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FICCO/BA em ação conjunta deflagra operação em combate ao tráfico de drogas, homicídios e lavagem de dinheiro

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Salvador/BA. Nesta terça-feira (18/11), a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Bahia – FICCO/BA, em ação conjunta com a Delegacia Territorial de Ipiaú (09ª COORPIN/PCBA) e o Comando de Policiamento Regional Médio Rio de Contas (PM/BA), deflagrou operação Alta Potência 2, com o objetivo de desarticular uma facção criminosa violenta responsável por tráfico de drogas, homicídios e lavagem de dinheiro.

As investigações identificaram que o grupo atuava principalmente nos municípios baianos de Ipiaú, Jequié e Itagibá, mantendo conexões interestaduais. A operação cumpre 79 ordens judiciais, sendo 38 mandados de busca e apreensão e 31 mandados de prisão preventiva, além do sequestro de oito imóveis e bloqueio de ativos financeiros de 21 investigados, atingindo valores em mais de 90 contas bancárias. As ações ocorrem simultaneamente nos estados da Bahia, São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina, com a mobilização de mais de 250 policiais.

A investigação avançou após a prisão do líder da organização criminosa, ocorrida em junho de 2025, na cidade de Barra Velha/SC, durante operação anterior. Na ocasião, foram apreendidos elementos que permitiram aprofundar as apurações sobre os eixos financeiro, logístico e operacional da facção. Com isso, foi possível identificar a estrutura completa do grupo, incluindo operadores financeiros e responsáveis pela venda direta de drogas.

O núcleo financeiro movimentou cerca de R$ 52 milhões em pouco mais de três anos, utilizando contas bancárias e aquisição de imóveis para lavar recursos ilícitos. A liderança e seus familiares mantinham residências em diferentes estados, como Sacramento/MG, Barra Velha/SC e São Paulo/SP, enquanto controlavam o tráfico na Bahia, longe da violência que fomentavam.

As ações desta fase da operação abrangem cidades baianas como Ipiaú, Itagibá, Gandu, Ubatã, Jequié, Ilhéus, Porto Seguro, Salvador, Ibirataia e Serrinha.

A FICCO/BA é composta pela Polícia Federal, Polícia Militar da Bahia, Polícia Civil da Bahia, Polícia Penal da Bahia, Secretaria Nacional de Políticas Penais e Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia.

 

Comunicação Social da Polícia Federal na Bahia/
WhatsApp: (71) 3319-6002
E-mail: cs.srba@pf.gov.br

Fonte: Polícia Federal

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Projeto assegura informações de saúde para familiares de pacientes inconscientes

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O Projeto de Lei 780/26 estabelece regras para que hospitais públicos e privados forneçam informações básicas sobre o estado de saúde de pacientes impossibilitados de se comunicar.

Em análise na Câmara dos Deputados, a proposta permite que familiares ou pessoas autorizadas recebam dados essenciais, como o estado geral, os riscos do quadro clínico e a confirmação de procedimentos de emergência.

Para proteger a intimidade do paciente e seguir a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), é proibido entregar o prontuário médico completo ou resultados integrais de exames, salvo com autorização judicial. Toda informação prestada deve ser registrada no prontuário, com a identificação de quem recebeu os dados, a data e o horário.

Pelo texto, considera-se impossibilitado de manifestar vontade o paciente em situação de inconsciência, sedação, intubação ou estado clínico grave. As informações podem ser solicitadas por pessoas previamente autorizadas pelo paciente, cônjuges, pais, filhos e irmãos. O projeto dá prioridade para quem o paciente cadastrou antes de ficar doente, garantindo sua autonomia.

“A ausência de um protocolo claro e padronizado gera insegurança jurídica para profissionais de saúde e estabelecimentos, que se veem entre o sigilo médico e a necessidade humanitária de informar os familiares sobre o estado de saúde do paciente”, argumenta o autor do projeto, deputado Bibo Nunes (PL-RS).

Violência doméstica
Se houver indícios de violência doméstica, a equipe de saúde pode negar informações e a localização do paciente ao suspeito, com o objetivo de proteger a vítima.

O descumprimento dessas regras sujeitará o hospital a sanções administrativas.

Próximas etapas
A proposta tem caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Saúde; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Pierre Triboli

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