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Saúde de Várzea Grande apresenta avanços, amplia serviços e reduz transferências no 3º quadrimestre de 2025

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A Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande apresentou, na manhã desta quinta-feira (19.03), na Câmara Municipal, o Relatório Detalhado do 3º Quadrimestre de 2025, documento que consolida as principais ações, investimentos e desafios da gestão ao longo do ano.

A apresentação contou com a participação da secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, equipe técnica da pasta, do presidente da Comissão de Saúde da Câmara, vereador Dr. Miguel Leite, do vereador Alessandro Moreira, e também da sociedade.

Previsto na Lei Complementar nº 141/2012, o relatório é um instrumento legal de planejamento, monitoramento e avaliação da gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), além de garantir transparência na aplicação dos recursos públicos.

Avanços na assistência e aumento de cirurgias

Entre os principais destaques apresentados está o avanço significativo na realização de cirurgias ortopédicas no Hospital e Pronto-Socorro de Várzea Grande. O número de procedimentos saltou de 792, em 2024, para mais de 2 mil em 2025, representando um aumento superior a 77%.

Além disso, o município passou a realizar cirurgias eletivas que antes não eram registradas, somando 235 procedimentos no período. Segundo a secretária, a ampliação representa maior autonomia da rede municipal e mais agilidade no atendimento à população.

“Antes, a maioria dos pacientes era encaminhada para outras unidades. Hoje, conseguimos realizar esses procedimentos dentro do próprio hospital, o que reduz o tempo de espera e melhora a assistência”, destacou.

Redução de transferências e mais resolutividade

Outro avanço importante foi a redução no número de transferências de pacientes para outras unidades hospitalares. Em 2024, foram registradas 528 transferências. Já em 2025, esse número caiu para 411.

Na ortopedia, a redução foi ainda mais expressiva: de 415 encaminhamentos em 2024 para 239 em 2025 — cerca de 150 pacientes a menos precisando ser transferidos, o que demonstra aumento da resolutividade do hospital municipal.

Investimentos em estrutura e obras

Durante a apresentação, a secretária também destacou melhorias estruturais no Pronto-Socorro, como: cobertura total do telhado da unidade; reforma de banheiros; entrega de três dos cinco geradores adquiridos com recursos estaduais; e chegou a comentar sobre um novo repasse previsto para reforma do centro cirúrgico. Ela frisou que mesmo com toda reforma de readequação no HPSVG, ainda não é a solução que a população precisa, mas, espera que em breve o governo do estado anunciou a construção do novo hospital.

Produção e ampliação de serviços

O relatório também evidenciou a forte produção na rede municipal por meio do programa Fila Zero, que contabilizou mais de 121 mil atendimentos em 2025, entre consultas, exames e procedimentos.

Houve ainda a ampliação de serviços especializados, como: Exames de medicina nuclear (cintilografia), ultrassonografia morfológica; ecocardiograma; endoscopia e colonoscopia; mamografia; ampliação de tomografia, ressonância e ultrassom.

Além disso, quatro Unidades Básicas de Saúde passaram a atender em horário estendido, das 7h às 21h, ampliando o acesso da população para demandas de arboviroses.

Saúde da mulher e maternidade

Na área materno-infantil, o município registrou aumento no número de partos, com predominância de cesarianas — cenário que preocupa a gestão.

Como resposta, a Secretaria tem investido na implantação e ampliação do Centro de Parto Normal humanizado, com estrutura adequada para garantir mais conforto, segurança e incentivo ao parto natural pelo SUS.

Ações estratégicas e investimentos

Entre as principais ações desenvolvidas ao longo de 2025, destacam-se: investimentos superiores a R$ 17 milhões por meio do programa Fila Zero; ampliação de equipes de saúde e recomposição de 31 equipes incompletas; implantação de novos serviços e especialidades médicas; abertura de 90% das UBS no horário de almoço; implantação de leitos de saúde mental no HPSVG, aquisição de equipamentos e modernização das unidades; construção e ampliação de novas estruturas, como maternidade, CAPS III e CER II.

Avaliação positiva do Legislativo

Durante a apresentação, os vereadores destacaram os avanços percebidos na rede municipal. O presidente da Comissão de Saúde, vereador Dr. Miguel, ressaltou a importância da articulação política para ampliar investimentos e melhorar o financiamento da saúde no município.

Já o vereador Alessandro Moreira destacou mudanças estruturais no Pronto-Socorro e a melhoria nas condições da unidade, lembrando que, em anos anteriores, problemas como alagamentos eram recorrentes — situação que não foi registrada neste ano.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.

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