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FICCO-ILHÉUS apreende armas, drogas e munições durante operação integrada em Aurelino Leal

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Ilhéus/BA. Uma operação integrada das Forças de Segurança resultou na apreensão de armamento, drogas e munições, na manhã da última sexta-feira (29/8), no distrito de Laje do Banco, zona rural de Aurelino Leal. A ação fez parte da Operação Lealdade e contou com a atuação conjunta da FICCO/Ilhéus, Rondesp Sul, 61ª CIPM, CIPRv/Itabuna e Polícia Civil/BA.

Ao chegarem ao local para o cumprimento de mandados de prisão, as equipes foram recebidas por indivíduos armados, que dispararam contra os policiais. No confronto, dois suspeitos foram atingidos, socorridos imediatamente ao hospital da região, mas não resistiram. No local, os policiais encontraram duas pistolas calibre 9mm, três carregadores, 67 munições, um tablete de maconha, mil pinos utilizados para acondicionar cocaína, roupas camufladas, facões, balança de precisão, cadernos de anotações, além de outros objetos ligados à prática criminosa.

Todo o material apreendido foi apresentado na Delegacia Territorial de Aurelino Leal, onde a ocorrência foi formalizada para as medidas legais.

A FICCO/Ilhéus é composta por representantes da Polícia Federal, Secretaria de Segurança Pública da Bahia, Polícia Civil da Bahia, Polícia Militar da Bahia, e reforça o compromisso das forças de segurança no enfrentamento à criminalidade e na preservação da ordem pública em toda a região sul da Bahia.

Comunicação Social da Polícia Federal na Bahia 
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Fonte: Polícia Federal

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Médicos e pacientes cobram na Câmara aprovação de política nacional para imunodeficiência genética rara

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Médicos e pacientes pediram, em audiência na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (23), a aprovação urgente do Projeto de Lei 1778/20, que cria a Política Nacional de Atenção Integral às Imunodeficiências Primárias.

O projeto já foi aprovado pela Comissão do Trabalho e está em análise na Comissão de Educação, mas ainda será avaliado pelas comissões de Saúde e de Constituição e Justiça.

A médica Natasha Ferraroni, doutora pela Universidade de São Paulo, explicou que a condição é hoje chamada de erros inatos da imunidade.

“É um problema no sistema imunológico. São mais de 550 doenças genéticas raras que aumentam o risco de infecções graves e recorrentes, além de doenças autoimunes e câncer. Pacientes precisam de acompanhamento contínuo e podem ter internações frequentes e alta mortalidade”, disse.

Pacientes ouvidos durante o debate relataram uma série de dificuldades:

  • falta de especialistas;
  • ausência de protocolo padronizado;
  • diagnóstico tardio;
  • medicamentos de alto custo;
  • necessidade, em alguns casos, de transplante de medula óssea.

No mundo, a condição afeta uma em cada 1.200 pessoas, segundo a Sociedade Europeia de Imunodeficiência. No Brasil, a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia estima 170 mil casos, com 70% sem diagnóstico correto.

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Cristiane Monteiro: “O sistema de saúde não estava preparado”

A paciente Cristiane Monteiro, fundadora de um grupo de apoio, relatou a experiência com a doença.

“Antes do diagnóstico, passei anos entre hospitais e internações. O sistema não estava preparado. Eu sobrevivi, mas muitos não.”

O projeto prevê:

  • atendimento ambulatorial e hospitalar humanizado;
  • acompanhamento multidisciplinar;
  • assistência farmacêutica;
  • criação de centros de referência no SUS.

Impactos do projeto
A médica Franciane de Paula da Silva destacou os impactos da proposta.

“O projeto representa diagnóstico precoce, acesso ao tratamento, organização do sistema e redução da mortalidade.”

O médico Leonardo Mendonça, do Hospital das Clínicas da USP, afirmou que a medida terá grande impacto social e sanitário.

A líder de pacientes Daniela Bianchi também pediu rapidez na análise. “Não podemos mais esperar.”

Próximos passos
Autora do projeto, a deputada Erika Kokay (PT-DF) lamentou a demora na análise, que já dura seis anos, e anunciou nova estratégia.

“Vamos atuar em duas frentes: acelerar nas comissões e buscar o regime de urgência para levar o texto ao Plenário.”

Ela também cobrou ações dos gestores públicos.

Representantes dos ministérios da Saúde, da Educação e do Trabalho apresentaram medidas em andamento. O coordenador nacional de doenças raras, Natan de Sá, citou avanços na criação de centros de referência e na triagem neonatal, mas destacou desafios. Atualmente, o país tem cerca de 2,2 mil alergistas e imunologistas para atender toda a população.

Reportagem – José Carlos Oliveira
Edição – Geórgia Moraes

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