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Janaina aposta em Max como novo campeão de votos para a Assembleia

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A deputada estadual e candidata ao Senado Janaina Riva (MDB) afirmou que espera ver o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi (Podemos), terminar as eleições de 2026 como o deputado estadual mais votado do Estado. A declaração foi feita na quinta-feira (9), durante o lançamento da campanha de Max à reeleição, em Cuiabá.

Em tom descontraído, Janaina brincou que já estaria se preparando para deixar para trás o posto de campeã de votos que conquistou nas duas últimas eleições para a Assembleia. “Deixa eu aproveitar que meu título de mais votada acaba esse ano com a eleição de Max Russi, estufando a urna”, afirmou.

A previsão tem como referência o desempenho eleitoral da própria Janaina. Em 2022, ela foi reeleita com 82.124 votos, alcançando a maior votação entre os candidatos a deputado estadual de Mato Grosso. Quatro anos antes, em 2018, também havia liderado a disputa, com 51.546 votos.

Neste ano, Janaina deixou a disputa por uma cadeira na Assembleia para concorrer ao Senado. Max, por sua vez, decidiu permanecer na corrida pelo Legislativo estadual e já declarou apoio à candidatura da emedebista na disputa majoritária.

A relação política entre os dois ganhou ainda mais força durante a atual campanha. Além do apoio de Max a Janaina para o Senado, a deputada já projetou o aliado para voos maiores. Em outro discurso durante o lançamento da candidatura, afirmou que espera vê-lo disputando o Governo de Mato Grosso em 2030.

Max também busca manter espaço no comando da Assembleia. Janaina declarou que, caso o MDB consiga eleger quatro ou cinco deputados estaduais, a bancada deverá apoiar a recondução do parlamentar à Presidência da Casa. O compromisso, segundo ela, faz parte de uma articulação política de grupo para a próxima legislatura.

Com a saída de Janaina da disputa proporcional e a candidatura de Max à reeleição, a eleição deste ano abre espaço para uma nova disputa pelo posto de campeão de votos. A previsão feita pela emedebista coloca o presidente da ALMT como um dos principais nomes nessa corrida e reforça a parceria política construída entre os dois.

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Sancionada lei que autoriza o BNDES a criar subsidiárias

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Foi sancionada pela Presidência da República a Lei 15.501, de 2026, que autoriza o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a constituir novas subsidiárias para ampliar sua capacidade de atuação. Pela norma, o BNDES — que já conta com subsidiárias, como o BNDESPar, que atua no mercado de capitais, e a Finame, de financiamento à indústria — poderá criar outras para complementar sua atuação, desde que obedeça às determinações da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101, de 2000).

A norma foi sancionada com veto à criação do Fundo de Crédito à Exportação (FCE), que, para o Poder Executivo, já tem seus objetivos alcançados por outras políticas públicas. Dos 13 dispositivos do texto enviado à sanção pelo Congresso, dez se referiam ao novo fundo para exportadores e foram vetados.

Publicada nesta quinta-feira (10) no Diário Oficial da União (DOU), a lei tem origem no PL 5.961/2025, do então senador Fernando Farias (MDB-AL). O projeto foi aprovado com relatório favorável do senador Esperidião Amin (PP-SC), antes de seguir para a Câmara dos Deputados.

Vetos

Os dispositivos vetados criariam o FCE para direcionar aos exportadores recursos para capital de giro, aquisição de máquinas e projetos de investimento. O fundo, com regras de funcionamento e gestão, seria usado para financiar operações de pré e pós-embarque e apoiar a modernização de empresas exportadoras. Segundo a Presidência da República, em que pese a boa intenção da proposta, o texto contraria o interesse público por criar um fundo de natureza contábil e financeira sem demonstrar que seus objetivos não poderiam ser alcançados por instrumentos de apoio à exportação já existentes.

O governo apontou ainda que a criação do fundo este ano contraria a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, que não permite a criação, no exercício financeiro, de fundos para financiar políticas públicas. Também considerou inconstitucional a criação de um comitê gestor para administrar o fundo por iniciativa parlamentar. A mensagem de veto ressalta que cabe ao Poder Executivo propor mudanças na organização e no funcionamento da administração pública federal.

Outro dispositivo vetado previa alterações nas regras de compartilhamento de riscos entre fundos garantidores. De acordo com a mensagem de veto, as mesmas mudanças já haviam sido incluídas na Lei 15.473, de 2026. Para o governo, a repetição poderia gerar redundância normativa e insegurança quanto à redação vigente.

Os vetos presidenciais serão analisados pelo Congresso Nacional em data ainda a ser definida. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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