Agricultura
Tecnologia e sustentabilidade impulsionam o agronegócio no estado
Agricultura
Minas Gerais mantém sua liderança no agronegócio nacional, com forte aposta em tecnologia, sustentabilidade e gestão eficiente da produção rural. O estado combina tradição com inovação, fortalecendo cadeias produtivas estratégicas como café, leite, grãos, frutas e carne bovina, e criando condições para ampliar competitividade no mercado global.
A força do setor vem da integração entre universidades, centros de pesquisa, órgãos públicos e produtores. Instituições como UFV, UFLA, UFMG, EPAMIG e unidades da Embrapa focadas em Gado de Leite, Milho e Sorgo e Café desenvolvem soluções aplicadas para aumentar produtividade e reduzir impactos ambientais.
Minas também concentra um número crescente de startups voltadas ao agronegócio, conhecidas como AgTechs, que oferecem tecnologias digitais, biotecnologia, gestão de fazendas e serviços que auxiliam diretamente o trabalho do produtor rural. Em 2025, o estado já possui mais de 230 startups nesse segmento, consolidando-se como um dos maiores polos de inovação agropecuária do país.
No campo, os resultados são expressivos. O estado responde por mais de metade da produção nacional de café, especialmente nas regiões do Sul de Minas, Cerrado Mineiro e Mantiqueira, além de aproximadamente um quarto da produção de leite, com investimentos em rastreabilidade e automação que elevam a qualidade do produto. A produção de grãos, como milho, soja e feijão, cresce continuamente com o uso de agricultura de precisão, enquanto fruticultura e cana-de-açúcar avançam nas regiões Norte e Triângulo Mineiro.
O estado também implementou o Protocolo de Sustentabilidade Agropecuária de Minas Gerais, que define boas práticas de produção, rastreabilidade e conformidade com padrões internacionais. A governança desse programa é conduzida pelo Comitê Gestor do Agro, que reúne representantes do governo estadual, Emater, Epamig e entidades do setor produtivo, garantindo que a inovação caminhe junto com a sustentabilidade e a competitividade.
Fonte: Pensar Agro
Agricultura
Queda de 27,5% no suíno vivo aprofunda perdas do setor, diz Acrismat
A suinocultura brasileira enfrenta um início de 2026 marcado por forte compressão de margens, com queda nas cotações do animal vivo e custos ainda elevados. Em Mato Grosso, o movimento é mais intenso: o preço do quilo do suíno vivo recuou de R$ 8,00 em janeiro para R$ 5,80 nesta semana, retração de 27,5%, segundo levantamento da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). A queda atinge diretamente a receita do produtor e já coloca a atividade no vermelho no estado.
O Brasil mantém uma das maiores cadeias de suinocultura do mundo, com produção anual próxima de 5 milhões de toneladas de carne suína e exportações que superaram 1,2 milhão de toneladas em 2025, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O setor segue sustentado pelo mercado externo e por um consumo interno que absorve cerca de 75% da produção, mas enfrenta, em 2026, um ambiente de margens mais apertadas, pressionadas pela combinação de custos elevados e ajustes nos preços ao produtor.
Nem mesmo o bom desemprenho nas exportações, tem ajudado os produtores. Em março, mês com a maior média diária embarcada, o país exportou 152,2 mil toneladas entre in natura e processados (tabela 1), 32,8% acima do embarcado em março/25. O volume ficou 1,4% superior ao até então recorde mensal, que havia sido atingido em setembro/25.
Nos principais estados produtores, o início do ano foi marcado por recuo nas cotações do suíno vivo, movimento associado ao aumento da oferta e à desaceleração sazonal da demanda no primeiro trimestre. Em polos consolidados como Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, a forte integração com a agroindústria e a maior participação nas exportações ajudam a amortecer esse ciclo de baixa, ainda que também haja compressão de margens. Nesses estados, a capacidade de direcionar produção ao mercado externo funciona como válvula de equilíbrio, reduzindo a exposição direta às oscilações do consumo doméstico.
Nesse contexto, Mato Grosso apresenta um quadro mais sensível. Além da queda acentuada nas cotações, o estado opera com custos ainda elevados, especialmente com alimentação, o que compromete diretamente a rentabilidade da atividade. O recuo para R$ 5,80 por quilo representa o menor patamar desde abril de 2024.
O descompasso na cadeia agrava o cenário. Apesar da queda expressiva no preço do animal vivo e da carcaça, os valores da carne suína ao consumidor final seguem elevados no varejo, impedindo o repasse da redução e limitando o potencial de estímulo ao consumo. Com isso, o ajuste de mercado não se completa e a pressão permanece concentrada na base produtiva.
Frederico Tannure Filho
Atualmente, o prejuízo médio no estado é estimado em cerca de R$ 60 por animal abatido, segundo a Acrismat. Para o presidente da entidade, Frederico Tannure Filho, é necessário reequilibrar a cadeia. “Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.
A avaliação do setor é que, sem ajuste no varejo, a tendência é de continuidade da pressão sobre os produtores, especialmente em regiões menos integradas à exportação. Em um país que combina grande escala produtiva com forte dependência do mercado interno, o reequilíbrio entre preço ao produtor, custo de produção e preço ao consumidor será determinante para evitar a ampliação das perdas no campo ao longo de 2026.
Fonte: Pensar Agro
-
Cuiabá1 dia atrásOperação Tolerância Zero interdita oficina e apreende motos irregulares em Cuiabá
-
Mato Grosso22 horas atrásEscravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT
-
Esportes18 horas atrásInter vira sobre o Athletic e abre vantagem na Copa do Brasil
-
Mato Grosso1 dia atrásPrazo para pagamento da taxa de inscrição termina nesta quarta (22)
-
Política17 horas atrásCâmara aprova Estatuto do Aprendiz
-
Polícia1 dia atrásPolícia Civil deflagra operação com alvo em ex-gerente de casa de acolhimento envolvido em desvios de benefícios
-
Agricultura1 dia atrásChina confirma foco de aftosa e abates na Rússia elevam alerta no mercado
-
Entretenimento1 dia atrásPoliana Rocha celebra aniversário intimista de Zé Felipe com churrasco em família

