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Livro apresenta dados sobre a economia contemporânea

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Será lançado, na próxima segunda-feira (2), o livro “A economia contemporânea de Mato Grosso”. O evento será a partir das 19h30, no auditório da Federação das Indústrias de Mato Grosso (FIEMT), em Cuiabá. A publicação, foi organizada pelo economista Vivaldo Lopes que também é um dos autores, e conta com emenda parlamentar do deputado estadual e economista Thiago Silva (MDB), no valor de R$ 300 mil, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), da Associação Mato-grossense de Inclusão Sociocultural (Amiscim) e do governo do estado, tendo a Entrelinhas como Editora.

“Ainda no ano passado tivemos a ideia, aqui na Assembleia, de garantir a produção e publicação de um livro completo que pudesse relatar o atual momento da economia do estado, bem como os dados e desafios para o futuro. Queremos parabenizar o economista organizador da obra, Vivaldo, e convidar toda a população, estudantes de economia, professores, empresários e gestores para participarem deste importante lançamento”, afirmou o deputado Thiago Silva.

O livro conta com a participação de 11 autores e surge como uma obra de referência para gestores e profissionais de planejamento governamental, institucional e empresarial que se interessam em conhecer a economia de Mato Grosso. Os temas tratados no livro são: Economia mato-grossense revisitada na cartografia do tempo, por Fernando Tadeu de Miranda Borges; Importância e a relevância do agronegócio para o desenvolvimento de Mato Grosso, por Juan Carlos Bolsoni Porto; O papel da indústria para o progresso econômico de Mato Grosso, por Sílvio Cezar Pereira Rangel e Vanessa Marina Gasch Harris; As contribuições do Comércio Exterior no processo de desenvolvimento do Estado de Mato Grosso, por Vítor Galesso; Industrialização, a nova matriz econômica de Mato Grosso, por Vivaldo Lopes; O equilíbrio fiscal e o crescimento econômico do Estado de Mato Grosso no período de 1995 a 2024, por Guilherme Frederico de Moura Müller e Ricardo Roberto de Almeida Capistrano; Coalizões no desenvolvimento de Mato Grosso do pós-divisão (1979-2025), por Vinícius de Carvalho Araújo; Mato Grosso e suas desigualdades regionais: uma leitura pelo bem comum, por Maurício Munhoz Ferraz; Mato Grosso em transição: sustentabilidade, clima e nova economia, por André Luís Torres Baby.

“O livro faz a análise das raízes do excepcional crescimento econômico de Mato Grosso, seu estágio atual e suas tendências futuras. Foi desenvolvida vasta produção literária sobre a dinâmica da evolução da economia estadual, desde a década de 1990 até os dias atuais. O diferencial deste livro consiste no fato de que as abordagens não são feitas apenas por um autor especialista, mas por vários economistas e pesquisadores especializados em diversas áreas, cada qual com amplo e profundo conhecimento específico — resultado de anos de estudos, pesquisas e vivências pragmáticas”, disse o autor e organizador do livro, Vivaldo Lopes.

Serviço:

Lançamento do livro: “A Economia Contemporânea de Mato Grosso”.

Data: 2 de fevereiro (segunda-feira).

Horário: às 19h.

Local: Auditório da FIEMT – Av. Historiador Rubens de Mendonça, 4.193, Centro Político Administrativo, Cuiabá.

Fonte: ALMT – MT

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Retrospectiva: na área de transportes, Câmara aprovou anistia de multas aplicadas a caminhoneiros

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No primeiro semestre deste ano, a Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória 1343/26, que reforça a aplicação do piso mínimo do frete rodoviário de cargas e anistia as multas aplicadas a caminhoneiros por protestos após as eleições de 2022. O texto também muda regras sobre excesso de carga.

A MP, que aguarda sanção presidencial, anistia multas aplicadas a transportadores de cargas, pessoas físicas e jurídicas, e motoristas que tenham participado de bloqueios de rodovias pelo país no fim de 2022 após a divulgação do resultado das eleições para a Presidência da República devido à derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Naquela ocasião, a Justiça determinou a liberação do trânsito e aplicou multas aos participantes dos bloqueios. A anistia aprovada pelos deputados envolve multas aplicadas por decisões judiciais ou administrativas e sanções civis e administrativas, inclusive quando o valor já estiver inscrito em dívida ativa.

Outra anistia é para quem descumpriu as normas do frete, como pagamento abaixo do piso estipulado pela Lei 13.703/18. Assim, embora a MP fixe regras mais rígidas para o cumprimento do frete mínimo e a definição de seu valor, aqueles que foram punidos administrativamente até a publicação da futura lei terão as multas convertidas em advertência.

Relatado pelo deputado Zé Trovão (PL-SC), o texto aprovado também aumenta de 50 toneladas para 74 toneladas a exceção no método padrão do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) de aferição de excesso de peso nos caminhões.

Nessa exceção, em vez de medir o peso bruto total e também o peso por eixo do veículo, o peso do eixo somente é verificado se o peso bruto total passar da tolerância fixada em 5%. A tolerância por eixo é de 12,5% para mais além do peso padrão regulamentar.

