Saúde
Vinte e cinco bairros de diferentes regiões são atendidos com ações de zeladoria
Saúde
Equipes executam serviços de capinação, roçagem, retirada de resíduos, poda de árvores, limpeza de áreas públicas e manutenção da iluminação, e ainda, intervenções na sinalização viária e instalação de redutores de velocidade
A Prefeitura de Várzea Grande realizou, nesta sexta-feira (20), mais uma etapa do programa VG em Ação, com frentes de trabalho distribuídas em diferentes regiões do município, reforçando os serviços de limpeza urbana e manutenção dos espaços públicos.
Coordenada pela Secretaria Municipal de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, a ação tem como foco a organização da cidade, a melhoria da mobilidade e a promoção da qualidade de vida da população.
Ao longo do dia, as equipes executam serviços de capinação, roçagem, retirada de resíduos, poda de árvores, limpeza de áreas públicas e manutenção da iluminação. Também são realizadas intervenções na sinalização viária e instalação de redutores de velocidade.
Os serviços contemplam os seguintes locais:
• Bairro 8 de Março
• Avenida Murilo Domingos
• Bairro Novo Horizonte
• Bairro Jardim dos Estados
• Bairro Imperador
• Bairro Marajoara
• Parque Tanque do Fancho
• Bairro Planalto Ipiranga
• Parque do Lago (praça)
• Estrada da Guarita
• Bairro Primavera
• Avenida Alameda (Orla)
BALANÇO DA SEMANA – Entre os dias 16 e 20 de março, o programa VG em Ação já atendeu aproximadamente 25 localidades, incluindo bairros, avenidas e espaços públicos estratégicos do Município. As ações foram intensificadas ao longo da semana, aproveitando as condições climáticas favoráveis para ampliar o alcance dos serviços.
Para a execução das atividades, a Prefeitura mobilizou cerca de 80 a 100 servidores, além de uma estrutura com aproximadamente 15 a 20 equipamentos, entre caminhões, pás carregadeiras, roçadeiras, caminhões caçamba e veículos de apoio.
O secretário municipal de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, Gerson Scarton, destacou o compromisso da gestão com a continuidade das ações: “Estamos mantendo um cronograma permanente de trabalho, levando limpeza e manutenção para todas as regiões da cidade. Esse esforço diário garante mais segurança, organização e bem-estar para a população.”
A iniciativa integra o planejamento contínuo da administração municipal, com frentes ativas em toda a cidade para assegurar a conservação dos espaços públicos e o avanço da infraestrutura urbana.
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Saúde
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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