Mato Grosso
Saúde Digital de Mato Grosso adquire 250 retinógrafos portáteis Eyer2
Mato Grosso
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), por meio do programa de Saúde Digital, adquiriu 250 retinógrafos portáteis Eyer2. A entrega desses aparelhos foi realizada nesta quinta-feira (11.12), no Hotel Fazenda Mato Grosso, durante a última reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) de 2025.
Nesta primeira etapa de entrega, 70 aparelhos foram distribuídos à 69 municípios do Estado. Além disso, 100 profissionais da Atenção Primária à Saúde receberão treinamento teórico e prático para operar o equipamento, realizar exames e conduzir o fluxo seguro. Cada profissional será um multiplicador municipal, garantindo expansão rápida e sustentável do serviço.
“Estamos descentralizando o cuidado e garantindo que a prevenção de patologias oculares em pacientes de diversos municípios de Mato Grosso. A tecnologia aproxima o cidadão do diagnóstico, fortalece os municípios e cria uma rede humanizada”, destacou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.
A aquisição dos aparelhos e a capacitação desses profissionais da saúde tem como objetivo detectar precocemente doenças oculares graves como a retinopatia diabética, glaucoma, degeneração macular e lesões de córnea, especialmente entre populações de maior risco e regiões com oferta limitada de especialistas.
Os grupos com mais riscos de patologias oculares são diabéticos, hipertensos em estágio 2 e idosos. A Teleretinografia irá garantir que os pacientes não necessitem de grandes deslocamentos para realizarem o exame, que agora poderão ser realizados diretamente nas unidades básicas, com laudos emitidos digitalmente em um curto período de tempo pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Os resultados dos exames serão processados no Centro Estadual de Telediagnóstico Oftalmológico, com sede em Cáceres. O centro funcionará como núcleo oficial de leitura dos exames realizados nos municípios, garantindo interpretação especializada com rapidez e segurança, integração ensino–serviço, padronização diagnóstica, suporte técnico aos municípios, monitoramento contínuo da qualidade dos exames e sustentabilidade assistencial a longo prazo.
A gestora da Saúde Digital, Dra. Vânia Berti, ressalta que a iniciativa é um avanço para a saúde de Mato Grosso. “A aquisição desses aparelhos e a capacitação desses profissionais da saúde é imprescindível para garantir que pacientes de diversas regiões do Estado tenham acesso à diagnósticos de patologias relacionadas à visão, garantindo o tratamento precoce evitando assim que esses pacientes percam a visão”, concluiu.
Sobre o Saúde Digital MT
O programa de Saúde Digital de Mato Grosso é uma estratégia que moderniza e integra a rede de saúde, com foco em telemedicina, telediagnóstico, interoperabilidade e ampliação do acesso. O programa fortalece a resolutividade da Atenção Primária, reduz desigualdades e acelera a oferta de serviços de qualidade em todo o território mato-grossense, além de gerar a economia de recursos públicos.
*Sob a supervisão de Ana Lazarini
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
TAC garante encerramento de lixão e recuperação ambiental
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Querência, firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no dia 31 de agosto, com o Município para garantir uma solução definitiva para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, o encerramento do antigo lixão municipal e a recuperação ambiental da área degradada.A atuação ministerial teve início em 2013, quando foi instaurado inquérito civil para apurar irregularidades no gerenciamento e na destinação final dos resíduos sólidos no município. Naquele mesmo ano, vistoria realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) constatou a disposição inadequada de resíduos em lixão a céu aberto, sem impermeabilização do solo, com infiltração de chorume, ocorrência de queimadas e presença de catadores no local.Mesmo após diversas tentativas de resolução extrajudicial, a situação persistiu. Diante disso, o Ministério Público ingressou, em 2020, com uma ação civil pública visando interromper a disposição irregular dos resíduos, assegurar a destinação ambientalmente adequada e promover a recuperação da área degradada.Nos últimos anos, o município passou a encaminhar os resíduos sólidos urbanos para um aterro sanitário licenciado localizado em Água Boa, medida que representou um importante avanço na política de gestão de resíduos. Contudo, segundo o MPMT, a mudança da destinação final não elimina os passivos ambientais acumulados ao longo de décadas de utilização do lixão, tornando necessárias ações para o encerramento técnico da área e sua recuperação ambiental.Foi nesse contexto que o Ministério Público e o Município construíram uma solução consensual voltada à reorganização da política municipal de resíduos sólidos. O TAC estabelece obrigações específicas, responsáveis, cronograma de execução, mecanismos de fiscalização e prazos para a implementação das medidas.Entre as ações previstas estão o encerramento definitivo do lixão, a elaboração de diagnóstico ambiental e do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), a regularização e o licenciamento da estrutura de transbordo dos resíduos, a manutenção da destinação final em aterro sanitário licenciado, o fortalecimento da coleta seletiva, a inclusão socioprodutiva dos catadores, o desenvolvimento de ações de logística reversa e a avaliação da sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de limpeza urbana.O acordo também prevê a criação de um grupo de trabalho multidisciplinar para coordenar e acompanhar a execução das medidas, além do cumprimento de etapas condicionadas aos processos de licenciamento e aprovação ambiental.Para garantir a efetividade do TAC, a 1ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo específico para monitorar o cumprimento das obrigações assumidas. Também foi elaborado um controle detalhado dos prazos, que será compartilhado com o Município e com o Conselho Municipal de Meio Ambiente para acompanhamento e fiscalização das ações.Segundo a promotora de Justiça Daniela Moreira Augusto, o objetivo é solucionar de forma definitiva um problema ambiental que se arrasta há mais de uma década.“O TAC foi construído para ser efetivamente cumprido. Não se trata apenas de encerrar um processo ou de impedir o descarte de resíduos em determinado local. O encerramento de um lixão exige uma série de medidas, como a recuperação da área degradada, a mitigação dos passivos ambientais e a estruturação adequada do sistema de transbordo. Por isso, optamos por um acordo estrutural, com obrigações concretas, responsáveis definidos, prazos estabelecidos e acompanhamento permanente”, destacou.O cumprimento das obrigações será fiscalizado pelo Ministério Público, com participação do Conselho Municipal de Meio Ambiente. O TAC prevê ainda a apresentação de relatórios bimestrais de acompanhamento e estabelece multa diária em caso de descumprimento injustificado, sem prejuízo da adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.Com a formalização do acordo, o MPMT busca assegurar a execução de ações concretas para o encerramento definitivo do lixão, a recuperação ambiental da área degradada e a consolidação de um sistema municipal de manejo de resíduos sólidos ambientalmente adequado, sustentável e alinhado à legislação vigente.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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