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PF inicia migração de tripulantes de cruzeiros

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Belém/PA. A Polícia Federal começou a colocar em prática suas atribuições constitucionais de polícia marítima e de fronteira, a partir da chegada dos dois navios na manhã desta terça-feira (4/11), no Porto de Outeiro.

Logo ao aportarem, os navios receberam equipes da PF para o controle migratório dos tripulantes, trabalho que deve durar dois dias. São 1344 tripulantes e 31 passageiro no Civil; 1117 tripulantes e 34 passageiros no Diadema. 

Também são feitas as permissões nos passes de entrada e saída do terminal portuário pelo sistema Porto Sem Papel.

Estão programadas rondas regulares por água e por terra, além de fiscalizações de polícia marítima nos navios e no Terminal Portuário, cumprindo medidas de segurança previstas no Código Internacional para a Proteção de Navios e Instalações Portuárias.

As instituições da Comissão Estadual de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis coordenadas pela Polícia Federal estarão em fiscalização permanente do cumprimento das normas de segurança do Código ISPS durante toda estadia dos navios no Porto de Outeiro.

As bases da Polícia Federal nos navios atracados também funcionarão como estrutura de apoio para as diligências, considerando que o órgão exerce, com exclusividade, as funções de polícia judiciária da União, o que inclui crimes cometidos em navios.

Considerando que os navios e o Terminal de Outeiro são definidos como infraestruturas críticas para a COP30, também serão realizadas reuniões diárias pela Coordenação de Área de Segurança Pública, com coordenação da Polícia Federal.

Comunicação Social da Polícia Federal no Pará 

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Fonte: Polícia Federal

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Pivetta admite possibilidade de boicote no DAE e diz que “já viu de tudo”

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) não descartou a possibilidade de ter ocorrido um boicote dentro do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG) em meio à crise de abastecimento enfrentada pelo município. Questionado sobre a hipótese, Pivetta afirmou que já presenciou diferentes situações na autarquia, mas evitou apontar possíveis responsáveis.

“A gente já viu de tudo lá, tá? Já vimos de tudo lá, mas nós vamos vencer. O importante é que o interesse da população vai prevalecer”, afirmou o governador.

A declaração ocorre em meio à tentativa do Governo do Estado e da Prefeitura de Várzea Grande de enfrentar os problemas históricos do sistema de abastecimento. A crise também ganhou contornos políticos após episódios envolvendo a administração do DAE e a troca de integrantes da direção da autarquia.

Entre os episódios que aumentaram a pressão sobre o departamento está a divulgação de um vídeo no qual o então diretor Rogerinho Dakar aparece com uma mala contendo dinheiro. O caso provocou questionamentos sobre a gestão do DAE e ampliou o desgaste em torno da estrutura responsável pelo abastecimento da cidade.

Apesar dos problemas, Pivetta afirmou que as medidas adotadas pelo Estado já começaram a apresentar resultados. Segundo o governador, 14 poços que estavam desativados foram recuperados, permitindo uma produção aproximada de 700 mil litros de água por hora. As ações teriam beneficiado cerca de 20% dos moradores que enfrentavam problemas de abastecimento.

O governador, no entanto, afirmou que ainda existem dificuldades para identificar a origem de todos os problemas no sistema.

“O grande problema lá é o mistério que existe debaixo das ruas que precisa ser conhecido. E nós estamos lá mapeando isso”, explicou.

Pivetta disse que equipamentos e materiais já foram adquiridos para ampliar as ações, mas parte dos itens ainda não chegou por se tratar de produtos importados. Por enquanto, segundo ele, o trabalho tem se concentrado na recuperação de estruturas existentes e na reativação de poços.

As ações fazem parte da “Aliança pela Água”, acordo firmado entre Governo do Estado, Prefeitura de Várzea Grande, Ministério Público e Tribunal de Contas de Mato Grosso. O objetivo é buscar uma solução para os problemas estruturais do DAE e evitar medidas mais drásticas para a gestão da autarquia. O TCE já havia apontado um cenário de endividamento superior a R$ 315 milhões e suspeitas de irregularidades administrativas.

Pivetta reconheceu que ainda há um longo caminho pela frente.

“Cerca de 20% da população que sofria com a falta de abastecimento de água já tem água. Temos 80% para vencer ainda”, afirmou.

Apesar de admitir a possibilidade de boicote, o governador não apresentou evidências de que a prática tenha ocorrido nem indicou quem poderia estar envolvido. A declaração, portanto, mantém a hipótese no campo da suspeita enquanto as autoridades avançam na apuração e nas medidas para tentar normalizar o abastecimento em Várzea Grande.

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