Mato Grosso

SES alerta para cuidado no uso de pomadas e pastas modeladoras para o cabelo

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES) divulga uma comunicação de risco para o uso e a venda de pomadas e pastas modeladoras não autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), devido ao risco de efeitos colaterais e intoxicações associados ao uso de produtos irregulares, comercializados sem autorização sanitária, para modelar ou trançar os cabelos.

Segundo o Ministério da Saúde, os eventos adversos mais comuns são vermelhidão nos olhos (hiperemia ocular), inflamação da córnea (ceratite), irritação nos olhos, reações alérgicas, cegueira temporária e sensação de queimação nos olhos.

A superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Alessandra Moraes, recomenda que a população utilize apenas pomadas listadas no site da Anvisa, pois passaram por avaliação sanitária e são consideradas seguras quando usadas conforme as orientações do fabricante.

“Queremos alertar a população, principalmente, por conta do período de Carnaval, que é quando há um uso maciço desse tipo de pomada modeladora para cabelo, para os riscos de utilizar produtos irregulares. Mato Grosso não teve registros de intoxicação, mas no Rio de Janeiro, por exemplo, já houve mais de 500 casos”, explicou.

A comunicação de risco da SES foi encaminhada aos serviços de saúde, Escritórios Regionais de Saúde (ERS) e aos municípios de Mato Grosso como uma forma de prevenção.

“É muito importante que tanto os estabelecimentos do setor regulado, como comércio, distribuidores, salões de beleza e profissionais da estética, quanto as pessoas em geral consultem o site da Anvisa e utilizem apenas as pomadas autorizadas para não terem problemas nenhum”, acrescentou.

O coordenador de Vigilância Sanitária da SES, Marcos Roberto Dias, destaca também a importância de as Vigilâncias Sanitárias Municipais realizarem ações para a fiscalização e a notificação de comercialização de produtos não autorizados pela Anvisa, bem como da notificação de casos associados ao uso desses produtos no site da Anvisa.

“Quem tiver contato com algum desses produtos e apresentar sintomas de intoxicação, como ardor, irritação ocular, dificuldade visual ou náuseas, deve interromper o uso e procurar uma unidade de saúde imediatamente”, informou.

Fonte: Governo MT – MT

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Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

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Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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