Agricultura
Irrigação é chave para produtividade, valorização da terra e expansão agrícola
Agricultura
O Brasil tem hoje cerca de 2,2 milhões de hectares irrigados por pivôs centrais, crescimento de cerca de 14% em dois anos frente aos 1,92 milhão de hectares registrados em 2022, segundo levantamento da Embrapa com base em dados de outubro de 2024.
Esse avanço ocorre principalmente no Cerrado e em pólos como o Oeste da Bahia, Noroeste de Minas Gerais e Cristalina (GO), regiões que reúnem solos planos, disponibilidade hídrica e incentivos tecnológicos que favorecem a irrigação.
A irrigação, conforme pesquisas recentes da Embrapa, vai além do mero aumento de produtividade: ela transforma a lógica de uso da terra. Propriedades irrigadas podem alcançar safras sucessivas, minimizar riscos de perdas em períodos de estiagem e permitir diversificação de culturas.
Mesmo com esse crescimento, o Brasil irrigava em torno de 5 a 7 milhões de hectares no total, considerando todos os sistemas de irrigação (pivôs, gotejamento, aspersão, inundação etc.), o que representa pequena fração do potencial estimado pelo país. Estudos apontam que o território possui aptidão para expandir para até 61 milhões de hectares irrigados sob condições sustentáveis, em regiões com bom solo, relevo adequado, disponibilidade de água e infraestrutura.
O incremento recente de áreas irrigadas por pivôs centrais mostra que onde há infraestrutura, condições naturais favoráveis e apoio técnico, os produtores respondem rapidamente à oportunidade de investir. A valorização da terra irrigada, pela possibilidade de mais safras, menor risco climático e maior produtividade, aparece como fator de mercado significativo.
Para muitos agricultores, especialmente no Cerrado, a irrigação já não é luxo, mas elemento central de competitividade. Garante produtividade mais estável, permite cultivos irrigados fora de época, melhora a qualidade do produto final e abre caminhos para arrendamentos mais vantajosos.
Por outro lado, os desafios permanecem: o custo elevado de energia, os processos de outorga de água (licenças), a necessidade de canais de financiamento adaptados ao fluxo de caixa do produtor irrigante e obstáculos logísticos. Além disso, grande parte do território irrigável exige investimentos iniciais vultosos e legislação mais coordenada.
Fonte: Pensar Agro
Agricultura
Semana do Aviador começa com debates sobre segurança e tecnologia no campo
A 2ª Semana do Aviador começou nesta sexta-feira (11), em Lucas do Rio Verde, com uma programação voltada ao mercado, à segurança operacional e à legislação da aviação agrícola. O evento segue até sábado (12), na pista do Show Safra, reunindo pilotos, empresas, produtores rurais, especialistas e representantes do poder público.
A abertura contou com a presença de Joci Piccini, presidente da Fundação Rio Verde, e de Rodrigo, diretor-executivo da entidade. Também participaram Cláudio Júnior Oliveira, diretor do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), e Omar, representante do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), produtores e autoriaades.
Realizada pela Fundação Rio Verde, a Semana do Aviador combina conteúdo técnico com demonstrações de aeronaves, equipamentos embarcados, acrobacias aéreas e voos panorâmicos. A proposta é aproximar profissionais, produtores e comunidade de uma atividade que ocupa posição estratégica no agronegócio brasileiro.
Na abertura, os debates trataram dos desafios enfrentados pelo setor, principalmente na formação dos profissionais, no cumprimento das normas e na adoção de procedimentos capazes de reduzir riscos durante as operações.
A aviação agrícola permite realizar aplicações em grandes áreas e dentro de janelas cada vez mais curtas. Em culturas como soja, milho, algodão e cana-de-açúcar, o recurso pode ser decisivo para controlar pragas e doenças antes que provoquem perdas expressivas.
A velocidade, porém, precisa estar acompanhada de planejamento, qualificação e respeito às condições meteorológicas e ambientais. Erros na escolha do produto, na regulagem dos equipamentos ou no momento da aplicação podem reduzir a eficiência, elevar custos e atingir áreas que não fazem parte da operação.
O debate ganha relevância especial em Mato Grosso, maior produtor brasileiro de grãos e fibras e um dos principais mercados da aviação agrícola. O Brasil possui a segunda maior frota aeroagrícola do mundo, resultado da expansão da produção e da necessidade de atender propriedades de grande extensão.
Além do conteúdo profissional, a programação busca apresentar a atividade à população. Demonstrações aéreas e outras atrações permitem que estudantes e moradores conheçam de perto as aeronaves e a tecnologia utilizada nas lavouras.
O Pensar Agro está entre os apoiadores da Semana do Aviador, ao lado da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (Feagro-MT).
Serviço
2ª Semana do Aviador
Data: 11 e 12 de setembro
Local: pista do Show Safra, em Lucas do Rio Verde (MT)
Fonte: Pensar Agro
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