Política
Mauro cobra que Lula esqueça eleição e negocie com EUA: “Está cometendo erros gigantescos”
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Durante reunião entre nove governadores da direita e centro-direita, em Brasília, o governador Mauro Mendes defendeu que o grupo cobre o presidente Lula para esquecer as eleições de 2026 e negociar o “tarifaço” com o presidente dos EUA, Donald Trump.
A reunião, organizada por Mauro, ocorreu na tarde desta quinta-feira (7/8) e contou com a presença dos governadores Tarcísio de Freitas (SP), Cláudio Castro (RJ), Ronaldo Caiado (GO), Ratinho Junior (PR), Jorginho Mello (SC), Romeu Zema (MG), Wilson Lima (AM) e Ibaneis Rocha (DF).
“Nós temos que cobrar do presidente Lula que ele assuma o protagonismo dessa negociação. Ele é o presidente desse país, concordemos ou não, e ele não pode abrir mão de dialogar com os americanos. O Xi Jinping, presidente da China, que é a segunda maior potência do mundo, falou mais de uma dezena de vezes com o presidente americano. O Lula não pode ficar aqui oferecendo jabuticaba, falando algumas coisas, como se estivesse jogando para o time eleitoral que ele representa, deixando de lado os interesses do povo brasileiro”, pontuou.
Mauro ressaltou que a falta de diálogo poderá causar graves consequências para a população de todos os estados.
“O presidente Trump está errado, mas é o presidente da maior economia do planeta. Não adianta nós aqui, na dimensão que nós temos, querer peitar o cara. Olha o que aconteceu com a Venezuela, com o Irã. Não podemos de maneira alguma permitir que essa crise possa escalar e levar o Brasil a uma das piores crises da sua história. Não dá pra agir do jeito que o Lula está agindo, cometendo esses erros crassos e gigantescos de diplomacia internacional. Isso pode custar caro a todos nós brasileiros”, afirmou.
Para Mauro, caso Lula insista no erro, os presidentes da Câmara e do Senado precisam “ter a coragem” de assumirem essas negociações.
“Se houver omissão, o presidente da Câmara e do Senado precisam assumir esse protagonismo, bater no peito e procurar o governo americano. Porque nós governadores representamos nossos respectivos estados, mas o Congresso Nacional representa a nação brasileira e é o maior Poder que existe nesse país”, opinou.
Política
Senado terá centro cultural em Brasília
O Senado terá um espaço cultural em Brasília. Com 80 mil m², às margens do Lago Paranoá, o Senado Cultural será inaugurado no dia 9 de dezembro, com a exposição Senado em Movimento: 200 Anos de História. O endereço, que abrigou o antigo Clube dos Servidores Públicos, passa por obras de revitalização.
— Será um espaço aberto a toda comunidade. Além de exposições e galerias, pretendemos incluir playground, coworking, paisagismo e local para palestras. Este é um projeto grandioso e diferenciado de tudo que já existe em Brasília — disse a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka.
Senado Cultural
O Senado Cultural vai oferecer exposições, restaurantes, auditório e espaços de convivência. Após a exposição inaugural, a galeria principal receberá exposição de longa duração com itens do acervo museológico do Senado. O centro cultural deve contar ainda com outros quatro espaços de exposição.
Uma das galerias deve ser dedicada a obras representativas de todos os estados. Uma segunda terá como enfoque a produção artística local, com exposições, oficinas e outras atividades educativas.
O projeto prevê ainda um espaço externo para abrigar a exposição de longa duração sobre o 8 de janeiro de 2023, quando o Palácio do Congresso Nacional foi invadido e teve suas instalações vandalizadas. Também haverá uma galeria dedicada à experiência imersiva do visitante.
O paisagismo será assinado pelo Escritório Burle Marx.
— É um projeto ambicioso, mas é um projeto que mostra a vocação de servir a comunidade de uma outra maneira. O Senado Federal sempre serve a comunidade e a sociedade por meio da sua atividade-fim. Agora, vai servir a comunidade e a sociedade também por meio de um centro cultural — afirmou Ilana.
História e identidade
O antigo Clube da Associação dos Servidores do Ministério da Educação e da Cultura foi inaugurado em 1976 e já foi referência em lazer e cultura de Brasília.
— Estamos preservando as fachadas, as varandas, o sistema construtivo, as esquadrias originais e os revestimentos em mármore. Também estamos mantendo o sistema viário interno e o castelo d’água, que tem uma forma bem marcante — explicou a arquiteta Vanessa Bhering, uma das responsáveis pelo acompanhamento das obras da Coordenação de Projetos e Obras de Infraestrutura.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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