Cultura
Carnaval de Olinda: homenageados foram escolhidos por votação on-line
Cultura
A maior festa popular brasileira, o Carnaval também é palco de celebração e homenagens a quem ajuda a construir a identidade cultural do país. São várias as cidades Brasil afora que homenageiam personalidades e manifestações culturais durante o período carnavalesco. Em Olinda, os homenageados do Carnaval 2026 foram escolhidos por votação on-line.

Com mais de 10 mil votos, um dos eleitos foi o carnavalesco Eraldo Gomes. Com mais de quatro décadas dedicadas ao Carnaval e à preservação do patrimônio cultural da cidade, ele é um dos fundadores da Troça Carnavalesca Menina da Tarde e da Troça Carnavalesca Mista John Travolta, e comemorou o reconhecimento:
“O Carnaval é fé, resistência, é tudo isso misturado. É o que vem no coração, é aquela energia muito forte, aquela adrenalina, aquela ansiedade de como é que vou fazer o Carnaval. Você ser homenageado por uma festa popular maior do mundo, pra mim muda a minha história. E uma história que vem há 49 anos. Fundador da Menina da Tarde . Nesse mesmo tempo começou a minha carreira artística como artesão, e depois veio o John Travolta.
⏩ Ouça também: Wagner Moura, Papa Leão XIV, João Gomes: os bonecos de Olinda de 2026
Outro homenageado é o maestro José Bezerra da Silva, o Mestre Lessa, que morreu em julho do ano passado aos 89 anos. Ele recebeu pouco mais de 13 mil votos. Regente, formador e referência do frevo de rua tradicional, Mestre Lessa fundou a Orquestra do Maestro Lessa e esteve à frente de blocos históricos como Pitombeira dos Quatro Cantos, Clube Vassourinhas, Tá Maluco e Amantes de Glória.
O título “História Viva” é outra iniciativa que reconhece o trabalho de fazedores de cultura que mantêm vivas as tradições que atravessam gerações desde os tempos da aldeia indígena Marim, onde surgiu o povoado que deu origem a Olinda. Neste ano, os homenageados são Dona Aurinha do Coco, mestra do coco que morreu em 2022, e Ernane Lopes, fundador do boneco gigante Menino da Tarde. Aos 81 anos, ele é considerado o carnavalesco mais antigo ainda em atividade na cidade.
*Com produção de Luciene Cruz.
Cultura
Festival de Brasília do Cinema Brasileiro começa nesta sexta (11)
Começa nesta sexta-feira um dos eventos mais aguardados da programação cultural da capital do país.

O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.
Em sua 59ª edição, o evento reúne mais de 70 produções em diversas mostras, além de atividades paralelas.
O cineasta Eduardo Valente, diretor artístico do evento, cita um dos destaques da programação: uma série inédita de Pernambuco:
“Sem dúvida nenhuma, a exibição de três episódios da série ‘Delegado’ vai ser um momento bem especial, produzida pelo Kleber Mendonça e pela Emilie Lesclaux e que conta uma história muito interessante de um jovem que começa a trabalhar como delegado numa região periférica do Recife e os dilemas do cotidiano dele ali como profissional”, diz.
Entre as diversas atrações do festival, estão a Mostra Competitiva Nacional, com a exibição de sete longas-metragens e 12 curtas de várias partes do país, e a Mostra Brasília, dedicada a produções realizadas no Distrito Federal, com quatro longas e oito curtas.
Outra atração que promete atrair grande público é o Festivalzinho, com exibição de produções infanto-juvenis.
A diretora-geral do evento, Sara Rocha, fala sobre esse espaço.
“A programação infantil do festival se constrói a partir dos filmes que são inscritos para a seleção do conjunto de filmes que compõem a programação do festival, portanto são filmes atuais em sua grande maioria inéditos, cuja seleção que varia entre longas e curtas-metragens compõe essa programação, esse programa que a gente chama de Festivalzinho, que é exibido no Cine Brasília tanto para o público espontâneo, para as famílias e crianças, quanto também para um público estimulado de escolas públicas que o festival mobiliza junto à rede pública do Distrito Federal”, aponta.
O festival conta ainda com a Conferência do Audiovisual Nacional, nos dias 14 e 15 de setembro, voltada para o debate sobre temas do cinema nacional e políticas públicas da área.
Sara Rocha dá mais detalhes.
“Ela é um formato que se organiza em torno de painéis, com convidados especialistas em cada uma dessas temáticas que são sensíveis à construção e ao aperfeiçoamento dessas políticas públicas setoriais para o cinema e para o audiovisual, contando também com a participação de representantes institucionais, de entes públicos e privados e, sobretudo, do público do festival, que é muito qualificado”, aponta.
O evento acontece até o próximo dia 19 no Cine Brasília, com ingressos gratuitos ou a preços populares.
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