Polícia Federal

PF deflagra operação no Ceará contra tráfico transnacional de drogas

Publicado em

Polícia Federal

Fortaleza/CE – A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (4/2), a segunda fase da Operação Palma, com o cumprimento de cinco mandados de prisão temporária e nove mandados de busca e apreensão no Ceará, todos expedidos pela 11ª Vara Federal da Seção Judiciária de Fortaleza. Também foi determinado o bloqueio de bens e valores dos investigados, totalizando aproximadamente R$ 2,5 milhões.

A nova etapa da investigação decorre do aprofundamento das apurações sobre a tentativa de envio ao exterior de carregamento de 435 kg de substância entorpecente, apreendido em contêiner no Porto do Mucuripe em fevereiro de 2025. As diligências permitiram identificar indícios da atuação, há vários anos, de organização criminosa especializada no tráfico transnacional de drogas naquele terminal portuário.

Durante o cumprimento dos mandados, a PF apreendeu quatro pistolas, um revólver, duas carabinas, uma arma calibre 12, além de diversas munições, valores em espécie, cheques, veículos, documentos, telefones e computadores.

Os alvos desta fase incluem funcionários e ex-funcionários da administração portuária e de empresas prestadoras de serviço no Porto do Mucuripe, bem como pessoas suspeitas de envolvimento em práticas de lavagem de dinheiro.

Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico internacional de drogas, organização criminosa, corrupção, furto e lavagem de dinheiro, conforme a conduta individual apurada. As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e esclarecer a possível prática de novos crimes pelo mesmo grupo.

Comunicação Social da Polícia Federal no Ceará
@pfceara
(85) 9 9972-0534

Fonte: Polícia Federal

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Polícia Federal

Pivetta admite possibilidade de boicote no DAE e diz que “já viu de tudo”

Publicados

em

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) não descartou a possibilidade de ter ocorrido um boicote dentro do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG) em meio à crise de abastecimento enfrentada pelo município. Questionado sobre a hipótese, Pivetta afirmou que já presenciou diferentes situações na autarquia, mas evitou apontar possíveis responsáveis.

“A gente já viu de tudo lá, tá? Já vimos de tudo lá, mas nós vamos vencer. O importante é que o interesse da população vai prevalecer”, afirmou o governador.

A declaração ocorre em meio à tentativa do Governo do Estado e da Prefeitura de Várzea Grande de enfrentar os problemas históricos do sistema de abastecimento. A crise também ganhou contornos políticos após episódios envolvendo a administração do DAE e a troca de integrantes da direção da autarquia.

Entre os episódios que aumentaram a pressão sobre o departamento está a divulgação de um vídeo no qual o então diretor Rogerinho Dakar aparece com uma mala contendo dinheiro. O caso provocou questionamentos sobre a gestão do DAE e ampliou o desgaste em torno da estrutura responsável pelo abastecimento da cidade.

Apesar dos problemas, Pivetta afirmou que as medidas adotadas pelo Estado já começaram a apresentar resultados. Segundo o governador, 14 poços que estavam desativados foram recuperados, permitindo uma produção aproximada de 700 mil litros de água por hora. As ações teriam beneficiado cerca de 20% dos moradores que enfrentavam problemas de abastecimento.

O governador, no entanto, afirmou que ainda existem dificuldades para identificar a origem de todos os problemas no sistema.

“O grande problema lá é o mistério que existe debaixo das ruas que precisa ser conhecido. E nós estamos lá mapeando isso”, explicou.

Pivetta disse que equipamentos e materiais já foram adquiridos para ampliar as ações, mas parte dos itens ainda não chegou por se tratar de produtos importados. Por enquanto, segundo ele, o trabalho tem se concentrado na recuperação de estruturas existentes e na reativação de poços.

As ações fazem parte da “Aliança pela Água”, acordo firmado entre Governo do Estado, Prefeitura de Várzea Grande, Ministério Público e Tribunal de Contas de Mato Grosso. O objetivo é buscar uma solução para os problemas estruturais do DAE e evitar medidas mais drásticas para a gestão da autarquia. O TCE já havia apontado um cenário de endividamento superior a R$ 315 milhões e suspeitas de irregularidades administrativas.

Pivetta reconheceu que ainda há um longo caminho pela frente.

“Cerca de 20% da população que sofria com a falta de abastecimento de água já tem água. Temos 80% para vencer ainda”, afirmou.

Apesar de admitir a possibilidade de boicote, o governador não apresentou evidências de que a prática tenha ocorrido nem indicou quem poderia estar envolvido. A declaração, portanto, mantém a hipótese no campo da suspeita enquanto as autoridades avançam na apuração e nas medidas para tentar normalizar o abastecimento em Várzea Grande.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA