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PF participa da 15ª Cumbre Ameripol 2025 na Colômbia

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Brasília/DF.  A Polícia Federal participou, entre os dias 09 e 10 de dezembro, da 15ª edição da Cumbre Ameripol, que reuniu autoridades policiais de diversos países das Américas e observadores de outras regiões para discutir estratégias conjuntas de enfrentamento ao crime organizado e o fortalecimento da cooperação policial internacional, na Colômbia. 

O encontro foi aberto com a transmissão de vídeo do Diretor-Geral da Polícia Federal e Secretário-Executivo da Ameripol, Andrei Rodrigues, seguido por discurso do Presidente da Ameripol, o Diretor-Geral da Polícia Nacional da Colômbia William Zambrano.

A PF foi representada pelo Adido Policial na Colômbia, Fábio Mertens; pelo Coordenador-Geral de Cooperação Policial Internacional, Bruno Samezima; pela Oficial de Ligação da PF na Ameripol e Delegada do Secretário-Executivo, Lígia Neves; pelo Diretor do Centro Especializado contra o Tráfico de Pessoas e Contrabando de Migrantes (CTT) da Ameripol, Daniel Daher; e pelos Oficiais de Ligação Leonardo Gomes e Luciara de Souza, que atuam também como Coordenadores da Ameripol. A abertura do evento contou ainda com a participação do Embaixador do Brasil na Colômbia, Paulo Estivallet.

O Presidente da Colômbia Gustavo Petro participou da cerimônia, acompanhado do Ministro da Defesa colombiano, destacando a relevância do evento para a segurança regional, em painel que contou também com a participação do Delegado e Adido Fábio Mertens, representando a Polícia Federal e a Secretaria Executiva da Ameripol.

Após mais de sete anos de gestão da Polícia Federal à frente da Secretaria Executiva da Ameripol, os Carabineros de Chile foram eleitos para assumir o posto a partir do próximo ano, na Cumbre de 2026 que será realizada na República Dominicana. Além disso, serão incluídos novos membros e observadores, incluindo a Polícia Rodoviária Federal do Brasil (PRF), além de um planejamento estratégico para o próximo ano, objetivando ações policiais regionais coordenadas.

Foram discutidos ainda avanços de cada um dos países para a ratificação do Tratado Constitutivo de Ameripol – Tratado de Brasília, bem como estudos e preparativos internos relacionados, como regramentos financeiro e de proteção de dados para o novo marco jurídico da entidade.

O evento reafirmou o compromisso das instituições policiais do continente com a integração e a cooperação policial internacional, robustecendo o papel da Ameripol como principal fórum regional das Américas para o enfrentamento ao crime transnacional.

Coordenação-Geral de Comunicação Social
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Fonte: Polícia Federal

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Pivetta admite possibilidade de boicote no DAE e diz que “já viu de tudo”

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) não descartou a possibilidade de ter ocorrido um boicote dentro do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG) em meio à crise de abastecimento enfrentada pelo município. Questionado sobre a hipótese, Pivetta afirmou que já presenciou diferentes situações na autarquia, mas evitou apontar possíveis responsáveis.

“A gente já viu de tudo lá, tá? Já vimos de tudo lá, mas nós vamos vencer. O importante é que o interesse da população vai prevalecer”, afirmou o governador.

A declaração ocorre em meio à tentativa do Governo do Estado e da Prefeitura de Várzea Grande de enfrentar os problemas históricos do sistema de abastecimento. A crise também ganhou contornos políticos após episódios envolvendo a administração do DAE e a troca de integrantes da direção da autarquia.

Entre os episódios que aumentaram a pressão sobre o departamento está a divulgação de um vídeo no qual o então diretor Rogerinho Dakar aparece com uma mala contendo dinheiro. O caso provocou questionamentos sobre a gestão do DAE e ampliou o desgaste em torno da estrutura responsável pelo abastecimento da cidade.

Apesar dos problemas, Pivetta afirmou que as medidas adotadas pelo Estado já começaram a apresentar resultados. Segundo o governador, 14 poços que estavam desativados foram recuperados, permitindo uma produção aproximada de 700 mil litros de água por hora. As ações teriam beneficiado cerca de 20% dos moradores que enfrentavam problemas de abastecimento.

O governador, no entanto, afirmou que ainda existem dificuldades para identificar a origem de todos os problemas no sistema.

“O grande problema lá é o mistério que existe debaixo das ruas que precisa ser conhecido. E nós estamos lá mapeando isso”, explicou.

Pivetta disse que equipamentos e materiais já foram adquiridos para ampliar as ações, mas parte dos itens ainda não chegou por se tratar de produtos importados. Por enquanto, segundo ele, o trabalho tem se concentrado na recuperação de estruturas existentes e na reativação de poços.

As ações fazem parte da “Aliança pela Água”, acordo firmado entre Governo do Estado, Prefeitura de Várzea Grande, Ministério Público e Tribunal de Contas de Mato Grosso. O objetivo é buscar uma solução para os problemas estruturais do DAE e evitar medidas mais drásticas para a gestão da autarquia. O TCE já havia apontado um cenário de endividamento superior a R$ 315 milhões e suspeitas de irregularidades administrativas.

Pivetta reconheceu que ainda há um longo caminho pela frente.

“Cerca de 20% da população que sofria com a falta de abastecimento de água já tem água. Temos 80% para vencer ainda”, afirmou.

Apesar de admitir a possibilidade de boicote, o governador não apresentou evidências de que a prática tenha ocorrido nem indicou quem poderia estar envolvido. A declaração, portanto, mantém a hipótese no campo da suspeita enquanto as autoridades avançam na apuração e nas medidas para tentar normalizar o abastecimento em Várzea Grande.

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