Cultura

Cantora, compositora e pianista: conheça a história de Angela Ro Ro

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Escritora, cantora, compositora e pianista começou a estudar piano clássico aos 5 anos e a compor aos 6. Despontou na carreira artística na década de 1970 e se tornou uma das maiores artistas do cenário musical brasileiro, com sucessos como:

  • Amor Meu Grande Amor;
  • Simples Carinho;
  • Compasso;
  • Tola Foi Você; e
  • Só Nos Resta Viver.

Nascida Angela Maria Diniz Gonçalves, no Rio de Janeiro, em 5 de dezembro de 1949, ganhou o apelido Ro Ro, ainda na infância, por um grupo de amigos, devido a voz e risadas roucas.

O talento vocal lhe rendeu várias homenagens e títulos, como a de uma das maiores vozes da música brasileira pela revista Rolling Stones. Suas composições foram gravadas por nomes como Maria Bethânia e Ney Matogrosso.

Ídolo de várias gerações, ganhou de Cazuza e Frejat a música Malandragem, mas não quis gravar a canção que diz: “quem sabe ainda sou uma garotinha”, porque não se identificava com a letra.

Desnudou-se em cada canção, em cada mensagem e diálogo com seus fãs. Desbravou o mundo, enfrentou preconceitos. Não se intimidou, nem mesmo quando foi agredida, ao dizer seu amor, seu desejo por outra mulher. Seu legado, sua voz e sua humanidade serão para sempre lembrados.

*Com trabalhos técnicos de Toni Godoy. 


Fonte: EBC Cultura

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Mubenco: Belém ganha museu de graffiti a céu aberto

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Belém ganhou, neste domingo (7),  mais um espaço que celebra a arte urbana feita na capital paraense, o Mubenco, Museu Bengola em Cores de Graffiti.  

O museu de base comunitária funcionará como uma galeria a céu aberto. São sete murais permanentes espalhados pelos conjuntos Xavante I, II e III, no bairro Benguí, produzidos por artistas do Pará e do Maranhão.

Entre os grafiteiros que assinam os murais estão NSW, Negônica,Mamacyta, Catatal e Mina Ribeirinha.  Cada um dos artistas assina um dos murais, utilizando diferentes linguagens do graffiti, explorando letras, personagens, ancestralidade, cultura hip-hop, memória coletiva e vivências periféricas. As obras, produzidas individualmente ao longo de várias semanas, foram acompanhadas de atividades desenvolvidas pelos artistas.

Mina, que também é uma das curadoras, destaca o tema que uniu todas as artes.

“O tema deste ano é Traços Cabanos, fazendo uma alusão e uma conexão com a luta popular da Cabanagem, a revolta popular da Cabanagem, que foi um marco histórico para Amazônia, para o Brasil, para o mundo”.

O Mubenco é resultado da trajetória do projeto Bengola em Cores, desenvolvido pela Tinta Preta Produções, coletivo que promove intervenções artísticas, atividades educativas e ações culturais em espaços públicos do bairro Benguí. Para um dos curadores e produtor de um dos murais,  WBS Barros,  a criação do museu representa um marco para a arte urbana no Pará e principalmente o fortalecimento da produção artística na própria comunidade.

“O nosso projeto vai impactar diretamente nesse ponto: valorizar os artistas e tentar pagar de forma digna o cachê do artista que vai vir desempenhar uma obra sua dentro da nossa comunidade.  E esse artista também vai dialogar com a comunidade onde ele vai entrar, onde ele vai deixar sua obra; desde um workshop, de uma oficina, dentro das escolas, dentro dos grupos que a gente tem no bairro como associações, os grupos de mulheres”.

No instagram @mubenco26 é possível conhecer os murais que compõem o museu.

*Com produção de Salete Sobreira


Fonte: EBC Cultura

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