Agricultura
Brasil confirma novo foco de gripe aviária e reforça emergência zoossanitária
Agricultura
O Ministério da Agricultura (Mapa) confirmou um novo caso de gripe aviária de alta patogenicidade (H5N1) em uma propriedade rural com aves de subsistência no município de Acorizal, em Mato Grosso, reforçando o estado de alerta sanitário no País. O foco foi identificado após o criador relatar mortes repentinas entre os animais, segundo informou o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea).
A confirmação laboratorial foi feita pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP), referência nacional para esse tipo de análise. Após o diagnóstico, foram imediatamente adotadas medidas de contenção para impedir a disseminação do vírus.
De acordo com o Indea, foi instalada barreira sanitária na propriedade, com controle rigoroso do trânsito de animais, pessoas, veículos e equipamentos. As aves existentes no local foram submetidas a abate sanitário, seguido de enterrio em valas, conforme os protocolos de erradicação. As instalações passaram por limpeza e desinfecção completas.
Além disso, o órgão estadual ampliou a vigilância sanitária na região, com inspeções em propriedades rurais num raio de três quilômetros, considerado zona perifocal, e monitoramento ampliado em um raio de dez quilômetros, definido como zona de vigilância.
Em nota, o Indea reforçou que não há risco à saúde humana no consumo de carne de frango ou ovos e que o caso não compromete a produção avícola comercial do Estado. O vírus foi identificado exclusivamente em aves domésticas de subsistência, fora dos sistemas industriais.
Mato Grosso permanece em emergência zoossanitária desde 24 de dezembro, quando foi confirmado um foco da doença em Cuiabá. Segundo o Indea, esse caso está sob controle, com a propriedade em vazio sanitário, período de 28 dias em que é proibida a presença de aves no local.
Casos em 2025 e cenário nacional
O novo registro se soma aos episódios monitorados ao longo de 2025, ano em que o Brasil reforçou protocolos de vigilância diante do avanço global do vírus H5N1. Ao longo do último ano, os focos confirmados no país ocorreram principalmente em aves silvestres e de subsistência, sem registro de disseminação para granjas comerciais.
Esse histórico tem sido fundamental para a manutenção do status sanitário da avicultura industrial brasileira, que segue reconhecida internacionalmente e sem impacto direto nas exportações. Autoridades sanitárias avaliam que a rápida identificação dos focos e a aplicação imediata das medidas de contenção têm sido decisivas para evitar a propagação do vírus.
O Ministério da Agricultura mantém o alerta para que produtores, especialmente os de pequena escala, comuniquem imediatamente qualquer aumento anormal de mortalidade de aves, evitem contato entre aves domésticas e silvestres e reforcem medidas básicas de biosseguridade.
Apesar do novo caso, a avaliação técnica é de que a situação permanece sob controle, com vigilância ativa e resposta rápida, fatores considerados essenciais para preservar a segurança sanitária e a confiança nos produtos avícolas brasileiros.
Fonte: Pensar Agro
Agricultura
Queda de 27,5% no suíno vivo aprofunda perdas do setor, diz Acrismat
A suinocultura brasileira enfrenta um início de 2026 marcado por forte compressão de margens, com queda nas cotações do animal vivo e custos ainda elevados. Em Mato Grosso, o movimento é mais intenso: o preço do quilo do suíno vivo recuou de R$ 8,00 em janeiro para R$ 5,80 nesta semana, retração de 27,5%, segundo levantamento da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). A queda atinge diretamente a receita do produtor e já coloca a atividade no vermelho no estado.
O Brasil mantém uma das maiores cadeias de suinocultura do mundo, com produção anual próxima de 5 milhões de toneladas de carne suína e exportações que superaram 1,2 milhão de toneladas em 2025, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O setor segue sustentado pelo mercado externo e por um consumo interno que absorve cerca de 75% da produção, mas enfrenta, em 2026, um ambiente de margens mais apertadas, pressionadas pela combinação de custos elevados e ajustes nos preços ao produtor.
Nem mesmo o bom desemprenho nas exportações, tem ajudado os produtores. Em março, mês com a maior média diária embarcada, o país exportou 152,2 mil toneladas entre in natura e processados (tabela 1), 32,8% acima do embarcado em março/25. O volume ficou 1,4% superior ao até então recorde mensal, que havia sido atingido em setembro/25.
Nos principais estados produtores, o início do ano foi marcado por recuo nas cotações do suíno vivo, movimento associado ao aumento da oferta e à desaceleração sazonal da demanda no primeiro trimestre. Em polos consolidados como Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, a forte integração com a agroindústria e a maior participação nas exportações ajudam a amortecer esse ciclo de baixa, ainda que também haja compressão de margens. Nesses estados, a capacidade de direcionar produção ao mercado externo funciona como válvula de equilíbrio, reduzindo a exposição direta às oscilações do consumo doméstico.
Nesse contexto, Mato Grosso apresenta um quadro mais sensível. Além da queda acentuada nas cotações, o estado opera com custos ainda elevados, especialmente com alimentação, o que compromete diretamente a rentabilidade da atividade. O recuo para R$ 5,80 por quilo representa o menor patamar desde abril de 2024.
O descompasso na cadeia agrava o cenário. Apesar da queda expressiva no preço do animal vivo e da carcaça, os valores da carne suína ao consumidor final seguem elevados no varejo, impedindo o repasse da redução e limitando o potencial de estímulo ao consumo. Com isso, o ajuste de mercado não se completa e a pressão permanece concentrada na base produtiva.
Frederico Tannure Filho
Atualmente, o prejuízo médio no estado é estimado em cerca de R$ 60 por animal abatido, segundo a Acrismat. Para o presidente da entidade, Frederico Tannure Filho, é necessário reequilibrar a cadeia. “Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.
A avaliação do setor é que, sem ajuste no varejo, a tendência é de continuidade da pressão sobre os produtores, especialmente em regiões menos integradas à exportação. Em um país que combina grande escala produtiva com forte dependência do mercado interno, o reequilíbrio entre preço ao produtor, custo de produção e preço ao consumidor será determinante para evitar a ampliação das perdas no campo ao longo de 2026.
Fonte: Pensar Agro
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