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Educação de Várzea Grande vai ampliar atendimento aos estudantes com implementação da Política de Educação Integral em Escolas em Tempo Integral

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Após alcançar 5,7 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), divulgado este mês pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), que consolida a evolução do desempenho dos alunos da rede pública, a Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer está implementando a Política de Educação Integral em escolas em Tempo Integral no município.

A iniciativa, formalizada pela Resolução Normativa nº 001/2026/CME/VG/MT, aponta que, o Censo Escolar realizado nas 100 unidades escolares registrou um crescimento contínuo de demanda por centros de atendimento ampliado. O planejamento de expansão foi submetido e aprovado pelo Conselho Municipal de Educação (CME).

A implementação vai ocorrer no ano letivo de 2027, com projeção de ampliação da oferta para escolas da área urbana, especialmente nas regiões do Chapéu do Sol e do grande Cristo Rei.

Atualmente, a Rede Municipal de Ensino de Várzea Grande conta com 6 Escolas Municipais de Educação Básica (EMEB) do Campo, que atendem já 469 estudantes matriculados; 31 Centros Municipais de Educação Infantil (CMEI), destinados ao atendimento de crianças de 1 a 3 anos, com média de 5.000 crianças; e 42 unidades que atendem estudantes pelo programa de Escola de Tempo Ampliado (ETA), atendendo aproximadamente 2.500 alunos, totalizando 7.969 matriculas em educação em tempo integral.

De acordo com a secretária Maria Fernanda Figueiredo, a implementação da Política de Educação Integral em escolas em Tempo Integral vai ocorrer de forma planejada, com cronograma de transição curricular e administrativa respeitando rigorosamente o calendário escolar vigente. “As adequações pedagógicas para o cumprimento da jornada mínima de 35 horas semanais começam a ser introduzidas de forma escalonada, estendendo-se ao longo do Plano de Ação 2026-2029. O detalhamento por unidade escolar obedece a critérios logísticos e de pessoal, garantindo que nenhuma atividade seja iniciada sem a devida formação profissional” explicou.

Segundo a secretária, o estudo do impacto financeiro para a manutenção do sistema de Educação em Tempo Integral está sendo realizado com base nas receitas vinculadas à Educação e em complementações orçamentárias focadas em equidade e qualidade educacional.

A discriminação das despesas prevê o remanejamento e a aplicação suplementar de recursos específicos para pessoal, ampliação do volume de alimentação escolar (mínimo de três refeições diárias), fornecimento de materiais pedagógicos diferenciados e transporte. Os valores consolidados constam no planejamento plurianual encaminhado aos órgãos de controle.

Para garantir a permanência de sete horas diárias, estabelecidas pelos artigos 51 a 56 da resolução, a Secretaria realizou um levantamento técnico situacional em toda a rede para mapear a capacidade predial frente às exigências. As unidades que necessitarem de intervenções (como reformas de cozinhas, refeitórios, banheiros e salas de repouso/atividades complementares) já foram integradas ao plano de obras prioritárias da gestão.

A superintendente Pedagógica da SMECEL, professora Lezi Silva, disse que a Política de Educação Integral em Tempo Integral foi instituída no município em 2023 e encontra-se em processo de readequação, em consonância com as normativas nacionais vigentes. “O Ministério da Educação estabeleceu o prazo de 31 de outubro de 2026 para que estados e municípios concluam as respectivas readequações, em conformidade com a Resolução CNE/CEB nº 7, de 1º de agosto de 2025, que estabelece as Diretrizes Operacionais Nacionais para a Educação Integral em Tempo Integral na Educação Básica. Nesse contexto, a Superintendência Pedagógica encontra-se em fase de finalização da proposta de readequação, com previsão de encaminhamento ao Conselho Municipal de Educação até 31 de agosto de 2026” afirmou.

A coordenação do setor de Legislação e Normas da Secretaria informou que, em cumprimento aos critérios de prioridade e vulnerabilidade social, as regiões de maior vulnerabilidade social e os bairros com maior índice de famílias cadastradas no CadÚnico terão prioridade absoluta na distribuição de novas vagas. “Os indicadores de vulnerabilidade do município, cruzados com a demanda reprimida por creches e ensino fundamental regular, foram os balizadores técnicos utilizados para a seleção das primeiras comunidades atendidas pelo programa” disse.

