Sorriso
Prefeitura e Energisa alinham recolhimento de resíduos de podas
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Árvores podadas e cidade limpa. O secretário de Infraestrutura, Transporte e Saneamento (Sintra), Milton Geller, reuniu-se, na quarta-feira (22 de outubro), com o supervisor de campo da Energisa, Lexei da Silva Calçada para ajustar o cronograma da poda de árvores realizada pela Energisa.
Esta poda é feita naquelas árvores que estão em áreas públicas e próximas à rede elétrica. “Temos uma parceria, que garante rede elétrica e cidade limpa ao mesmo tempo, já que a Energisa faz a poda das árvores localizadas próximas à rede de energia e nossas equipes passam recolhendo os galhos e folhas”, contextualiza o secretário, explicando que, a partir de agora, o serviço será realizado de acordo com o Calendário de Resíduos Sólidos.
“Com isso, evitamos retrabalho e garantimos mais agilidade e eficiência na ação, além de economizar tempo, mão-de-obra e combustível”, lista, lembrando que o maior benefício, sem dúvida, é evitar problemas na rede elétrica e manter a cidade sempre limpa.
Demais servidores da Sintra, bem como a equipe que efetua as podas, também participaram da reunião
Poda de árvores em quintais e terrenos privados
Quando a árvore está em terrenos privados, a responsabilidade da poda é do proprietário do terreno. A Energisa orienta que os proprietários dos terrenos façam a poda preventivamente, ou seja, antes que os galhos alcancem a rede elétrica.
Caso os galhos da árvore já estejam encostando na rede, é preciso entrar em contato com a Energisa antes de fazer a poda, para que a distribuidora programe o desligamento da rede, e assim o proprietário possa fazer o serviço em segurança, ou que faça a programação para realização dessa poda. Caso a própria distribuidora opte por fazer o serviço, é preciso lembrar que as distribuidoras de energia só fazem a poda técnica, ou seja, cortam os galhos sem jardinagem, apenas para livrar a árvore da rede, para a segurança do morador.
Última rodada da coleta de resíduos sólidos
Desde o dia 20 de outubro, as equipes estão passando pela última vez neste ano para fazer a coleta de resíduos sólidos. Nesta semana, a coleta está sendo realizada no Setor 4. Depois, vai para o Setor 5. Na sequência, a coleta segue regularmente, até chegar ao Setor 4, de 15 a 19 de dezembro. Aí então, é feita a parada para manutenção dos equipamentos, e o serviço só será em tão retomado em 2026.
Setor 6 | 27 a 31 de outubro: Morada do Sol, Jardim Amazônia, Jardim Aurora, Jardim Itália, Jardim Europa, Jardim das Américas, Jardim Califórnia, Jardim Tropical, Portal Kaiabi, Colinas, São Cristóvão, Topázio, Porto Alegre, Santa Mônica, Guarujá, Bom Sucesso e Vitória;
Setor 7 | 3 a 7 de novembro: Rota do Sol, Santa Clara 1 e 2, Jardim Paraíso, Parque dos Poderes e Flor de Liz;
Setor 8 |10 a 14 de novembro: Juscelino Kubistchek, Novo Horizonte 1, 2 e 3, Nova Aliança 1 e 2, Cidade Nova, Morada do Bosque 1, 2 e 3, Mário Raiter, e Parque dos Cerrados.
Setor 1 | 24 a 28 de novembro: Industrial 1.ª e 2.ª Etapa, São Domingos, Fraternidade, Verdes Campos, Novos Campos, São Mateus, Boa Esperança 1 e 2, Vila Bela, São Francisco, Estrela do Sul e Jardim Ocidental;
Setor 2 | 1.º a 05 de dezembro: Bom Jesus, Benjamin Raiser, Alphaville, Village, Vila Romana, Centro Norte, Centro Sul, Jardim das Acácias, Parque Felicidade, União, Santa Bárbara, Mont Serrat 1 e 2, e Jardim Botânico;
Setor 3 | 8 a 12 de dezembro: Recanto dos Pássaros, Parque das Araras, Vila Rica, Florais da Mata, Jardim dos Imigrantes, Copenhagem, Jardim dos Ipês 1, 2 e 3, Green Park, Terra Ville, Europark, Recanto Seguro, São Conrado, Gold Park, Reserva Jardum e Monte Sinai.
Setor 4| 15 a 19 de dezembro | Jardim Carolina, Pinheiros 2 e 3, Taiamã 2, Flor do Cerrado, Jardim Liberdade, Serra Dourada, Terra Brasil, Brasil Norte, Bellvale, São José 1 e 2, Santa Maria 1 e 2, Ilha das Flores, Ouro Verde, Santa Felicidade e Bom Jardim.
Sorriso
Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária
Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.
Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.
“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.
Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.
Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:
“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.
Tecnologia aplicada à gestão fiscal
A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.
Entre as iniciativas, destacam-se:
Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;
Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;
Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas
Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.
ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã
Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.
Nesse contexto:
O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS
A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)
Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência
Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.
“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.
Sustentabilidade fiscal como política pública
A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:
Qualidade dos dados fiscais
Uso intensivo de tecnologia
Conformidade e regularização dos contribuintes
“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.
Transição da Reforma Tributária: o que muda
2026: fase de adaptação operacional
2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins
2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS
2033: IBS plenamente implementado
2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)
Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.
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