Saúde

Vagas para auxiliar de produção, servente e estoque lideram oferta de empregos em Várzea Grande

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O Sistema Nacional de Emprego (Sine) de Várzea Grande encerra o mês de maio com 241 vagas de emprego abertas para trabalhadores do Município, sendo 16 destinadas exclusivamente para Pessoas com Deficiência (PCDs).

As maiores ofertas são para auxiliar de linha de produção (62 vagas), servente de obras (30), auxiliar de estoque (15) e operador de vendas em lojas (13). Também há oportunidades para atendente de lanchonete (10), jardineiro (10), eletricista (7) e operador de máquina de construção civil e mineração (7).

A secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, Fabyane Nagazawa, destaca que o volume de vagas demonstra o fortalecimento da empregabilidade no Município e o trabalho de aproximação entre empresas e trabalhadores.

“Estamos ampliando as oportunidades para a população e fortalecendo a conexão entre quem procura emprego e quem precisa contratar. O Sine de Várzea Grande tem atuado de forma estratégica para facilitar o acesso do trabalhador ao mercado de trabalho”, afirmou.

O levantamento também aponta vagas para auxiliar de limpeza (6), mecânico de manutenção de aparelhos de refrigeração (5), oficial de manutenção (5), oficial de manutenção civil (5) e soldador (5). Há ainda oportunidades para consultor de vendas (4), balanceiro (3), controlador de pragas (3), encarregado de manutenção (3), montador de estrutura metálica (3) e operador de empilhadeira (3).

Outras funções disponíveis incluem ajudante de eletricista (2), auxiliar de cozinha (2), auxiliar de marceneiro (2), operador de telemarketing (2), promotor de vendas (2) e subgerente de lojas (2).

As demais vagas são para ajudante de carga e descarga (1), ajudante de obras (1), ajudante de serralheiro (1), assistente de compras (1), atendente de lojas (1), auxiliar administrativo (1), auxiliar de cobrança (1), auxiliar de conservação de obras civis (1), auxiliar de garçom (1), auxiliar de logística (1), balconista (1), comprador (1), coveiro (1), educador social (1), empregado doméstico nos serviços gerais (1), encanador (1), encarregado de seção de controle de produção (1), engenheiro mecânico (2), farmacêutico (1), garçom (1), instalador de película automotiva/insulfilm (1), motofretista (1), operador de fundição (1), operador de plataforma de petróleo (1), técnico de edificações (1), técnico de engenharia civil (1), técnico de produção (1), torneiro mecânico (1) e vendedor interno (1).
O Sine/VG está vinculado à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo e possui dois pontos de atendimento presencial: uma unidade no bairro Cristo Rei, no Ganha Tempo, com funcionamento das 8h às 17h, e outra no segundo andar do Várzea Grande Shopping, no Centro de Cidadania, das 10h às 17h.

Os interessados também podem consultar as vagas de forma online no link Trabalha VG, disponível no portal oficial da Prefeitura de Várzea Grande (www.varzeagrande.mt.gov.br).

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.

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