Cultura
Circo de Tradição Familiar torna-se Patrimônio Cultural Brasileiro
Cultura
Circo de Tradição Familiar acaba de se tornar Patrimônio Cultural Brasileiro. O reconhecimento foi anunciado nesta quarta-feira pelo Iphan, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, durante reunião no Rio de Janeiro. A tradição circense era um dos sete bens culturais que estavam sob avaliação do órgão.

Com a declaração, o Circo de Tradição Familiar será inscrito na manifestação do Livro de Registro das Formas de Expressão, que protege demonstrações artísticas e culturais imateriais. O reconhecimento já é festejado por profissionais circenses. Atuando como apresentadora de espetáculos do Circo Peteleco, Nilda Vasconcellos ressalta a importância da decisão e da preservação dessa arte que, segundo ela, deve ser preservada e assistida a partir de políticas públicas.
“O reconhecimento como patrimônio cultural significa reconhecer oficialmente que essa tradição faz parte da cultura brasileira e precisa, sim, ser preservada e também, lembrando que também precisa ser assistida através das políticas públicas. Isso é muito importante para que os circos possam se manter, né, no nosso país.”
Nilda, que hoje tem 60 anos, fala da relevância da tradição do circo, que está presente em sua vida desde os 18 anos.
“Como eu vim jovem para o circo, eu tinha 18 anos, praticamente passei a minha juventude no circo. Posso dizer que foi a melhor coisa que eu fiz na minha vida, na busca de conhecimento, de sobrevivência, de resistência, de respeito. Saber estar, saber chegar, saber respeitar as culturas de cada estado, de cada município. E isso o circo tem nele, que é esse cuidado e esse zelo por onde ele passa.”
Michelle Mocellin, que é conhecida como Mika, afirma que o reconhecimento do Circo de Tradição Familiar como Patrimônio Cultural Brasileiro é a realização de um sonho de todos os circenses, inclusive dela, de seus avós e pais.
“O Circo de Tradição Familiar se tornar um patrimônio é a realização de um sonho, de uma luta em que nós, circenses, estamos buscando há muitos anos. Há muitos anos os meus avós, meus pais, eu, estamos correndo atrás desse reconhecimento. Do reconhecimento do circo como um patrimônio.”
Mika ainda destaca que o circo é a única diversão para moradores de cidades pequenas, onde não chegam cinemas ou outros tipos de entretenimento.
“Nossa, o circo é muito importante! Ele é muito importante pelas cidades que ele passa. Muitas vezes o circo é a única diversão pura e verdadeira que passa numa cidade pequena, então onde não chega o cinema, onde não chega outros tipos de diversões, o circo chega. E você quer cultura, diversão mais pura do que o circo? Mais pura do que o sorriso de uma criança? Mais pura do que um pai levar um filho, levar o seu neto para assistir um palhaço, para assistir um circo? Não tem diversão mais bonita do que essa.”
De acordo com o parecer técnico publicado pelo Iphan, o reconhecimento do Circo de Tradição Familiar como Patrimônio Cultural Brasileiro abrange um conjunto de saberes que são passados entre gerações e valores éticos e comunitários.
*Com produção de Marcela Nogueira e supervisão de Juliana Batista
Cultura
Sesc comemora 80 anos com programação diversa neste fim de semana
Em comemoração aos seus 80 anos de atuação, o Sesc, o Serviço Social do Comércio, oferece uma programação diversa neste fim de semana em várias unidades espalhadas pelo país e em espaços com capacidade para grande concentração de público. Tem atrações musicais para vários gostos, do samba ao rock, passando pela MPB e pelo rap.

Programação
Entre os nomes confirmados estão Caetano Veloso, que se apresenta domingo (13) no Taguaparque, em Taguatinga, no Distrito Federal; Péricles e Xande de Pilares, que tocam no Sambódromo de Manaus; e Samuel Rosa, que sobe ao palco do Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande.
Na Orla da Pajuçara, em Maceió, o show fica por conta de Seu Jorge; no Recife, tem Conde Só Brega no Sítio Trindade; e, em São Luís, Oswaldo Montenegro solta a voz na Lagoa da Jansen.
Em São Paulo, os destaques musicais incluem o rapper Rashid, a cantora e violonista Rosa Passos, Rincon Sapiência, Silva, Dead Fish, Eliana Pittman e Violeta de Outono.
Tem ainda Sandra Sá no Paraná, Renato Teixeira em Santa Catarina, Paula Toller no Tocantins e Marcelo Jeneci na Bahia.
A música de concerto também faz parte das comemorações, com a apresentação da Orquestra Jovem Sesc Brasil em Petrópolis, no Rio de Janeiro. Também se apresentam as orquestras Sesc do Piauí, da Paraíba, de Sergipe, do Maranhão, de Minas Gerais e do Pantanal.
Os detalhes da programação estão disponíveis nos sites das unidades regionais do Sesc, que informam se é necessário retirar ingresso antes do evento.
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