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Blocos afros são destaque no Carnaval de São Luís

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Os Blocos Afros do Maranhão são manifestações culturais que materializam a ancestralidade, a resistência e a força da cultura negra no estado. 

No Carnaval de São Luís, eles estão entre os destaques da programação todos os anos.

Os Blocos Afros resgatam a estética dos guerreiros das tribos africanas ao som dos tambores que ecoavam nas senzalas.

E nesta sexta-feira, a partir das quatro da tarde, 14 blocos afro tomam as ruas do Centro Histórico da capital maranhense em cortejo pelas ruas cercadas pelo casario centenário. 

A concentração será na Praça Deodoro em direção à Praça Nauro Machado.

Participam do desfile os blocos: Abibimã, Africanidade, Akomabu, Aruanda, GDAM, Officina Affro, Filhos do Rei Xangô, entre outros. 

No Maranhão, estes blocos são guardiões das tradições de matriz africana, seja na religiosidade, na música, no vestuário, na culinária e também realizam ações sociais e formativas junto às comunidades onde atuam. Muitos integrantes ainda mantêm ligação com outras manifestações típicas do estado, como o Bumba Meu Boi e o Tambor de Crioula.

Entre os mais antigos estão os blocos Akomabu e Abibimã, fundados em 1984 e 1990, respectivamente.

Já o GDam, além do tradicional Grupo de Dança Afro Malungos também é responsável por outra manifestação marcante do carnaval ludovicense, o Bloco do Reggae, que este ano completa 20 anos e homenageia duas referências do ritmo, os cantores Jimmy Cliff e Bob Marley.


Fonte: EBC Cultura

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São Luís sedia 31ª edição do Festival de Boi de Zabumba neste sábado

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Se a temporada dos festejos juninos acabou, São Luís reforça que a temporada do bumba boi do Maranhão acontece o ano inteiro. Neste sábado (25), a capital maranhense sedia a edição de número 31 do Festival de Boi de Zabumba, que começa às 19h, no Largo da Antiga Barrigudeira, no bairro Monte Castelo.

O festival deste ano presta homenagem ao Boi de Carutapera, fundado em 1965, e à folclorista Therezinha Jansen, que faleceu em 2008. Dona Therezinha foi a primeira mulher a dirigir um grupo de bumba meu boi no Maranhão: o Boi da Fé em Deus e o Tambor de Crioula Amor de São Benedito, ambos na capital maranhense.

A expectativa é que mais de 15 grupos de bumba boi do estado passem pela festa, entre eles, o Boi Brilho de São João Liberdade 2, anfitrião do evento; Boi da Fé em Deus; Boi da Liberdade; de Guimarães; de Dona Zeca; e o Orgulho de Pinheiro.

Zabumba

Surgido nas fazendas e senzalas da região da Baixada Maranhense ainda no século 18, o sotaque de zabumba é considerado a manifestação mais antiga ligada ao bumba meu boi do Maranhão. Ao longo dos anos, passaram a existir diversos modos de brincar o festejo, conhecidos como sotaques. Entre os mais reconhecidos estão os de matraca, zabumba, baixada, costa de mão e orquestra.

Em 2016, o Festival de Boi de Zabumba foi reconhecido pelo Iphan com o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, como manifestação de preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro. Já o bumba meu boi do Maranhão foi registrado como Patrimônio Cultural do Brasil em 2011, no Livro das Celebrações. Em 2019, foi reconhecido pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

Em seu livro “Bumba Meu Boi no Maranhão”, o autor Américo Azevedo Neto apresenta características dos grupos de zabumba: “O sotaque de zabumba tem a singularidade em manter os saberes técnicos originais, como a comédia, os personagens, o toque, os cantos e as danças, além da peculiaridade das indumentárias. O ritmo é definido pelas zabumbas rústicas (feitas à mão, de madeira retirada do mangue em data certa, com lua apropriada, seguindo a tradição) arrochadas na corda. Os pandeiros são confeccionados de jenipapo e cobertos com couro. Os brincantes organizam-se nos papéis de amo, indígenas, rajados, vaqueiros, palhaços, pai Francisco, Catirina, assim como o próprio boi.”


Fonte: EBC Cultura

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