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Sine/VG disponibiliza 258 vagas de emprego e reforça chamado à população

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“Estamos oferecendo muitas vagas semanalmente. Em média, são de 200 a 300 oportunidades, e às vezes esse número é até maior. Mesmo assim, a procura ainda é baixa, e sabemos que muitas pessoas precisam de emprego”

Mesmo com 258 vagas de emprego disponíveis nesta primeira semana de abril, a baixa procura por parte da população que precisa de renda acende um alerta no Sistema Nacional de Emprego de Várzea Grande (Sine/VG): muitas oportunidades estão deixando de ser aproveitadas por quem busca uma colocação no mercado de trabalho.

O alerta é do coordenador do Sine/VG, Fábio Silva, que destaca a oferta constante de vagas nem sempre acompanhada pela procura de candidatos. “Estamos oferecendo muitas vagas semanalmente. Em média, são de 200 a 300 oportunidades, e às vezes esse número é até maior. Mesmo assim, a procura ainda é baixa, e sabemos que muitas pessoas precisam de emprego”, afirmou.

Fábio também pontua que a falta de qualificação pode ser um dos fatores que explicam esse cenário. “Paralelamente, a Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, está buscando firmar parcerias com entidades para ampliar a oferta de cursos de qualificação profissional. A proposta é preparar melhor a população para atender às demandas do mercado de trabalho e aumentar as chances de inserção nas vagas disponíveis”, destacou.

O coordenador reforça a importância de os trabalhadores buscarem atendimento nas unidades do Sine. “É fundamental que a população procure o Sine/VG, seja no posto do VG Shopping ou na unidade do Cristo Rei. Isso também é importante para que as empresas continuem ofertando vagas. Quando há pouca procura, acaba desestimulando o credenciamento de novas oportunidades”, pontuou.

AS VAGAS – Neste abril, as oportunidades abrangem diferentes níveis de escolaridade e áreas de atuação, entre as funções com maior número de vagas, destacam-se os cargos operacionais. O posto de servente de obras lidera a lista, com 40 vagas abertas, seguido por auxiliar de linha de produção (39) e balanceiro (25). Também se destacam as funções de auxiliar administrativo (18 vagas), auxiliar operacional de logística (15) e jardineiro (15).

Na área da construção civil, há ainda vagas para pedreiro (12), montador de estrutura metálica (10) e operador de máquinas de construção civil e mineração (7). No setor comercial, há oportunidades para operador de vendas (14), além de vagas para vendedor interno e promotor de vendas.

O levantamento inclui ainda cargos técnicos, como farmacêutico, analista de logística, técnico eletrônico e técnico de edificações, indicando espaço para profissionais qualificados.

Outro ponto importante é a inclusão social no mercado de trabalho. Do total de vagas ofertadas nesta primeira semana de abril, seis são destinadas a pessoas com deficiência (PCDs).

O Sine de Várzea Grande é vinculado à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo e conta com dois pontos de atendimento presencial no município, ampliando o acesso da população aos serviços. As unidades funcionam no bairro Cristo Rei, junto ao Ganha Tempo, e também no segundo andar do Várzea Grande Shopping, no Centro de Cidadania.

Além do atendimento presencial, os interessados podem consultar as vagas no site da Prefeitura de Várzea Grande (www.varzeagrande.mt.gov.br), no ícone “Trabalha VG”.

A orientação é que os trabalhadores não deixem passar as oportunidades e procurem uma das unidades o quanto antes, garantindo encaminhamento às vagas ainda disponíveis.

DEMAIS VAGAS DISPONÍVEIS – Ajudante de carga e descarga (1), ajudante de motorista (1), ajudante de obras (6), ajudante de serralheiro (1), apropriador de mão de obra (1), assistente de compras (2), auxiliar de expedição (2), auxiliar geral de conservação de vias permanentes (1), caseiro (1), chefe de serviços de limpeza (1), comprador (1), controlador de pragas (3), coveiro (2), eletricista (1), empacotador a mão (3), encarregado de seção de controle de produção (2), forneiro de padaria (2), inspetor de qualidade (2), lubrificador de automóveis (3), mecânico de manutenção de máquina industrial (1), mecânico de manutenção e instalação elétrica (1), motofretista (1), motorista carreteiro (1), oficial de manutenção (5), operador de caixa (1), operador de fundição (1), operador de telemarketing (2), promotor de vendas (1), serralheiro (2), soldador (5), vendedor interno (1).

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.

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