Mato Grosso
Atuação do FloreSer rende Moeda Honorífica do 3º BPM à Promotoria
Mato Grosso
A promotora de Justiça Claire Vogel Dutra foi homenageada com a Moeda Honorífica do 3º Batalhão da Polícia Militar, em reconhecimento à sua atuação na área social e comunitária. A entrega foi realizada pelo comandante do 3º BPM, tenente-coronel Adonival Souza, durante atividade do projeto FloreSer, na última quinta-feira (30), em Cuiabá.
“Fico muito honrada com essa homenagem. Ela reforça nosso compromisso de seguir trabalhando na prevenção da violência. Essa moeda é de toda a equipe do FloreSer”, afirmou.
O projeto FloreSer, desenvolvido pelo Núcleo das Promotorias de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar – Espaço Caliandra, esteve com meninos e meninas do Projeto Crescer, iniciativa do 3º Batalhão da Polícia Militar (CPA 4), que utiliza o esporte como ferramenta de cidadania para crianças e adolescentes de 7 a 11 anos.
Entre as atividades oferecidas pelo Projeto Crescer estão boxe, capoeira, karatê, futsal e xadrez, promovendo desenvolvimento social, disciplina e o fortalecimento do vínculo entre a polícia e a comunidade, já alcançando centenas de participantes.
Durante o encontro, o FloreSer conversou com os jovens e também com pais presentes, abordando a violência de gênero contra a mulher. Foram discutidos temas como masculinidade, a construção social do que é ser homem e mulher, além dos tipos e formas de violência previstos na legislação. A atividade contou ainda com dinâmicas interativas, estimulando a participação do público e melhor compreensão das modalidades de violência contra a mulher.
A Moeda Honorífica do 3º BPM é destinada a homenagear militares e civis que se destacam por relevantes serviços prestados à segurança pública e à comunidade.
Fonte: Ministério Público MT – MT
Mato Grosso
Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos
“Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).
A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.
Inspiração e metodologia
O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.
O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.
Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.
A voz que não se cala
Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”
Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.
Sobre a capacitação
A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.
O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Alair Ribeiro
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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