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Mutirão de vacinação nos shoppings de Cuiabá termina neste sábado

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Segue neste fim de semana nos shoppings Três Américas, Pantanal e Estação a campanha de vacinação contra a influenza em Cuiabá. A ação foi iniciada no dia 7 de abril e segue com índices preocupantes. Até o momento, foram aplicadas apenas 90.351 doses, o que representa apenas 33,42% da cobertura do público-alvo estimado em 151.638 pessoas. Os números evidenciam a baixa adesão entre o grupo os vacinados estão apenas 7.866 crianças de 6 meses a 5 anos, 849 gestantes e 24.166 idosos — grupo mais vulnerável às formas graves da doença.

A vacina contra a influenza segue sendo a única e mais eficaz forma de prevenir casos graves e óbitos, que vêm aumentando consideravelmente. Dados do setor de Vigilância Epidemiológica apontam que, entre os residentes de Cuiabá, foram notificados 94 casos de influenza A e B no mesmo período de 2024. Já em 2025, o cenário mudou drasticamente: são 731 casos, um aumento alarmante de 677,7%. Ao todo, 854 casos foram registrados entre a população em geral.

A faixa etária mais acometida até o momento é a de 0 a 6 anos, com 378 casos acumulados, seguida por pessoas entre 15 e 59 anos (246 casos). Já o público acima de 60 anos soma 92 casos. Crianças entre 7 e 14 anos totalizam 138 ocorrências. Foram contabilizados ainda 11 óbitos por complicações respiratórias.

Além disso, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) também tem sido um motivo de preocupação, com 362 casos notificados. A faixa etária mais atingida segue a mesma tendência: 0 a 6 anos, com 346 casos.

A secretária municipal de Saúde, Dra Lucia Helena Barboza Sampaio, fez um alerta para que a população, especialmente os idosos, busque os pontos de vacinação. “Estamos em um momento crítico. O aumento da circulação dos vírus e a baixa cobertura vacinal estão colocando em risco vidas, principalmente as dos nossos idosos, que são a maioria entre os óbitos. Precisamos que a população atenda ao chamado e se vacine. Nossas equipes estão preparadas e prontas para receber a todos.”

Para ampliar o alcance da campanha, a Prefeitura de Cuiabá intensificou as estratégias de vacinação. A vacinação itinerante continua neste fim de semana para pessoas em situação de rua. Um grande mutirão nos três principais shoppings da capital durante todos os sábados de junho já vacinou duas mil pessoas em apenas três dias de mobilização.

Mesmo com todos os esforços, o avanço da cobertura segue lento, reforçando a necessidade de sensibilização da comunidade para que compareça aos postos e unidades e, assim, proteja a própria saúde e a da coletividade.

#PraCegoVer

A imagem mostra as mãos de uma profissional de saúde preparando a vacina para ser aplicada.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Câmara de Cuiabá aprova moção de repúdio contra indicação de Jorge Messias ao STF

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Luciéder Luz | Assessoria do vereador Dilemário Alencar 

A Câmara Municipal de Cuiabá aprovou, durante a sessão desta quinta-feira (23), requerimento de autoria dos vereadores Dilemário Alencar (UB) e Rafael Ranalli (PL) de moção de repúdio à indicação de Jorge Messias ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal.

No requerimento, os parlamentares alegaram que, após parecer favorável emitido por Jorge Messias quando ocupava a chefia da Advocacia-Geral da União (AGU), a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou a ADPF 1141, na qual permitiu a situação de morte de três bebês por dia no Brasil, desde maio de 2024.

“Enquanto 33 mil famílias esperam na fila de adoção, essa triste realidade de matança de bebês indefesos vem ocorrendo porque o ex-chefe da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, assinou parecer jurídico que endossou o posicionamento do ministro relator Alexandre de Moraes na ADPF 1141, que permitiu o aborto de bebês durante os nove meses de gestação. Por isso, a Câmara de Cuiabá repudiou o nome de Jorge Messias, que foi indicado pelo presidente Lula, para o STF. Essa indicação não pode prosperar”, disse o vereador Dilemário.

A aprovação da ADPF 1141 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) é uma ação no STF que suspendeu a Resolução 2.378/24 do Conselho Federal de Medicina (CFM), a qual proibia a assistolia fetal para interrupção de gravidez acima de 22 semanas decorrente de estupro.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) havia proibido a assistolia fetal em razão da crueldade do método. O CFM considerou o fato de que o bebê, no último trimestre da gestação, é um ser humano formado.

“O CFM alertou que o correto é fazer o parto e entregar o bebê para adoção, e não praticar o assassinato. Mas o STF derrubou a proibição estabelecida pela resolução do CFM, dizendo que a morte do bebê no ventre materno é um elemento indissociável do direito da mulher de abortar”, relatou o vereador Rafael Ranalli.

A assistolia fetal é um procedimento feito por meio de uma agulha que atravessa o ventre da mãe, guiada por um ultrassom, para perfurar o ponto central do coração do bebê. Sem anestesia, o bebê sente a agulha entrar. E a agulha injeta cloreto de potássio no coração do bebê para matá-lo. O bebê sente uma dor fortíssima, equiparada à dor provocada por infarto no adulto, antes de morrer.

A assistolia fetal foi liberada até o momento do parto. E o mais absurdo é que o ministro Alexandre de Moraes proibiu punições a médicos que realizarem o procedimento de assistolia fetal.

“Estão fazendo esse tipo de procedimento com bebês de 7, 8 e 9 meses de gestação. Bebês que já ouvem a voz da mãe, que colocam o dedinho na boca, que já sentem dor. É muita crueldade! O bebê pode tentar fugir da agulhada, se contorcer dentro do útero, mas não tem como escapar da picada mortal”, observou Dilemário.

“Eu jamais ficarei calado vendo esse tipo de atrocidade! E Jorge Messias, defensor de tamanha crueldade, pode se tornar ministro do STF, caso a indicação de seu nome seja aprovada pelos senadores. Isso não pode acontecer, pois quem defende a morte não pode decidir sobre a vida”, concluiu o vereador Dilemário Alencar.

A moção de repúdio será encaminhada pela Câmara Municipal para os três senadores de Mato Grosso e ao presidente do Senado Federal.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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