Mato Grosso
SES capacita servidores em análise de indicadores de saúde
Mato Grosso
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) realizou, nesta segunda e terça-feira (30.6 e 1º.7), a segunda etapa da oficina de análise de indicadores de saúde, no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá, com o objetivo de capacitar os servidores para analisarem criticamente as principais estatísticas da área.
O evento é uma iniciativa da Secretaria Adjunta Executiva da SES e reuniu mais de 120 servidores do Estado, entre gestores, técnicos e profissionais diretamente envolvidos na gestão, análise e utilização de dados provenientes dos sistemas de informações em saúde.
“Os nossos profissionais estão se preparando para gerenciar os dados de saúde e fazer prognósticos dos cenários epidemiológicos para melhor planejamento das ações de enfrentamento às doenças. Com isso, o objetivo é prestar um serviço cada vez melhor à população mato-grossense”, destacou a secretária adjunta Executiva da SES, Kelluby Oliveira.
Participaram da oficina representantes dos 16 Escritórios Regionais de Saúde (ERS) de Mato Grosso e técnicos das diversas áreas da SES, entre estas a Vigilância em Saúde e Atenção à Saúde.
Segundo a superintendente de Gestão Regional da SES, Siriana Maria da Silva, os indicadores de saúde são instrumentos essenciais para o planejamento, monitoramento e avaliação das ações e serviços prestados no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
“O fortalecimento dessas competências vai proporcionar uma avaliação qualificada do desempenho das Secretarias Municipais de Saúde, permitindo a identificação de pontos críticos, a otimização de processos, a redução de custos e, sobretudo, melhorar a Atenção Integral à Saúde dos usuários do SUS”, explicou.
Siriana comentou que em 2021, o Ministério da Saúde tornou facultativa a avaliação de indicadores de saúde pelos Estados e municípios, mas que a SES considera essa ação muito importante e, por isso, promove a qualificação de sua equipe e já tem outra oficina prevista para o segundo semestre deste ano.
“Nós estamos qualificando os técnicos para a análise de indicadores relacionados à Atenção Primária, Vigilância e Atenção à Saúde como um todo, integrando dados das três esferas (federal, estadual e municipal). A intenção agora é focar nos indicadores de processo para alcançar resultados. Mas o Escritório Regional da Baixada Cuiabana, por exemplo, já trabalha com 51 indicadores de saúde, junto aos municípios de sua área de abrangência”, destacou.
De acordo com a coordenadora técnica de gestão regional da SES, Wanyse Lima, a oficina agregará valor ao trabalho desempenhado pelas regionais de Saúde.
“É notório que os servidores estavam esperançosos por essa capacitação, porque os indicadores são muito importantes nas regiões e eles precisam desse treinamento. Temos pessoas novas, novos concursados, então a oficina está agregando valor ao trabalho das regionais. Eles já estão pensando nas próximas e querem até fazer um grupo técnico de estudo sobre o assunto”, disse.
A oficina foi ministrada pelos servidores da SES e professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Noemi Galvão, Marco Aurélio Bertúlio e Ageo Mário da Silva. Foram realizadas diversas dinâmicas em grupos e exercícios práticos para melhor aprendizado.
