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Ministério lança plataforma com eventos do mês da Consciência Negra

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As atividades que valorizam o legado e as lutas da população negra por todo território nacional ganham agora maior visibilidade com o lançamento de um hotsite que integra a Campanha Brasil pela Igualdade Racial, que tem este ano o tema “Justiça Climática, Território e Dignidade”.

A plataforma interativa apresenta o Mapa da Igualdade Racial, ferramenta que permite visualizar eventos, atividades, palestras, exposições e outros atos com informações detalhadas sobre cada atividade cadastrada, local, data e hora. 

A iniciativa é do Ministério da Igualdade Racial, em celebração ao Novembro Negro 2025, e já pode ser acessada em gov.br/igualdaderacial.

O hotsite pretende estimular a participação de movimentos sociais, entidades da sociedade civil e órgãos de promoção da igualdade racial a inscrever suas ações para compor esse espaço de mobilização da agenda racial.

Esse é o segundo ano que todos os 26 estados e o Distrito Federal, junto com mais de 5.500 municípios brasileiros, vão celebrar o feriado do Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, em 20 de novembro.  A data é um grande marco na luta do movimento social negro brasileiro.


Fonte: EBC Cultura

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Conheça a história por trás da tradição das bandeirolas juninas

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Durante os festejos juninos, elas enfeitam ruas e praças. Mas muito antes de virarem decoração, as bandeirolas tinham um significado religioso. A tradição chegou ao Brasil com os portugueses e foi se transformando ao longo dos séculos. O professor de História Ricardo Carvalho explica diferentes versões para o surgimento deste costume.

“A origem é bem mais distante daqui, mais ancestral. Já existia mesmo nas comemorações pagãs na Europa Ocidental, principalmente durante o solstício de verão, que é essa época mais ou menos do mês de junho. Eram comemorações em que se acendia fogueiras, que se colocava adereços, estandartes saudando a fertilidade, saudando aquele período de abundância que começava a ser marcado por esse período. E aí, com a cristianização da Europa, essas práticas pagãs acabaram de alguma forma sendo incorporadas dentro do imaginário cristão ocidental. Então, as festas de Santo Antônio, de São João e São Pedro acabaram adotando os estandartes com os santos, essas bandeiras com os santos, que faziam parte de um ato de devoção, mas, ao mesmo tempo, da liturgia católica em progressão na Europa. Com o trabalho jesuíta aqui no Brasil, o trabalho de catequese, que foi toda a aculturação cristã vinda através da Companhia de Jesus, essas práticas também foram incorporadas aqui aos festejos. Mas, curiosamente, não é essa a única teoria da origem das bandeirolas para os festejos juninos. Há alguns historiadores que defendem que elas vieram também do contato dos portugueses, durante a expansão marítimo-comercial, eles chegaram a ter contato com tradições budistas, no Himalaia, na região da Ásia Oriental, e que era muito costume se colocar orações budistas em bandeirolas coloridas. Talvez essa influência também tenha marcado essa presença portuguesa e que acabou migrando para os nossos festejos aqui no Brasil.”

Com o tempo, as antigas referências visuais foram dando lugar às cores e aos recortes geométricos que, hoje, marcam a decoração dos arraiás.

“As bandeirolas passam a ter um significado muito rico. Elas são quase que uma arquitetura efêmera, fazem parte de um componente de um teto novo que faz as praças se transformarem em arraiás, as ruas em desfiles de quadrilhas. Então é muito forte.”

Por isso, mais do que enfeites, estes símbolos ajudam a manter viva uma das mais belas tradições da cultura brasileira.
 


Fonte: EBC Cultura

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