Mato Grosso
Sistema desenvolvido pelo MPMT é implantado no Amazonas
Mato Grosso
O Sistema Integrado do Ministério Público (Simp), desenvolvido pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e cedido ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) por meio de um Termo de Cooperação Técnica, começou a ser instalado esta semana no estado amazonense. A Promotoria de Justiça de Presidente Figueiredo foi a primeira unidade a receber a tecnologia, com lançamento realizado na quarta-feira (18).Reconhecido nacionalmente pela eficiência na gestão de procedimentos ministeriais, o Simp representa um avanço significativo para a modernização administrativa do MPAM. Após essa etapa inicial em Presidente Figueiredo, a instituição prevê a expansão gradativa da plataforma para todas as demais Promotorias do interior.A ferramenta, cedida pelo MPMT, foi adaptada pela Diretoria de Tecnologia da Informação e Comunicação (DTIC) do MPAM para atender às especificidades da realidade amazonense. O Simp unifica, em um único ambiente, o registro e a tramitação de notícias de fato, inquéritos civis, procedimentos preparatórios e processos judiciais, além de oferecer módulos especializados para setores essenciais, como Ouvidoria, Corregedoria, órgãos colegiados e coordenações.Durante a solenidade de implantação em Presidente Figueiredo, a procuradora-geral de Justiça do Amazonas, Leda Mara Nascimento Albuquerque, destacou o caráter histórico e inovador da adoção do sistema. Segundo ela, a automação e o uso de ferramentas modernas são fundamentais para que o Ministério Público responda às demandas cada vez mais complexas da sociedade contemporânea.A corregedora-geral do MPAM, Silvana Nobre de Lima Cabral, enfatizou o impacto positivo da plataforma não apenas para o fluxo de trabalho institucional, mas também para o atendimento à população. Entre os avanços destacados pela instituição amazonense estão o controle automatizado de prazos, a padronização de documentos, a rastreabilidade das informações e a integração com o Projudi – sistema de tramitação digital utilizado pelo Tribunal de Justiça do Amazonas.Tecnologia que ultrapassa fronteiras – A cooperação reafirma o compromisso do MPMT com a modernização do Ministério Público brasileiro, ao compartilhar soluções tecnológicas já consolidadas e de alta eficiência. O Sistema Integrado do Ministério Público (Simp), referência nacional em gestão e inteligência institucional, já foi cedido a diversas unidades do MP, entre elas Pernambuco, Piauí, Roraima, Maranhão e Pará.(Com informações do MPAM)
Foto: Freepik.
Fonte: Ministério Público MT – MT
Mato Grosso
Palestra no Detran-MT reforça combate à violência contra a mulher
Controle do celular, ciúme excessivo, humilhações, isolamento e desvalorização. Antes de chegar à agressão física, a violência contra a mulher pode se manifestar de diversas formas, muitas vezes normalizadas pela sociedade. Foi a partir dessa reflexão que a juíza Tatyana Lopes, da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar de Cuiabá, conduziu a palestra “Mulheres e Direitos: Construindo uma História de Respeito e Parceria”, realizada nesta quinta-feira (23) no Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT).Promovido pela Coordenadoria de Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher), do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em parceria com o Detran-MT, o encontro reuniu servidoras e servidores para discutir os direitos das mulheres, as desigualdades históricas entre homens e mulheres e as diferentes formas de violência. A iniciativa foi realizada pela primeira vez no órgão e buscou sensibilizar os participantes para a importância do acolhimento e do respeito no atendimento ao público. “Precisamos entender um pouco da história das desigualdades que existem entre homens e mulheres para compreender por que nós ainda temos tanta violência. A violência não começa com uma agressão física. Ela nasce nas palavras, no controle, na humilhação e na desvalorização”, explicou a magistrada.
Para ela, a mudança precisa começar na educação e na construção de relações baseadas no respeito e na igualdade. “Enquanto houver essa desigualdade, a gente vai trabalhar com essa violência. Precisamos mudar essa cultura, ensinar nossos filhos e entender que ninguém é propriedade de ninguém. Um relacionamento acaba e a vida continua”, afirmou.Acolhimento
A parceria entre o TJMT e o Detran-MT também está relacionada à implementação da Lei nº 13.400, que criou um programa de assistência voltado às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. Entre as medidas previstas está a prioridade e a maior agilidade na emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para essas mulheres.
Para a coordenadora de Gestão de Pessoas do Detran-MT, Silmara Dourado, a palestra representa o início de um trabalho de sensibilização dos servidores que atuam diretamente no atendimento ao público. “O Detran é uma entidade que lida diretamente com o atendimento ao público. A gente precisa que o servidor que está na ponta tenha essa sensibilização quanto ao acolhimento. Não queremos apenas emitir uma documentação. Queremos atender a pessoa e acolher quem está passando por esse momento de uma forma digna e humana”, explicou.Segundo Silmara, a iniciativa busca preparar os servidores para reconhecer que, por trás de um atendimento, pode estar uma mulher que vivencia uma situação de violência e precisa ser recebida sem julgamentos. “Queremos que o servidor reconheça que ela é uma vítima e que estamos aqui para ajudar, não para julgar e não apenas para emitir uma documentação”, ressaltou.
Reflexão
Contratos do Detran-MT, João Bosco Silva, a palestra chamou a atenção para a dificuldade enfrentada por muitas mulheres para manter uma denúncia, especialmente diante da dependência emocional, física ou econômica. “Uma coisa que me marcou muito foi a questão da denúncia. A mulher tem que denunciar e, às vezes, retira a denúncia por causa da dependência econômica ou emocional. A importância dessa palestra é salientar para todos nós que a denúncia é fundamental”, afirmou.
Atendente do Detran-MT, João Vitor Moreno destacou que a reflexão também contribui para melhorar a forma como os servidores se relacionam com o público. “A gente atende muitas pessoas e um tema como esse é muito importante para saber como devemos nos portar. Precisamos ter cautela e cuidado para zelar pela pessoa. Se você quer que as pessoas o respeitem, precisa começar respeitando as pessoas”, disse.Ao encerrar a palestra, a juíza Tatyana Lopes reforçou que o enfrentamento à violência contra a mulher depende da participação de toda a sociedade. Para ela, servidores que recebem informações e refletem sobre o tema também podem se tornar multiplicadores de uma cultura de respeito. “Esse é um problema de toda a sociedade, não apenas da mulher. Precisamos ensinar nossos filhos e trabalhar essa cultura de respeito e igualdade entre homens e mulheres”, concluiu.
Autor: Roberta Penha
Fotografo: JLSIQUEIRA/ALMT
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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