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Wilson Santos propõe R$ 20 milhões para reconstrução do Shopping Popular de Cuiabá

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Os lojistas e trabalhadores que perderam suas mercadorias no incêndio que destruiu toda a estrutura física do Shopping Popular de Cuiabá, há mais de um ano, ainda enfrentam o desafio de recomeçar para garantir o sustento de suas famílias. Diante dessa realidade, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) apresentou nesta quarta-feira (1º), na sessão plenária. um projeto de lei que autoriza o Governo de Mato Grosso a doar R$ 20 milhões à Associação dos Comerciantes do estabelecimento, com o objetivo de contribuir para a reconstrução do prédio.

“Considero que essa proposta tem uma operação simples. Afinal, é semelhante a realizada para ajudar o povo gaúcho, no Rio Grande do Sul, afetado pelas enchentes de 2024. Naquela ocasião, esta Casa de Leis, a pedido do governo estadual, autorizou a doação de R$ 50 milhões para a recuperação de casas, estradas e escolas destruídas pelos temporais. Esse ato foi mais que merecido e justo. Agora, estou pedindo apenas 40% do valor destinado aos gaúchos, para que os humildes trabalhadores do Shopping Popular – mais de 600 famílias mato-grossenses – possam ver a obra reconstruída e voltar a trabalhar em um ambiente saudável e digno”, afirmou o parlamentar.

Atualmente, o novo Shopping Popular está em fase de construção da estrutura pré-moldada. Conforme a proposta do parlamentar, a Associação dos Comerciantes deverá comprovar a regularidade fiscal e jurídica, além de apresentar um plano de trabalho detalhado com cronograma físico-financeiro da obra. Também será obrigatória a prestação de contas da aplicação dos recursos recebidos, que seriam repassados por meio de convênio com o Poder Executivo Estadual.

Fonte: ALMT – MT

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Experiência em Comodoro inspira debate sobre criação de banco de boas práticas na educação prisional

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Foto horizontal que mostra uma mulher privada de liberdade sentada em uma sala de aula, lendo o livro A experiência desenvolvida na Cadeia Pública de Comodoro, apresentada durante a III Capacitação – Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição de Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e Secretarias de Estado de Educação e Justiça , despertou reflexões sobre a importância de ampliar o compartilhamento de iniciativas exitosas entre as unidades prisionais do estado.

Com o tema “Letras que Libertam: Educação e Leitura no Sistema Prisional”, a professora e facilitadora Luana Pâmela Cordeiro de Sousa Belmont apresentou na tarde desta quarta-feira (3) os resultados do trabalho de alfabetização e incentivo à leitura realizado junto às pessoas privadas de liberdade da unidade de Comodoro, evidenciando o potencial transformador da educação no processo de ressocialização.

Durante sua exposição, a educadora relatou que decidiu atuar de forma mais intensiva na alfabetização após constatar que alguns custodiados não sabiam sequer assinar o próprio nome.

“Fiquei incomodada com o fato de algumas pessoas não saberem nem assinar o nome. Muitas vezes existe a ideia de que o sistema prisional não é um espaço para adquirir conhecimento, mas encontrei pessoas com muita vontade de aprender. Elas queriam escrever o próprio nome, os nomes dos filhos e participar dos projetos de remição pela leitura”, contou.

Atualmente, cerca de 120 pessoas privadas de liberdade participam das atividades de remição pela leitura na unidade prisional. Paralelamente, dez estudantes integram as turmas de alfabetização, organizadas de acordo com os diferentes níveis de aprendizagem.

Segundo a professora, o trabalho é desenvolvido com metodologias adaptadas à realidade dos alunos e busca fortalecer não apenas a alfabetização, mas também a autonomia e a autoestima dos participantes.

“Eu sempre digo que é impossível alguém passar pelas aulas sem aprender pelo menos o básico. Quero que saiam dali com condições de buscar uma oportunidade de trabalho, conversar com os filhos e ter mais independência. Trabalhamos a partir da realidade deles, do próprio nome, das experiências que carregam”, explicou.

A apresentação evidenciou o impacto positivo das ações educacionais desenvolvidas dentro do sistema prisional e suscitou discussões entre os participantes sobre a possibilidade de reunir experiências exitosas em um banco de boas práticas. A iniciativa permitiria registrar, compartilhar e difundir projetos que vêm apresentando resultados positivos em diferentes unidades prisionais de Mato Grosso, fortalecendo as políticas de educação e ressocialização.

Para Luana, independentemente do contexto em que esteja inserida, a educação continua sendo uma das mais importantes ferramentas de transformação social.

“A educação é um instrumento poderoso. Ela cria oportunidades, amplia horizontes e permite que as pessoas construam novas perspectivas para suas vidas”, afirmou.

A III Capacitação – Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição de Pena é realizada pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF) do TJMT, em parceria com a Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja) da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e o Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP) da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT). O evento é coordenado pelo juiz auxiliar do GMF/TJMT, Pierro de Faria Mendes, responsável pelo Eixo Práticas Educativas.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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