Polícia Federal

PF e forças estaduais apreendem pneus e cigarros em Foz do Iguaçu/PR

Publicado em

Polícia Federal

Foz do Iguaçu/PR. Em menos de 24 horas, ações conjuntas da Polícia Federal, Polícia Militar do Paraná e Polícia Civil do Paraná resultaram em três apreensões de pneus e cigarros contrabandeados, após o descarregamento de mercadorias oriundas do Paraguai nas margens brasileiras do Rio Paraná, em Foz do Iguaçu/PR.

A primeira apreensão ocorreu na madrugada de quinta-feira (18/9), por volta das 4h, quando equipes policiais localizaram um depósito utilizado para descarregar mercadorias trazidas por embarcações. No local, foram apreendidos 16 pneus de caminhão.

A segunda ocorreu na noite de quinta-feira, por volta das 20h30, após policiais observarem uma embarcação descarregando volumes na margem do rio. Durante buscas em trilha próxima à Avenida Beira Rio, foram localizadas 13 caixas de cigarros e um pneu de caminhão.

Já a terceira apreensão foi registrada na madrugada desta sexta-feira (19/9), por volta das 3h45, no bairro Vila Portes. Equipes policiais identificaram veículos que haviam carregado pneus na beira do rio e descarregado em um endereço da região. No local, foram apreendidos 18 pneus de caminhão e quatro pneus de automóveis.

Todas as mercadorias foram encaminhadas à Receita Federal em Foz do Iguaçu/PR para os procedimentos cabíveis.

Comunicação Social da Polícia Federal em Foz do Iguaçu/PR
[email protected] | @pffoz

Fonte: Polícia Federal

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Polícia Federal

Médicos e pacientes cobram na Câmara aprovação de política nacional para imunodeficiência genética rara

Publicados

em

Médicos e pacientes pediram, em audiência na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (23), a aprovação urgente do Projeto de Lei 1778/20, que cria a Política Nacional de Atenção Integral às Imunodeficiências Primárias.

O projeto já foi aprovado pela Comissão do Trabalho e está em análise na Comissão de Educação, mas ainda será avaliado pelas comissões de Saúde e de Constituição e Justiça.

A médica Natasha Ferraroni, doutora pela Universidade de São Paulo, explicou que a condição é hoje chamada de erros inatos da imunidade.

“É um problema no sistema imunológico. São mais de 550 doenças genéticas raras que aumentam o risco de infecções graves e recorrentes, além de doenças autoimunes e câncer. Pacientes precisam de acompanhamento contínuo e podem ter internações frequentes e alta mortalidade”, disse.

Pacientes ouvidos durante o debate relataram uma série de dificuldades:

  • falta de especialistas;
  • ausência de protocolo padronizado;
  • diagnóstico tardio;
  • medicamentos de alto custo;
  • necessidade, em alguns casos, de transplante de medula óssea.

No mundo, a condição afeta uma em cada 1.200 pessoas, segundo a Sociedade Europeia de Imunodeficiência. No Brasil, a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia estima 170 mil casos, com 70% sem diagnóstico correto.

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Cristiane Monteiro: “O sistema de saúde não estava preparado”

A paciente Cristiane Monteiro, fundadora de um grupo de apoio, relatou a experiência com a doença.

“Antes do diagnóstico, passei anos entre hospitais e internações. O sistema não estava preparado. Eu sobrevivi, mas muitos não.”

O projeto prevê:

  • atendimento ambulatorial e hospitalar humanizado;
  • acompanhamento multidisciplinar;
  • assistência farmacêutica;
  • criação de centros de referência no SUS.

Impactos do projeto
A médica Franciane de Paula da Silva destacou os impactos da proposta.

“O projeto representa diagnóstico precoce, acesso ao tratamento, organização do sistema e redução da mortalidade.”

O médico Leonardo Mendonça, do Hospital das Clínicas da USP, afirmou que a medida terá grande impacto social e sanitário.

A líder de pacientes Daniela Bianchi também pediu rapidez na análise. “Não podemos mais esperar.”

Próximos passos
Autora do projeto, a deputada Erika Kokay (PT-DF) lamentou a demora na análise, que já dura seis anos, e anunciou nova estratégia.

“Vamos atuar em duas frentes: acelerar nas comissões e buscar o regime de urgência para levar o texto ao Plenário.”

Ela também cobrou ações dos gestores públicos.

Representantes dos ministérios da Saúde, da Educação e do Trabalho apresentaram medidas em andamento. O coordenador nacional de doenças raras, Natan de Sá, citou avanços na criação de centros de referência e na triagem neonatal, mas destacou desafios. Atualmente, o país tem cerca de 2,2 mil alergistas e imunologistas para atender toda a população.

Reportagem – José Carlos Oliveira
Edição – Geórgia Moraes

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA