LUCAS DO RIO VERDE
Saúde no Seu Bairro amplia acesso e já soma mais de 2 mil atendimentos em três edições em Sinop
LUCAS DO RIO VERDE
Mais do que números, os mutirões representam a aproximação entre o poder público e a comunidade, garantindo que serviços essenciais cheguem até quem mais precisa, especialmente em regiões mais afastadas das unidades tradicionais de atendimento.
Na primeira edição, realizada no Residencial Daury Riva, na Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Tempo de Infância, foram registrados mais de 370 atendimentos em serviços especializados. A população teve acesso a acolhimentos psicossociais, atendimentos odontológicos, fisioterapia e ações voltadas à saúde mental e infantil. Destaque também para atividades integrativas, como arteterapia, e ações de promoção à saúde, como a distribuição de mudas de tempero que possuem funções terapêuticas.
Já no Residencial Gente Feliz, na Escola Municipal de Educação Básica (Emeb) Simão Flach, os atendimentos ultrapassaram 600 serviços diretos à população. Entre os principais destaques estão consultas médicas especializadas, atendimentos psicossociais, ações de saúde reprodutiva, somando mais de 90 inserções de implanon, além de exames, orientações nutricionais e atendimentos odontológicos. A edição também contou com a participação de instituições de ensino, ampliando o alcance das ações com atividades educativas e preventivas.
Na terceira edição, realizada no bairro Jardim Violetas, na Emeb Rodrigo Damasceno, o volume de atendimentos foi ainda mais expressivo. Somente na área da média e alta complexidade, foram 129 atendimentos. A ação também incluiu vacinação antirrábica, com 84 animais imunizados, aplicação de 219 vacinas, consultas de planejamento familiar, inserções de implanon e uma ampla oferta de práticas integrativas, como auriculoterapia, reiki, aromaterapia e dança circular. Além disso, mais de 1.200 ações foram realizadas em parceria com instituições de ensino, reforçando o caráter educativo e comunitário da iniciativa.
Somando os atendimentos das três edições, o programa já ultrapassa a marca de 2 mil serviços prestados diretamente à população, sem contar as atividades educativas e coletivas, que ampliam ainda mais esse alcance. O secretário de Saúde, Érico Stevan, destaca que a população tem aderido ao programa e a cada evento é notado uma crescente procura pelos serviços e isso mostra a importância dessa estratégia que é facilitar o acesso da população aos serviços públicos municipais.
“O Saúde no Seu Bairro tem mostrado, a cada edição, um crescimento muito significativo, tanto no número de atendimentos quanto na adesão da população. Isso demonstra que estamos no caminho certo ao levar os serviços para mais perto das pessoas. Muitas vezes, o cidadão não consegue acessar uma unidade de saúde no horário convencional, seja por trabalho ou outras responsabilidades. Por isso, quando ofertamos esses atendimentos em horários alternativos e dentro das comunidades, facilitamos o acesso e garantimos mais cuidado, prevenção e qualidade de vida. O objetivo do prefeito Roberto Dorner e do vice Paulinho, é justamente esse: aproximar a saúde pública da população e tornar o atendimento cada vez mais acessível e resolutivo”, destacou o ele.
O Saúde no Seu Bairro leva uma estrutura completa até as comunidades, reunindo equipes multiprofissionais e diversos serviços em um único local. A proposta é facilitar o acesso, reduzir filas e promover um cuidado mais próximo, humanizado e resolutivo. A ideia é que seja realizada 12 edições ao longo do ano, sendo uma edição por mês.
O programa é desenvolvido em conjunto com acadêmicos dos cursos relacionados à saúde das universidades públicas e privadas do município, bem como de instituições de ensino técnico.
LUCAS DO RIO VERDE
Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas
A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.
Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.
Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.
“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.
Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.
A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.
“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.
Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.
“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.
(Foto: Na Cora Coralina)
O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.
“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.
O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.
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