Cultura
Recife recebe Festival RioMar de Literatura | Radioagência Nacional
Cultura
Recife recebe, nesta quinta-feira (23), a 12ª edição do Festival RioMar de Literatura. E o destaque desta edição é o humor. Com o tema “O Humor na Literatura e no Cinema”, o evento reúne nomes de relevância no cenário pernambucano e nacional nos dois segmentos culturais.

A abertura acontece às 17h, no Teatro do Shopping Rio Mar, no bairro do Pina e terá a encenação do trecho da obra “O Auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna, apresentada pela companhia Dispersos.
Entre os destaques dos painéis estão a atriz Tânia Maria, reconhecida pela atuação no filme “O Agente Secreto”, o cineasta Leonardo Lacca e a escritora Socorro Acioli, vencedora do Prêmio Jabuti. O ator baiano Luís Miranda, conhecido por seus personagens cômicos na televisão e no cinema, também participa de uma conversa mediada pelo historiador e produtor cultural João Suassuna, neto do escritor Ariano Suassuna.
O encerramento do festival será com o escritor, cordelista e declamador Jessier Quirino.
Enquanto os painéis acontecem no teatro, o evento também promove ações formativas, de incentivo à leitura e contação de histórias. O Festival também realiza uma campanha de arrecadação de livros infantis e juvenis que serão doados para crianças que moram no Sertão de Pernambuco, por meio da ONG Amigos no Sertão.
Mais informações estão disponíveis no site riomarrecife.com.br.
Cultura
Dia do Choro marca nascimento do primeiro estilo urbano brasileiro
O Dia Nacional do Choro, celebrado em 23 de abril, é uma homenagem ao dia em que Alfredo da Rocha Vianna Filho, mais conhecido como Pixinguinha, teria nascido. Uma pesquisa recente confirmou que ele nasceu em 4 de maio, mas a comemoração já se consolidou em 23 de abril. Reconhecido como patrimônio cultural imaterial do Brasil, o choro é considerado o primeiro gênero genuinamente brasileiro.

O choro surgiu na região da Pequena África no Rio de Janeiro no século XIX, e traz uma mistura de ritmos da diáspora africana no Brasil e em Portugal, como fados, lundus e modinhas, além de sons europeus como valsa e polca.
Nascido em 1897, Pixinguinha é o autor do choro mais famoso: “Carinhoso”. Mas, antes dele, uma outra figura, que veio ao mundo 50 antes, ajudou a moldar o choro no país: a compositora e maestrina Chiquinha Gonzaga, a primeira pianista chorona do Brasil. Ela compôs a polca chamada “Atraente”, que é considerada por musicólogos como “o vestígio mais antigo que conhecemos do choro como assunto musical”.
Apesar de Chiquinha Gonzaga estar na gênese do choro, a presença das mulheres foi sendo relegada a segundo plano. E com o objetivo de fortalecer a cena do choro com instrumentistas, compositoras e cantoras, surgiu o projeto “Menina também chora” , idealizado pela cantora Rita Braga, que mapeou cerca de 150 mulheres. Ela fala sobre a ideia de conectar quem busca chorões para um evento com as musicistas.
“Você clica lá, preenche essas colunas que você vai achar. Aí tem algumas matérias também sobre, não só Chiquinha Gonzaga, mas também outras compositoras importantes que abriram caminho para nós, né, agora. Tem Lina Pesce, a Neusa França. Recentemente, eu descobri a compositora Erica Rego, que tem vários choros instrumentais e ela é mencionada muitas vezes somente como mulher do Luiz Americano”.
Em geral, o choro é um gênero de música instrumental, mas também tem versões cantadas – inclusive “Carinhoso” de Pixinguinha, que ganhou letra de João de Barro. No final dos anos 1990, Rita Braga participou de um prêmio de MPB em que cantou um choro pela primeira vez. Ela fala sobre os desafios do choro cantado.
“Para o cantor tem uma extensão bastante grande. O cantor, a cantora tem que fazer adaptações porque a nossa extensão é mais limitada do que uma do que a de uma a de uma flauta, e a velocidade, né, o choro é rápido. Entretanto, o choro é excelente para o cantor, exatamente porque ele tem todos esses desafios. A afinação é importantíssima, você estar com a sua respiração em dia”.
Em comemoração ao Dia Nacional do Choro, o Sesc 24 de Maio promove a sétima edição do Choraço na capital paulista, com uma série de espetáculos, rodas de bate-papo e shows, que incluem artistas mulheres como Rita Braga com o Trio que Chora, de São Paulo; do grupo “O Charme do Choro”, do Pará; e o “Choro Mulheril” de Santa Catarina. O Choraço segue até o dia 3 de maio com entrada gratuita ou acessível. Informações no site sescsp.org.br.
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