Os participantes aprenderam a integrar as informações municipais com as bases de dados estaduais e federais e a implementar medidas para a melhoria contínua da qualidade dos serviços de saúde, promovendo decisões mais assertivas alinhadas às metas pactuadas. Além disso, foi tratado sobre o monitoramento dos indicadores trabalhados pelos escritórios regionais como subsídio para o estabelecimento de metas e a análise de tendência de agravos.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Vacina disponível, proteção possível: Sorriso precisa aderir já
Sorriso vive um momento decisivo na campanha de vacinação contra a gripe. As doses estão disponíveis, as equipes de saúde estão mobilizadas, mutirões vêm sendo organizados — há, portanto, um esforço concreto e contínuo do poder público para ampliar a cobertura vacinal. Ainda assim, os números revelam um desafio: apenas cerca de 15% do grupo prioritário foi vacinado até o momento.Esse dado não deve ser lido como falha isolada, mas como um sinal de alerta que exige corresponsabilidade.A vacina oferecida pelo Sistema Único de Saúde é atualizada anualmente e protege contra os principais vírus da influenza em circulação — H1N1, H3N2 e influenza B. Mais do que reduzir casos leves, ela cumpre um papel essencial: evitar agravamentos, internações e mortes, sobretudo entre os grupos mais vulneráveis.E aqui está o ponto central: a gripe não é uma doença trivial.Em determinadas situações, ela evolui para quadros graves, com complicações como pneumonia, desidratação e descompensação de doenças crônicas. No Brasil, todos os anos, a influenza está associada a centenas de internações e a um número expressivo de óbitos, especialmente entre idosos e pessoas com comorbidades.Ou seja, quando a adesão vacinal é baixa, não se trata apenas de um número aquém da meta — trata-se de uma janela aberta para o agravamento de casos que poderiam ser evitados.Diante disso, é preciso reconhecer: o sistema de saúde tem feito sua parte. Mas a vacinação não se sustenta apenas na oferta — depende da adesão.E adesão se constrói com envolvimento.As famílias têm um papel decisivo. Levar um idoso ao posto, garantir que uma criança seja vacinada, orientar alguém com doença crônica — são gestos simples, mas que fazem diferença concreta nos indicadores de saúde.A sociedade também precisa assumir protagonismo. Informação de qualidade, combate à desinformação e incentivo ao cuidado coletivo são elementos que ultrapassam o espaço das unidades de saúde.Mas há um ponto ainda mais relevante: a resposta precisa ser intersetorial.O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) podem intensificar as ações destinadas a mobilizar a comunidade. São estruturas que conhecem o território, mantêm contato direto com famílias em situação de vulnerabilidade e têm capacidade de identificar, orientar e ajudar a encaminhar quem ainda não se vacinou. Sua atuação pode ser decisiva para alcançar exatamente aqueles que mais precisam da proteção.A rede de educação pode atuar como multiplicadora de informação e mobilização, envolvendo professores, alunos e famílias.As áreas de esporte e cultura, por sua capilaridade e proximidade com a população, podem incorporar a pauta da vacinação em suas atividades e eventos.As lideranças religiosas, por sua vez, ocupam um lugar singular de confiança social. Igrejas, templos e comunidades de fé alcançam pessoas onde muitas vezes o Estado não chega com a mesma força. Podem orientar, incentivar e engajar, transformando a vacinação em um compromisso com o cuidado da vida.A comunicação institucional precisa ser clara, direta e insistente — não apenas informando, mas convocando.E as lideranças comunitárias e associativas também podem desempenhar papel decisivo ao reforçar a importância da imunização em seus espaços de influência. Os Presidentes das associações de moradores podem ajudar muito nesse sentido!É importante destacar que a vacina já está disponível em todas as unidades básicas de saúde do município. Ainda assim, para ampliar o acesso e incentivar a adesão, será realizado um novo mutirão neste sábado, dia 25. Três unidades estarão abertas no período da tarde, das 15h às 17h: os postos de saúde dos bairros Mário Raiter, Jardim Amazonas e União.Além disso, no próprio sábado, das 7h às 11h, a vacinação também estará disponível no Centro de Convivência da Pessoa Idosa (CCPI), localizado na Rua Criciúma, nº 165, bairro Centro-Sul, ao lado do Fórum de Sorriso — uma oportunidade especialmente relevante para facilitar o acesso da população idosa.O mutirão é uma medida acertada. Mas, mais do que um evento pontual, ele precisa ser compreendido como parte de um movimento maior: transformar disponibilidade em acesso real, e acesso em adesão efetiva.No fim, a equação é simples.Vacina disponível + mobilização social = proteção ampliada.Sem essa soma, o esforço público perde alcance. Com ela, a cidade ganha em saúde, reduz internações, evita complicações e protege quem mais precisa.Sorriso já deu o primeiro passo, com uma rede de saúde atuante e comprometida. Agora, é hora de dar o passo seguinte: engajar famílias, instituições e toda a sociedade nessa agenda comum.Vacinar é um ato de cuidado individual. Mas, sobretudo, é uma decisão que protege o coletivo.E cidades que se mobilizam juntas, salvam vidas!Márcio Florestan Berestinas é promotor de Justiça do MPMT
Fonte: Ministério Público MT – MT
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