Política
Júlio reafirma voto em Wellington, mas mantém porta aberta para Pivetta
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O deputado estadual Júlio Campos (União) reafirmou que pretende votar no senador Wellington Fagundes (PL) para o Governo de Mato Grosso, mas deixou aberta a possibilidade de uma aproximação com o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) no futuro. A declaração ocorreu durante o desfile de 7 de Setembro, em Cuiabá, onde os dois tiveram uma conversa cordial, apesar de estarem em lados opostos na disputa eleitoral.
Ao lado de Pivetta, Júlio explicou que sua decisão de apoiar Wellington está relacionada principalmente ao desgaste político entre sua família e o ex-governador Mauro Mendes (União). O conflito se intensificou após a convenção do União Brasil que barrou a candidatura de Jayme Campos, irmão de Júlio, ao Governo do Estado.
“Nada contra a figura do governador Pivetta. Ele sabe muito bem. Se não tivesse o atrito que tivemos com o Mauro Mendes, estaria tudo em paz. Mas foi muito radical. E aí, nós estamos em campos opostos momentaneamente”, afirmou o deputado.
Apesar de manter o voto em Wellington, Júlio sinalizou que a relação com Pivetta pode ser reconstruída caso o governador seja reeleito. O deputado, que também busca a reeleição para a Assembleia Legislativa, afirmou não enxergar obstáculos para uma convivência política entre os dois.
A postura mantém uma linha que Júlio já havia adotado anteriormente, ao defender que não existe uma questão pessoal contra Pivetta. Em agosto, o parlamentar afirmou que seguiria a ala dissidente do União Brasil e que seu voto acompanharia a decisão de Jayme Campos, que declarou apoio a Wellington e à candidata ao Senado Janaina Riva (MDB).
Encontro cordial
O encontro entre Júlio e Pivetta ocorreu durante a programação cívico-militar do 7 de Setembro, em Cuiabá. Apesar da divergência eleitoral, o clima entre os dois foi amistoso.
Pivetta, inclusive, fez referência ao período em que chegou a Mato Grosso e encontrou Júlio Campos no comando do Estado. “Caminhoneiro, chegando aqui, ele estava construindo a BR-163, como governador”, afirmou o governador durante a conversa.
O episódio reforça a possibilidade de que as divergências eleitorais não necessariamente se transformem em um rompimento pessoal ou em uma barreira para futuras alianças.
A divisão dentro do União Brasil é um dos reflexos da disputa pela candidatura ao Governo de Mato Grosso. Embora a legenda esteja oficialmente alinhada à candidatura de Pivetta, integrantes do grupo ligado aos irmãos Campos decidiram apoiar Wellington.
Júlio, por sua vez, mantém o posicionamento eleitoral favorável ao senador do PL, mas faz questão de preservar a relação com Pivetta, deixando claro que o atual distanciamento é circunstancial e está diretamente ligado ao conflito político com Mauro Mendes.
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MPE quer recuperar área pública ocupada por mansão e comércios em Cuiabá
O Ministério Público de Mato Grosso (MPE) entrou na Justiça para recuperar uma área pública que, segundo o órgão, foi ocupada irregularmente por imóveis residenciais e comerciais no Residencial Nico Baracat, em Cuiabá. A ação civil pública, assinada pela promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, pede a desocupação e a demolição de 11 construções erguidas na chamada “Área Verde 01”, pertencente ao município.
Entre as edificações identificadas estão padarias, pizzarias, distribuidoras de bebidas, oficina mecânica, farmácia e uma igreja evangélica. O local também abriga uma construção de alto padrão, descrita na ação como um imóvel de grande metragem, com piscina, painéis solares e espaço para vários veículos.
Para o Ministério Público, o problema vai além da ocupação irregular do terreno. O órgão sustenta que a maior parte das construções estaria sendo utilizada comercialmente, permitindo que particulares obtenham lucro a partir de um espaço que deveria permanecer destinado ao uso coletivo.
“Quase todas as edificações existentes no local são utilizadas para fins comerciais”, afirma trecho da ação, segundo o qual a exploração dos imóveis restringiria o aproveitamento da área pública pela população.
De acordo com o processo, as construções começaram a surgir a partir de 2019. Desde 2022, o município teria adotado medidas administrativas para tentar retirar os ocupantes da área, mas, segundo o MPE, nenhum deles deixou o espaço voluntariamente.
Na ação, a promotoria pede que a área seja desocupada em até 90 dias e que, posteriormente, as edificações sejam demolidas. O órgão também solicita que os resíduos resultantes das demolições tenham destinação ambientalmente adequada.
Além disso, o MPE quer uma decisão urgente para impedir novas construções, ampliações ou transferência dos imóveis para terceiros enquanto o processo estiver em andamento. A promotoria também aponta risco de que a ocupação avance para outras áreas públicas localizadas na região oeste de Cuiabá.
Outro pedido apresentado é a condenação dos ocupantes ao pagamento de indenização por dano moral coletivo. Como parâmetro, o Ministério Público sugere que o valor seja calculado mensalmente entre 0,5% e 1% do valor venal de cada imóvel, considerando o período de ocupação. A quantia, caso seja fixada pela Justiça, deverá ser destinada ao Fundo Municipal de Meio Ambiente.
O MPE também pediu multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento das determinações judiciais. A ação ainda será analisada pela Justiça, portanto os pedidos apresentados pelo Ministério Público não representam, neste momento, uma decisão definitiva sobre a situação dos imóveis. A legislação municipal de Cuiabá estabelece proteção específica às áreas verdes e proíbe edificações nesses espaços.
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