Uma espécie de anistia será aplicada para esses casos, transformando a multa em advertência por descumprimento dos limites de peso bruto por eixo ocorridas até a data de publicação da lei.

Segundo a legislação, a aferição do excesso de peso por eixo serve para proteger a infraestrutura rodoviária, garantir a segurança no trânsito, e preservar a vida útil dos caminhões, pois identifica se o peso da carga está distribuído corretamente entre os eixos a fim de evitar que concentrações localizadas causem danos severos ao pavimento ou estouros de pneus.

Bruno Cecim/Agência Pará

Projeto aprovado permite uso da Cide-Combustíveis para subsidiar tarifas de ônibus

Transporte público
Na área de transporte, a Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que reformula a política de transporte público coletivo urbano e permite o uso da Cide-Combustíveis para subsidiar tarifas.

O Projeto de Lei 3278/21, do Senado, aguarda sanção presidencial e foi relatado pelo deputado José Priante (MDB-PA). De acordo com o projeto, União, estados, Distrito Federal e municípios terão cinco anos para adaptar suas legislações à exigência de que os recursos destinados à gratuidade para certos grupos (pessoas idosas ou estudantes, por exemplo) não impactem a tarifa dos demais usuários.

Os recursos devem vir de subsídios e somente poderão entrar em vigor depois de sua inclusão no orçamento público do responsável pela concessão.

Nesse sentido, em relação ao apoio federal, o projeto autoriza o uso de recursos obtidos com a Cide-Combustíveis para o pagamento de subsídios às tarifas a fim de garantir a modicidade tarifária.

No entanto, além de ao menos 60% dos recursos serem direcionados às áreas urbanas, o projeto exige que o dinheiro obtido com a Cide-Combustíveis sobre a venda de gasolina seja aplicado prioritariamente em municípios com programa de modicidade tarifária que garanta a redução de tarifas para os usuários, segundo regulamentação do Executivo.

Acidentes aéreos
Regras mais detalhadas de fornecimento de assistência das companhias aéreas a familiares de vítimas de acidentes aéreos da aviação civil também foram aprovadas pela Câmara dos Deputados neste semestre.

Enviado ao Senado, o Projeto de Lei 5031/24, dos deputados Padovani (PP-PR) e Bruno Ganem (Pode-SP), foi relatado pela deputada Enfermeira Ana Paula (Pode-CE).

O texto determina a criação de um comitê de cooperação, sob coordenação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), para propiciar o atendimento tempestivo, eficiente e humanizado a vítimas e a familiares de vítimas e de desaparecidos em razão de acidentes aéreos, inclusive de vitimados em terra.

As regras se aplicam ainda a vítimas não fatais de voos comerciais e fretados ocorridos em território nacional, ainda que provenham do exterior ou a ele se destinem.

Assim, a companhia aérea terá de:

  • informar familiar sobre o acidente e prestar assistência;
  • informar a lista de todos que embarcaram na aeronave e os contatos de familiares em até três horas da solicitação pelo Comando da Aeronáutica, da Anac ou do delegado de polícia;
  • manter um plano corporativo de assistência às vítimas e a seus familiares, segmentado por cidade de atuação;
  • arcar com as despesas relacionadas à prestação de assistência, inclusive traslado dos corpos e assistência médica psiquiátrica e psicológica a familiares.

O texto aprovado garante como direito das vítimas e dos familiares obter, periodicamente, informações e esclarecimentos sobre a investigação do acidente, cabendo à autoridade aeronáutica prestá-los.

Voos na Amazônia
A Amazônia Legal poderá contar com empresas aéreas de outros países para voos locais. Isso é o que permite o Projeto de Lei 539/24, aprovado pela Câmara dos Deputados.

De autoria da deputada Cristiane Lopes (Pode-RO), o texto foi relatado pelo deputado Sidney Leite (PSD-AM) e está no Senado.

Por meio de autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), as empresas aéreas sem sede no Brasil poderão operar voos regulares nessa região quando ela for a origem ou o destino desses voos.

O texto aprovado prevê que pelo menos 50% da tripulação da empresa sem sede no Brasil deverá ser composta por brasileiros natos ou naturalizados.

A intenção é facilitar a locomoção da população da região, especialmente em razão das secas frequentes que dificultam o transporte por rios.

A agência poderá permitir a atuação de empresas já autorizadas a prestar serviços de transporte aéreo internacional no país.

A empresa autorizada deverá prestar assistência ao consumidor, com canais de atendimento telefônico e digital em português, e manter cadastro em órgãos governamentais de resolução de conflitos.

Números do semestre
No total, foram aprovados no primeiro semestre de 2026, pelo Plenário da Câmara:

  • 118 projetos de lei;
  • 9 projetos de lei complementar;
  • 20 medidas provisórias;
  • 12 projetos de decreto legislativo;
  • 5 projetos de resolução; e
  • 4 propostas de emenda à Constituição.

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Roberto Seabra

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