Mato Grosso

Seaf abre licitação para serviço de transferência de embriões bovinos voltados à agricultura familiar

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A Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) lançou o pregão eletrônico SRP nº 5/2025, com o objetivo de contratar uma empresa especializada em transferência de embriões bovinos, incluindo o fornecimento de embriões sexados de fêmea.

A iniciativa busca beneficiar diretamente os produtores de leite da agricultura familiar, promovendo o melhoramento genético do rebanho e fortalecendo a produção leiteira no Estado. A seleção das propostas seguirá critérios técnicos detalhados no edital, disponível no site da Seaf.

As propostas e os documentos de habilitação devem ser enviados eletronicamente, por meio do Sistema Integrado de Aquisições Governamentais (SIAG), até o dia 11 de agosto. A abertura das propostas e início da sessão pública estão marcados para 12 de agosto, às 8h (horário de Cuiabá), pelo site http://aquisicoes.seplag.mt.gov.br.

Todas as publicações relacionadas ao certame serão divulgadas no Diário Oficial do Estado de Mato Grosso.

De acordo com a veterinária da Seaf, Vânia Ângela, o programa já foi executado com sucesso em 38 municípios, com resultados significativos.

“Os criadores notam a diferença das bezerras nascidas com melhoramento genético. Todos os produtores que participaram da primeira etapa querem repetir. Para a nova fase, já temos 25 municípios interessados”, afirmou.

Os contratos são firmados via termos de cessão com prefeituras ou cooperativas dos municípios selecionados. A empresa contratada realiza a seleção das vacas receptoras, exames sanitários (brucelose, tuberculose), vacinação reprodutiva, aplicação do protocolo hormonal, a transferência de embriões e, após 60 dias, o diagnóstico de gestação com sexagem fetal. O pagamento à empresa é feito por prenhez confirmada de fêmea.

Aumento da produtividade

No Estado, o programa de melhoramento genético do rebanho leiteiro teve início em 2020 com a transferência de embriões. De acordo com a Superintendência da Agricultura Familiar, 38 municípios aderiram à primeira etapa, e atualmente são 4.026 prenhezes. A melhoria genética tem impacto direto na produtividade.

“As novilhas de origem embrionária entram em reprodução mais cedo e produzem mais leite. Com boa alimentação, podem chegar a produzir de 20 a 30 litros por dia. Mesmo produzindo 15 litros já é excelente, considerando que a média estadual de produção é de 4,34 litros por animal”, destacou Vânia.

A médica veterinária apontou que o programa é inovador “por atender o produtor de pequena escala, o que exige atuação em diversas propriedades, com número de transferências variando entre 10 e 20 vacas por produtor, com resultados já visíveis em campo”.

Atualmente, Mato Grosso ocupa a 14ª posição no ranking nacional de produção de leite, com uma produção atual de 455,8 mil litros em 2023, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A produção de leite é a principal atividade econômica para a maioria das propriedades em regime familiar no Estado de Mato Grosso. Conforme o Diagnóstico da Cadeia Leiteira em Mato Grosso, da Seaf, 75,62% dos pequenos produtores de Mato Grosso têm a pecuária leiteira como sua principal fonte de renda.

Contato

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (65) 3613-6251.

Fonte: Governo MT – MT

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Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT

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Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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