Mato Grosso

Vencedores do Prêmio Cidades Inovadoras 2025 serão conhecidos na segunda-feira (8) em Cuiabá

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Na próxima segunda-feira (8.9) a sociedade mato-grossense conhecerá os municípios vencedores da 2ª edição do Prêmio Cidades Inovadoras, em cerimônia que será realizada em Cuiabá, no auditório da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM). Promovido pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), em parceria com o Parque Tecnológico Mato Grosso e a Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapemat), o evento reconhece projetos inovadores que promovem soluções sustentáveis e de impacto social.

Nesta edição, 16 municípios chegaram à etapa final após passarem por triagem documental, avaliação técnica e entrevistas de validação. Os projetos foram analisados por uma Banca de Juízes formada por representantes do Conselho Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (CECTI) e pela equipe do Parque Tecnológico, que definiu os finalistas de acordo com a categoria inscrita.

Segundo o secretário da Seciteci, Allan Kardec, o prêmio reforça o papel dos municípios como protagonistas da inovação. “Nossa expectativa é que os vencedores sirvam de vitrine, para que outros gestores percebam que é possível inovar em áreas como gestão pública, meio ambiente, mobilidade ou tecnologia, mesmo em cidades de pequeno porte.

O superintendente de Desenvolvimento Científico, Tecnológico e de Inovação da Seciteci, Marcos Natanael, destacou a relevância da etapa final. “Em comparação com a edição anterior, notamos avanços importantes: os municípios passaram a pensar em projetos que não são apenas inovadores no papel, mas que também apresentam viabilidade real de execução. Isso dá muito mais força ao prêmio.”

Nesta segunda edição, o prêmio recebeu 47 inscrições, número 61,7% maior em relação à primeira edição, quando foram registradas 29. Após a verificação, 35 cidades tiveram inscrições validadas e apenas uma iniciativa por município pôde concorrer.

Os municípios vencedores irão receber prêmios como uma Bolsa de Transferência de Tecnologia (BTT) nível 03, que possibilitará a inserção de um pesquisador consultor técnico no município por até 12 meses. Também terão acesso a imersões nacionais e internacionais em eventos de referência, como o Smart City Week Curitiba e o Smart City Week Barcelona, na Espanha, além de ampla divulgação em mídias nacionais e internacionais.

A 2ª edição do Prêmio Cidades Inovadoras conta com apoio institucional das entidades que integram o Conselho Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Cecti).

Fonte: Governo MT – MT

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Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT

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Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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