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PF deflagra Operação Narcoimperium contra o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em MT

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Cuiabá/MT. A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (5/8) a Operação Narcoimperium, com o objetivo de desarticular organização criminosa envolvida com o tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. As ações ocorrem nos municípios de Brasnorte e Tangará da Serra, no interior de Mato Grosso.

Cerca de 30 policiais federais cumprem quatro mandados de prisão temporária, seis mandados de busca e apreensão e sequestro de bens avaliados em aproximadamente R$ 7,5 milhões.

As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Federal da Seção Judiciária de Mato Grosso, em consonância com diretrizes que priorizam a descapitalização patrimonial de organizações criminosas, bem como a prisão de lideranças e membros estratégicos.

A investigação é desdobramento da Operação Catrapo, que revelou a atuação de organização criminosa transnacional, com capacidade logística e financeira significativa. O grupo utilizava aeronaves para o transporte de grandes carregamentos de drogas.

Durante o curso da investigação, foi possível comprovar que os investigados adquiriram um avião interceptado e abatido pela Força Aérea Brasileira (FAB) em 2021, no município de Brasnorte, quando transportava cerca de 300 quilos de cocaína.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.

Comunicação Social da Polícia Federal em Mato Grosso
📞 Contato: (65) 99218-6164
📧 E-mail: [email protected]
🌐 www.gov.br/pf

 

Fonte: Polícia Federal

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Pivetta admite possibilidade de boicote no DAE e diz que “já viu de tudo”

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) não descartou a possibilidade de ter ocorrido um boicote dentro do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG) em meio à crise de abastecimento enfrentada pelo município. Questionado sobre a hipótese, Pivetta afirmou que já presenciou diferentes situações na autarquia, mas evitou apontar possíveis responsáveis.

“A gente já viu de tudo lá, tá? Já vimos de tudo lá, mas nós vamos vencer. O importante é que o interesse da população vai prevalecer”, afirmou o governador.

A declaração ocorre em meio à tentativa do Governo do Estado e da Prefeitura de Várzea Grande de enfrentar os problemas históricos do sistema de abastecimento. A crise também ganhou contornos políticos após episódios envolvendo a administração do DAE e a troca de integrantes da direção da autarquia.

Entre os episódios que aumentaram a pressão sobre o departamento está a divulgação de um vídeo no qual o então diretor Rogerinho Dakar aparece com uma mala contendo dinheiro. O caso provocou questionamentos sobre a gestão do DAE e ampliou o desgaste em torno da estrutura responsável pelo abastecimento da cidade.

Apesar dos problemas, Pivetta afirmou que as medidas adotadas pelo Estado já começaram a apresentar resultados. Segundo o governador, 14 poços que estavam desativados foram recuperados, permitindo uma produção aproximada de 700 mil litros de água por hora. As ações teriam beneficiado cerca de 20% dos moradores que enfrentavam problemas de abastecimento.

O governador, no entanto, afirmou que ainda existem dificuldades para identificar a origem de todos os problemas no sistema.

“O grande problema lá é o mistério que existe debaixo das ruas que precisa ser conhecido. E nós estamos lá mapeando isso”, explicou.

Pivetta disse que equipamentos e materiais já foram adquiridos para ampliar as ações, mas parte dos itens ainda não chegou por se tratar de produtos importados. Por enquanto, segundo ele, o trabalho tem se concentrado na recuperação de estruturas existentes e na reativação de poços.

As ações fazem parte da “Aliança pela Água”, acordo firmado entre Governo do Estado, Prefeitura de Várzea Grande, Ministério Público e Tribunal de Contas de Mato Grosso. O objetivo é buscar uma solução para os problemas estruturais do DAE e evitar medidas mais drásticas para a gestão da autarquia. O TCE já havia apontado um cenário de endividamento superior a R$ 315 milhões e suspeitas de irregularidades administrativas.

Pivetta reconheceu que ainda há um longo caminho pela frente.

“Cerca de 20% da população que sofria com a falta de abastecimento de água já tem água. Temos 80% para vencer ainda”, afirmou.

Apesar de admitir a possibilidade de boicote, o governador não apresentou evidências de que a prática tenha ocorrido nem indicou quem poderia estar envolvido. A declaração, portanto, mantém a hipótese no campo da suspeita enquanto as autoridades avançam na apuração e nas medidas para tentar normalizar o abastecimento em Várzea Grande.

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