Segundo a coordenação, em conformidade com a Governança da Transparência Pública municipal, a documentação integral que compõe o “Programa Específico” (artigo 58) contendo metas, anexos pedagógicos e dotações, está disponível para consulta pública na coordenadoria técnica da SMECEL e junto ao Conselho Municipal de Educação, podendo ser formalmente acessada por meio dos canais oficiais da Transparência do Município.

A secretária Maria Fernanda destacou ainda que faz parte dos objetivos da política de Educação Integral em Tempo Integral ampliar o tempo de permanência das crianças e dos adolescentes no espaço escolar, adotar medidas para otimizar o tempo de permanência dos estudantes na escola, assegurando sua qualidade e direcionando a ampliação da jornada para a construção de um currículo integrado, desenvolver atividades educativas, recreativas, esportivas e culturais, fomentar a articulação da escola com diferentes espaços educativos, culturais, esportivos e públicos, entre outros.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Pivetta admite possibilidade de boicote no DAE e diz que “já viu de tudo”

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) não descartou a possibilidade de ter ocorrido um boicote dentro do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG) em meio à crise de abastecimento enfrentada pelo município. Questionado sobre a hipótese, Pivetta afirmou que já presenciou diferentes situações na autarquia, mas evitou apontar possíveis responsáveis.

“A gente já viu de tudo lá, tá? Já vimos de tudo lá, mas nós vamos vencer. O importante é que o interesse da população vai prevalecer”, afirmou o governador.

A declaração ocorre em meio à tentativa do Governo do Estado e da Prefeitura de Várzea Grande de enfrentar os problemas históricos do sistema de abastecimento. A crise também ganhou contornos políticos após episódios envolvendo a administração do DAE e a troca de integrantes da direção da autarquia.

Entre os episódios que aumentaram a pressão sobre o departamento está a divulgação de um vídeo no qual o então diretor Rogerinho Dakar aparece com uma mala contendo dinheiro. O caso provocou questionamentos sobre a gestão do DAE e ampliou o desgaste em torno da estrutura responsável pelo abastecimento da cidade.

Apesar dos problemas, Pivetta afirmou que as medidas adotadas pelo Estado já começaram a apresentar resultados. Segundo o governador, 14 poços que estavam desativados foram recuperados, permitindo uma produção aproximada de 700 mil litros de água por hora. As ações teriam beneficiado cerca de 20% dos moradores que enfrentavam problemas de abastecimento.

O governador, no entanto, afirmou que ainda existem dificuldades para identificar a origem de todos os problemas no sistema.

“O grande problema lá é o mistério que existe debaixo das ruas que precisa ser conhecido. E nós estamos lá mapeando isso”, explicou.

Pivetta disse que equipamentos e materiais já foram adquiridos para ampliar as ações, mas parte dos itens ainda não chegou por se tratar de produtos importados. Por enquanto, segundo ele, o trabalho tem se concentrado na recuperação de estruturas existentes e na reativação de poços.

As ações fazem parte da “Aliança pela Água”, acordo firmado entre Governo do Estado, Prefeitura de Várzea Grande, Ministério Público e Tribunal de Contas de Mato Grosso. O objetivo é buscar uma solução para os problemas estruturais do DAE e evitar medidas mais drásticas para a gestão da autarquia. O TCE já havia apontado um cenário de endividamento superior a R$ 315 milhões e suspeitas de irregularidades administrativas.

Pivetta reconheceu que ainda há um longo caminho pela frente.

“Cerca de 20% da população que sofria com a falta de abastecimento de água já tem água. Temos 80% para vencer ainda”, afirmou.

Apesar de admitir a possibilidade de boicote, o governador não apresentou evidências de que a prática tenha ocorrido nem indicou quem poderia estar envolvido. A declaração, portanto, mantém a hipótese no campo da suspeita enquanto as autoridades avançam na apuração e nas medidas para tentar normalizar o abastecimento em Várzea Grande.

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