Política
Wellington Fagundes cobra rigor nas investigações da CPMI do INSS e critica omissões em depoimento
Política
Após participar da sessão da CPMI do INSS no Senado, o senador Wellington Fagundes (PL-MT) avaliou como decepcionante o depoimento do empresário Rubens Oliveira Costa, investigado por suposto envolvimento em desvios de recursos da Previdência.
“Foi extremamente decepcionante. O depoente preferiu omitir informações, mesmo diante do risco de prisão. Isso mostra que ele não está colaborando com a verdade, o que é inadmissível em uma comissão parlamentar”, declarou Fagundes.
O parlamentar lembrou que mentir em uma CPMI pode levar à prisão e ressaltou que a comissão já dispõe de provas sobre movimentações financeiras suspeitas. “As evidências estão postas. Cabe agora responsabilizar os envolvidos e garantir que cada centavo desviado seja devolvido ao INSS e, consequentemente, aos aposentados”, reforçou.
Para Fagundes, os desvios colocam em risco o equilíbrio da Previdência e impactam diretamente milhões de beneficiários. “Não podemos aceitar que manobras e dívidas recaiam sobre quem mais precisa. Os aposentados e pensionistas não podem pagar essa conta”, alertou.
O senador também destacou a expectativa de ouvir figuras centrais na investigação, entre elas o ex-dirigente do INSS, Antônio Carlos Camilo Antúnios, conhecido como “careca do INSS” e apontado como um dos mentores do esquema. “Precisamos ouvir quem está no centro dessa rede. Só assim teremos condições de expor toda a verdade”, disse.
Por fim, Fagundes avaliou que colaborações e eventuais delações podem acelerar a responsabilização dos envolvidos, mas reconheceu que o caminho será árduo. “Não será fácil, mas é a oportunidade de esclarecer os fatos e dar uma resposta firme ao Brasil”, concluiu.
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Justiça Restaurativa inspira coleção literária de prevenção à violência contra a mulher em Sinop
A experiência de acolhimento, escuta e diálogo vivenciada nos Círculos de Construção de Paz, desenvolvidos pela Justiça Restaurativa em Sinop, inspirou as escritoras e professoras Kelen Galvão e Jaqueline Diel a transformar essas vivências em literatura. O resultado é a coleção “Rompendo o Silêncio”, composta pelos livros “Você conhece o X?”, “Você conhece a Lei Maria da Penha?” e “Agora Chega!”, lançada em 1º de julho, no Shopping Sinop.A iniciativa surgiu a partir da atuação das autoras como facilitadoras de Justiça Restaurativa. Em 2024, após participarem da formação de novos facilitadores promovida pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, elas passaram a conduzir Círculos de Construção de Paz em escolas do município.
Posteriormente, Kelen e Jaqueline também passaram a integrar o projeto “Renascendo em Círculo”, que promove mensalmente círculos de construção de paz para o acolhimento de mulheres em situação de violência doméstica, no Fórum de Sinop.
O contato direto com as participantes despertou nas autoras o desejo de ampliar o acesso a informações sobre a violência doméstica para além dos espaços institucionais. A literatura foi escolhida como ferramenta de prevenção, conscientização e educação.
A primeira obra da coleção, “Você conhece o X?”, apresenta o símbolo internacional de pedido silencioso de socorro: um pequeno “X” desenhado na palma da mão. O livro busca ampliar o conhecimento sobre esse mecanismo de proteção e incentivar a solidariedade diante de situações de violência.Já “Você conhece a Lei Maria da Penha?” explica, em linguagem acessível, os direitos assegurados pela legislação. A obra destaca que a proteção legal não se limita às agressões físicas, abrangendo também as violências psicológica, moral, patrimonial e verbal.
Encerrando a coleção, “Agora Chega!” foi inspirado em histórias compartilhadas por mulheres atendidas nos círculos restaurativos, sem, contudo, reproduzir nomes ou situações concretas. A obra aborda o fortalecimento da autonomia feminina, o rompimento do ciclo da violência e a importância da rede de apoio.
A proposta também incentiva as mulheres a acolherem umas às outras, sem julgamentos, oferecendo apoio e encorajamento.
Para as autoras, a coleção busca estimular a reflexão desde a infância e levar informação de maneira simples e acessível a crianças, adolescentes e adultos. A expectativa é contribuir para a formação de uma cultura de respeito e de enfrentamento à violência contra a mulher.
A coordenadora da Justiça Restaurativa em Sinop, juíza Débora Caldas, destacou que iniciativas como essa ampliam o alcance do trabalho desenvolvido pelo Poder Judiciário e fortalecem as ações de prevenção.
“A Justiça Restaurativa promove escuta, acolhimento e responsabilização, mas também trabalha a prevenção. Quando essas experiências inspiram obras literárias voltadas à educação e à conscientização, o alcance dessa mensagem se multiplica. Investir na formação de crianças e adolescentes é um caminho essencial para construirmos uma sociedade que respeite as mulheres e rejeite todas as formas de violência”, afirmou.
O lançamento reuniu familiares, amigos, educadores e integrantes da comunidade. A expectativa das autoras é que os livros passem a integrar o acervo de escolas públicas e privadas de Sinop e de outros municípios, ampliando o acesso à informação e contribuindo para a formação de uma sociedade mais consciente, igualitária e comprometida com a proteção dos direitos das mulheres.
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