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Nutrição Escolar de Várzea Grande Lança Capacitação online para merendeiras em parceria com a UFMT

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Com foco na excelência da alimentação escolar, a equipe de Nutrição da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), por meio da Superintendência Operacional do Sistema Escolar, lançou uma nova jornada de formação voltada às merendeiras da rede municipal.

A capacitação será realizada totalmente online e tem como principal objetivo aprimorar as técnicas de segurança alimentar, garantindo que os alunos recebam refeições preparadas dentro dos mais rigorosos padrões de qualidade.

A formação é resultado de uma parceria entre o setor de Nutrição da Secretaria e a Universidade Federal de Mato Grosso. Segundo a nutricionista Fernanda Soares, responsável pela coordenação do projeto, o conteúdo foi desenvolvido de forma colaborativa.

“Todo o material foi planejado e organizado pelos nutricionistas da rede municipal, com a participação ativa de estagiárias da UFMT. Elas contribuíram na pesquisa dos conteúdos e também serão responsáveis pela apresentação dos vídeos, fortalecendo o aprendizado e o desenvolvimento profissional”, destacou.

O curso será dividido em quatro módulos estruturados, com foco nos temas Boas Práticas de Manipulação de Alimentos, abordando desde o recebimento dos insumos até a distribuição final das refeições, e Segurança Alimentar, com orientações sobre higiene, conservação e prevenção de contaminações e desperdícios.

Embora o público-alvo principal sejam as mais de 200 merendeiras da rede de Várzea Grande, o conteúdo terá alcance ampliado. Os vídeos serão disponibilizados no canal oficial da Merenda Escolar no YouTube, permitindo o acesso de profissionais de outros municípios e do público em geral.

De acordo com a secretária de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, a iniciativa também busca valorizar o papel das merendeiras no processo educacional.

“Nosso objetivo é transformar o conhecimento técnico em prática diária, assegurando uma alimentação segura, nutritiva, saborosa e de qualidade para nossos alunos”, afirmou.

Para obter o certificado, os participantes deverão realizar uma avaliação final com 10 questões objetivas, sendo necessário alcançar, no mínimo, 70% de acertos.

A capacitação é organizada pelas nutricionistas Fernanda Soares de Freitas e Berlania Miranda Santos de Oliveira, com apoio das acadêmicas Ana Clara Afonso Guimarães e Luanna Lopes, do último semestre de Nutrição da UFMT. Também integram a equipe técnica as nutricionistas Jaqueline Pereira de Souza, Danielly Aparecida da Silva, Katia Aparecida E. S. Rodrigues e Sabryna Barbosa e Silva Prado, que contribuíram na elaboração dos conteúdos e no desenvolvimento da pesquisa.

Referência estadual

O município de Várzea Grande também se destaca como referência estadual no atendimento a alunos com restrições alimentares. Atualmente, cerca de 250 estudantes recebem alimentação diferenciada nas unidades escolares.

Os cardápios são elaborados conforme laudos médicos apresentados pelas famílias e atendem casos como diabetes, hipertensão, intolerância à lactose, doença celíaca e alergias alimentares, entre outras condições.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.

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