Cultura
Carnaval de Recife homenageia 3 nomes ligados à cultura pernambucana
Cultura
Na edição deste ano, o Carnaval do Recife presta homenagem à prata da casa. Três nomes ligados profundamente à cultura pernambucana serão celebrados: o cantor e compositor Lenine; a iabassê do Afoxé Ogbon Obá, Carmen Virgínia; e o Bloco Carnavalesco Misto Madeira do Rosarinho, que neste ano completa 100 anos de fundação.

Dissidente do também centenário Inocentes do Rosarinho, o Bloco Madeira do Rosarinho acumula mais de 50 títulos, entre vitórias e vice-campeonatos, no Carnaval do Recife.
E uma das marchinhas-frevo mais tocadas todos os anos em Pernambuco tem ligação direta com a história do bloco: “Madeira que Cupim não Rói”, do mestre Capiba.
A música foi composta no início dos anos 60, depois que o compositor ficou inconformado com o segundo lugar do Rosarinho em um desfile de carnaval.
A programação do bloco para o Carnaval pode ser consultada no Instagram @bloco.madeira.
Além de guardiã dos saberes de Terreiro e uma das fundadoras do Afoxé Ogbon Obá, a recifense Carmen Virgínia também tem uma trajetória ligada ao Carnaval.
Ela é uma das criadoras do Ubuntu, evento afro-religioso que reúne grupos de afoxé na abertura oficial da folia no Recife, marcada para a próxima quarta-feira.
É uma emoção que atravessa e atravessa a história de muitas mulheres. Recebo essa homenagem em nome das mulheres que lideram com o coração, com as mãos e com a ancestralidade, fazendo do Recife um território vivo, de cultura, união e de liberdade.
Nascido no bairro da Boa Vista, na capital pernambucana, Lenine é descrito em sua própria biografia na internet como alguém que cresceu brincando de caçar caranguejo nos manguezais e “pegando jacaré” nas ondas da praia de Boa Viagem. E muito do que é ser pernambucano, foi parar nas composições de Lenine. Vem do estado muitas de suas referências musicais.
Já em relação ao carnaval, o músico diz que não existe melhor época para conhecer a cultura pernambucana do que durante a folia. E afirma que a homenagem de 2026 será uma consagração.
“Eu me sinto homenageado todo ano. A cada ano eu trago pessoas que nunca conheceram o Carnaval do Recife. Os artistas e músicos que eu trago, é sempre meu intuito de conhecer a cidade quando ela tá respirando Momo. Esse ano vai ser uma consagração. Se trata de outro de outro momento na minha vida”.
Em Recife, Lenine se apresenta no próximo dia 12, no Marco Zero; no dia 16, no Pólo Poço da Panela; e no dia 17 de fevereiro, no Polo Várzea.
Cultura
Festival de Brasília do Cinema Brasileiro começa nesta sexta (11)
Começa nesta sexta-feira um dos eventos mais aguardados da programação cultural da capital do país.

O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.
Em sua 59ª edição, o evento reúne mais de 70 produções em diversas mostras, além de atividades paralelas.
O cineasta Eduardo Valente, diretor artístico do evento, cita um dos destaques da programação: uma série inédita de Pernambuco:
“Sem dúvida nenhuma, a exibição de três episódios da série ‘Delegado’ vai ser um momento bem especial, produzida pelo Kleber Mendonça e pela Emilie Lesclaux e que conta uma história muito interessante de um jovem que começa a trabalhar como delegado numa região periférica do Recife e os dilemas do cotidiano dele ali como profissional”, diz.
Entre as diversas atrações do festival, estão a Mostra Competitiva Nacional, com a exibição de sete longas-metragens e 12 curtas de várias partes do país, e a Mostra Brasília, dedicada a produções realizadas no Distrito Federal, com quatro longas e oito curtas.
Outra atração que promete atrair grande público é o Festivalzinho, com exibição de produções infanto-juvenis.
A diretora-geral do evento, Sara Rocha, fala sobre esse espaço.
“A programação infantil do festival se constrói a partir dos filmes que são inscritos para a seleção do conjunto de filmes que compõem a programação do festival, portanto são filmes atuais em sua grande maioria inéditos, cuja seleção que varia entre longas e curtas-metragens compõe essa programação, esse programa que a gente chama de Festivalzinho, que é exibido no Cine Brasília tanto para o público espontâneo, para as famílias e crianças, quanto também para um público estimulado de escolas públicas que o festival mobiliza junto à rede pública do Distrito Federal”, aponta.
O festival conta ainda com a Conferência do Audiovisual Nacional, nos dias 14 e 15 de setembro, voltada para o debate sobre temas do cinema nacional e políticas públicas da área.
Sara Rocha dá mais detalhes.
“Ela é um formato que se organiza em torno de painéis, com convidados especialistas em cada uma dessas temáticas que são sensíveis à construção e ao aperfeiçoamento dessas políticas públicas setoriais para o cinema e para o audiovisual, contando também com a participação de representantes institucionais, de entes públicos e privados e, sobretudo, do público do festival, que é muito qualificado”, aponta.
O evento acontece até o próximo dia 19 no Cine Brasília, com ingressos gratuitos ou a preços populares.
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