Saúde

Município entrega 25 novos pontos de ônibus e avança na reestruturação da mobilidade urbana

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Avenida Júlio Campos concentra a maior parte das estruturas já instaladas, com melhorias que garantem mais conforto e segurança aos usuários do transporte coletivo.

A Prefeitura de Várzea Grande avançou na modernização da infraestrutura do transporte público com a entrega de 25 novos pontos de ônibus, distribuídos entre a Avenida Júlio Campos e bairros do município. A iniciativa integra o programa de reestruturação das estruturas físicas dos pontos e coberturas, voltado à melhoria da mobilidade urbana e da qualidade de vida da população.

Somente na Avenida Júlio Campos, um dos principais corredores de tráfego da cidade, foram instalados 18 novos pontos de ônibus ao longo de praticamente toda a via. Outros seis bairros também foram contemplados nesta etapa, ampliando o alcance das melhorias e garantindo mais dignidade para quem depende do transporte coletivo no dia a dia.

Além da instalação das novas estruturas, o programa também prevê a recuperação e adequação de pontos já existentes, com foco em oferecer proteção contra sol e chuva, mais segurança e melhores condições de espera aos usuários.

De acordo com o coordenador de Mobilidade Urbana, Cidomar Arruda, a ação representa um avanço importante na organização do sistema de transporte.

“Estamos priorizando locais com maior fluxo de passageiros e garantindo estruturas mais adequadas para atender a população. É um trabalho que traz mais conforto e melhora diretamente a experiência de quem utiliza o transporte público todos os dias”, destacou.

O secretário de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, Gerson Scarton, reforçou que o programa terá continuidade nos próximos meses.

“Esse é um compromisso da gestão com a mobilidade urbana. Já iniciamos essa etapa com resultados concretos e temos a previsão de ampliar esse atendimento para cerca de 40 bairros até o meio do ano, levando melhorias para diversas regiões da cidade”,expectativa.

A expectativa é que novas etapas do programa avancem gradativamente, contemplando principalmente regiões centrais e bairros com maior demanda, consolidando um sistema de transporte mais estruturado, acessível e eficiente para toda a população.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Saúde

Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.

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