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“Dia triste para o Brasil”, diz Coronel Fernanda em ato contra prisão de Bolsonaro

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A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) participou nesta terça-feira (05), na rampa do Congresso Nacional, de uma coletiva de imprensa ao lado de lideranças do PL, parlamentares da oposição e representantes do meio jurídico. O objetivo foi denunciar e repudiar publicamente a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Para a deputada, a medida representa uma ruptura com os princípios constitucionais e um novo marco no que chamou de “escalada autoritária” no Brasil. “Hoje é um dia muito triste. Um dia marcado por mais um ato que fere profundamente a democracia brasileira”, afirmou Coronel Fernanda.

Em seu discurso, a parlamentar relembrou a prisão dos manifestantes de 8 de janeiro de 2023, os quais definiu como “patriotas que estavam lutando por um país melhor”. Ela destacou que muitas mulheres foram soltas sob condições severas, como o uso de tornozeleiras eletrônicas e exigência de retorno imediato às suas residências, mesmo sem recursos financeiros para isso.

“A triste cena do 8 de janeiro se repete para mim. Ontem foi determinada a prisão do presidente Bolsonaro, que está em prisão domiciliar, proibido de acesso a tudo, inclusive à própria família, que precisa de autorização para visitá-lo. Isso não acontece nem com criminosos que cometeram delitos gravíssimos e causaram enorme prejuízo ao povo brasileiro”.

Durante o ato, os parlamentares anunciaram que estão articulando providências políticas e jurídicas para enfrentar o que classificaram como abusos cometidos por setores do Judiciário. “Tenho certeza de que hoje começa uma ação muito forte para que o Brasil volte ao eixo, volte à paz. Nós precisamos disso”, completou Coronel Fernanda.

O evento reuniu diversos nomes da oposição e reforçou o posicionamento do Partido Liberal diante dos últimos desdobramentos envolvendo o ex-presidente. Ao final da coletiva, a deputada fez um desabafo emocionado: “Sempre viemos trabalhar com firmeza e compromisso, mas hoje acordamos com o país todo cinza”.

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Senado terá centro cultural em Brasília

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O Senado terá um espaço cultural em Brasília. Com 80 mil m², às margens do Lago Paranoá, o Senado Cultural será inaugurado no dia 9 de dezembro, com a exposição Senado em Movimento: 200 Anos de História. O endereço, que abrigou o antigo Clube dos Servidores Públicos, passa por obras de revitalização.

— Será um espaço aberto a toda comunidade. Além de exposições e galerias, pretendemos incluir playground, coworking, paisagismo e local para palestras. Este é um projeto grandioso e diferenciado de tudo que já existe em Brasília — disse a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka.

Senado Cultural

O Senado Cultural vai oferecer exposições, restaurantes, auditório e espaços de convivência. Após a exposição inaugural, a galeria principal receberá exposição de longa duração com itens do acervo museológico do Senado. O centro cultural deve contar ainda com outros quatro espaços de exposição.

Uma das galerias deve ser dedicada a obras representativas de todos os estados. Uma segunda terá como enfoque a produção artística local, com exposições, oficinas e outras atividades educativas.

O projeto prevê ainda um espaço externo para abrigar a exposição de longa duração sobre o 8 de janeiro de 2023, quando o Palácio do Congresso Nacional foi invadido e teve suas instalações vandalizadas. Também haverá uma galeria dedicada à experiência imersiva do visitante.

O paisagismo será assinado pelo Escritório Burle Marx. 

— É um projeto ambicioso, mas é um projeto que mostra a vocação de servir a comunidade de uma outra maneira. O Senado Federal sempre serve a comunidade e a sociedade por meio da sua atividade-fim. Agora, vai servir a comunidade e a sociedade também por meio de um centro cultural — afirmou Ilana.

História e identidade

O antigo Clube da Associação dos Servidores do Ministério da Educação e da Cultura foi inaugurado em 1976 e já foi referência em lazer e cultura de Brasília. 

— Estamos preservando as fachadas, as varandas, o sistema construtivo, as esquadrias originais e os revestimentos em mármore. Também estamos mantendo o sistema viário interno e o castelo d’água, que tem uma forma bem marcante — explicou a arquiteta Vanessa Bhering, uma das responsáveis pelo acompanhamento das obras da Coordenação de Projetos e Obras de Infraestrutura.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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