!Márcio Florestan Berestinas é promotor de Justiça do MPMT

Fonte: Ministério Público MT – MT

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