Polícia Federal
PF apura esquema envolvendo sorteios irregulares e prêmios em dinheiro
Polícia Federal
Teresina/PI. A Polícia Federal deflagrou, nesse domingo (8/2), a Operação Aleatorius, com o objetivo de interromper a atuação fraudulenta de uma empresa que comercializava títulos de capitalização. Há suspeita de desvirtuamento das autorizações concedidas pelo órgão competente do Ministério da Fazenda, diante de indícios de irregularidades na realização de promoções comerciais e na destinação dos recursos arrecadados.
Policiais federais cumpriram sete mandados de busca e apreensão em Teresina/PI, em Juazeiro do Norte/CE, em Garanhuns e em Caruaru/PE, além da suspensão das atividades da empresa envolvida, expedidos pela 1ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Piauí.
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, foram apreendidos cerca de R$ 850 mil em espécie, além de aparelhos celulares e de documentos, que serão analisados e poderão contribuir para o aprofundamento das investigações.
As diligências apontaram que a empresa investigada fora, possivelmente, além dos limites previstos nas autorizações legais, promovendo sorteios frequentes, com prêmios de alto valor, e adotando critérios próprios para apuração e para divulgação dos resultados, em desacordo com o regulamento aprovado. A prática pode ter levado consumidores a acreditarem, de forma equivocada, que a atividade era regular e oficialmente autorizada.
Os levantamentos também identificaram indícios de movimentação de grandes quantias fora do sistema bancário formal, incluindo possível fracionamento de valores e pagamento de prêmios em dinheiro. Esses fatos podem estar relacionados a crimes como lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, falsificação de selo ou sinal público e delitos contra a ordem tributária, entre outras infrações que ainda estão sendo apuradas.
Comunicação Social da Polícia Federal no Piauí
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(86) 99928-9524
@pf.piaui
Fonte: Polícia Federal
Polícia Federal
Pivetta admite possibilidade de boicote no DAE e diz que “já viu de tudo”
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) não descartou a possibilidade de ter ocorrido um boicote dentro do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG) em meio à crise de abastecimento enfrentada pelo município. Questionado sobre a hipótese, Pivetta afirmou que já presenciou diferentes situações na autarquia, mas evitou apontar possíveis responsáveis.
“A gente já viu de tudo lá, tá? Já vimos de tudo lá, mas nós vamos vencer. O importante é que o interesse da população vai prevalecer”, afirmou o governador.
A declaração ocorre em meio à tentativa do Governo do Estado e da Prefeitura de Várzea Grande de enfrentar os problemas históricos do sistema de abastecimento. A crise também ganhou contornos políticos após episódios envolvendo a administração do DAE e a troca de integrantes da direção da autarquia.
Entre os episódios que aumentaram a pressão sobre o departamento está a divulgação de um vídeo no qual o então diretor Rogerinho Dakar aparece com uma mala contendo dinheiro. O caso provocou questionamentos sobre a gestão do DAE e ampliou o desgaste em torno da estrutura responsável pelo abastecimento da cidade.
Apesar dos problemas, Pivetta afirmou que as medidas adotadas pelo Estado já começaram a apresentar resultados. Segundo o governador, 14 poços que estavam desativados foram recuperados, permitindo uma produção aproximada de 700 mil litros de água por hora. As ações teriam beneficiado cerca de 20% dos moradores que enfrentavam problemas de abastecimento.
O governador, no entanto, afirmou que ainda existem dificuldades para identificar a origem de todos os problemas no sistema.
“O grande problema lá é o mistério que existe debaixo das ruas que precisa ser conhecido. E nós estamos lá mapeando isso”, explicou.
Pivetta disse que equipamentos e materiais já foram adquiridos para ampliar as ações, mas parte dos itens ainda não chegou por se tratar de produtos importados. Por enquanto, segundo ele, o trabalho tem se concentrado na recuperação de estruturas existentes e na reativação de poços.
As ações fazem parte da “Aliança pela Água”, acordo firmado entre Governo do Estado, Prefeitura de Várzea Grande, Ministério Público e Tribunal de Contas de Mato Grosso. O objetivo é buscar uma solução para os problemas estruturais do DAE e evitar medidas mais drásticas para a gestão da autarquia. O TCE já havia apontado um cenário de endividamento superior a R$ 315 milhões e suspeitas de irregularidades administrativas.
Pivetta reconheceu que ainda há um longo caminho pela frente.
“Cerca de 20% da população que sofria com a falta de abastecimento de água já tem água. Temos 80% para vencer ainda”, afirmou.
Apesar de admitir a possibilidade de boicote, o governador não apresentou evidências de que a prática tenha ocorrido nem indicou quem poderia estar envolvido. A declaração, portanto, mantém a hipótese no campo da suspeita enquanto as autoridades avançam na apuração e nas medidas para tentar normalizar o abastecimento em Várzea Grande.
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