Polícia Federal
PF deflagra operação contra a importação e revenda de produtos proibidos no Rio de Janeiro
Polícia Federal
Rio de Janeiro/RJ. Nesta terça-feira (23/9), a Polícia Federal deflagrou a Operação Anabolic Express 3 com o objetivo de combater a importação e revenda de produtos proibidos, além da falsificação, corrupção e adulteração de mercadorias destinadas a fins terapêuticos ou medicinais.
Na ação de hoje, policiais federais cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência do investigado. O celular do alvo foi apreendido e será submetido à análise para continuidade das investigações.
As investigações foram iniciadas após a PF apreender anabolizantes na residência de um dos membros da organização criminosa, em novembro de 2024. De acordo com as apurações, o grupo comercializava pela internet tais produtos e outras substâncias cuja venda é proibida, realizando a distribuição através dos Correios para vários pontos do território nacional.
Diversos produtos foram apreendidos e periciados pela Polícia Federal no curso das investigações, sendo constatada a ausência de princípio ativo em vários deles. Tal fato indica que a organização criminosa também adulterava e falsificava parte do conteúdo comercializado. Ritalina, Sibutramina e Lipostabil eram alguns dos produtos vendidos pela internet e encaminhados pelos Correios.
Os investigados poderão responder pelos crimes de venda de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais sem licença da ANVISA e contrabando.
Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro
[email protected]
(21) 2203-4404
Fonte: Polícia Federal
Polícia Federal
Pivetta admite possibilidade de boicote no DAE e diz que “já viu de tudo”
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) não descartou a possibilidade de ter ocorrido um boicote dentro do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG) em meio à crise de abastecimento enfrentada pelo município. Questionado sobre a hipótese, Pivetta afirmou que já presenciou diferentes situações na autarquia, mas evitou apontar possíveis responsáveis.
“A gente já viu de tudo lá, tá? Já vimos de tudo lá, mas nós vamos vencer. O importante é que o interesse da população vai prevalecer”, afirmou o governador.
A declaração ocorre em meio à tentativa do Governo do Estado e da Prefeitura de Várzea Grande de enfrentar os problemas históricos do sistema de abastecimento. A crise também ganhou contornos políticos após episódios envolvendo a administração do DAE e a troca de integrantes da direção da autarquia.
Entre os episódios que aumentaram a pressão sobre o departamento está a divulgação de um vídeo no qual o então diretor Rogerinho Dakar aparece com uma mala contendo dinheiro. O caso provocou questionamentos sobre a gestão do DAE e ampliou o desgaste em torno da estrutura responsável pelo abastecimento da cidade.
Apesar dos problemas, Pivetta afirmou que as medidas adotadas pelo Estado já começaram a apresentar resultados. Segundo o governador, 14 poços que estavam desativados foram recuperados, permitindo uma produção aproximada de 700 mil litros de água por hora. As ações teriam beneficiado cerca de 20% dos moradores que enfrentavam problemas de abastecimento.
O governador, no entanto, afirmou que ainda existem dificuldades para identificar a origem de todos os problemas no sistema.
“O grande problema lá é o mistério que existe debaixo das ruas que precisa ser conhecido. E nós estamos lá mapeando isso”, explicou.
Pivetta disse que equipamentos e materiais já foram adquiridos para ampliar as ações, mas parte dos itens ainda não chegou por se tratar de produtos importados. Por enquanto, segundo ele, o trabalho tem se concentrado na recuperação de estruturas existentes e na reativação de poços.
As ações fazem parte da “Aliança pela Água”, acordo firmado entre Governo do Estado, Prefeitura de Várzea Grande, Ministério Público e Tribunal de Contas de Mato Grosso. O objetivo é buscar uma solução para os problemas estruturais do DAE e evitar medidas mais drásticas para a gestão da autarquia. O TCE já havia apontado um cenário de endividamento superior a R$ 315 milhões e suspeitas de irregularidades administrativas.
Pivetta reconheceu que ainda há um longo caminho pela frente.
“Cerca de 20% da população que sofria com a falta de abastecimento de água já tem água. Temos 80% para vencer ainda”, afirmou.
Apesar de admitir a possibilidade de boicote, o governador não apresentou evidências de que a prática tenha ocorrido nem indicou quem poderia estar envolvido. A declaração, portanto, mantém a hipótese no campo da suspeita enquanto as autoridades avançam na apuração e nas medidas para tentar normalizar o abastecimento em Várzea Grande.
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