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Formadoras de Sorriso participam de encontro estadual do ProLEEI em Cuiabá

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Durante três dias, as formadoras municipais Ana Paula Fabrício Rukel e Alexsandra Andraski Baatech estão representando Sorriso no 1º encontro presencial do Programa Leitura e Escrita na Educação Infantil (ProLEEI), realizado em Cuiabá. A programação segue até esta quarta-feira (27) e reúne profissionais dos 142 municípios de Mato Grosso que aderiram ao programa.

O encontro traz como tema “Do voo ao mergulho do biguá curioso” e propõe reflexões sobre infância, cultura e escrita, promovendo momentos de diálogo e troca de experiências entre os educadores da Educação Infantil. A iniciativa busca fortalecer práticas pedagógicas voltadas ao desenvolvimento da oralidade, da leitura e da escrita desde os primeiros anos da infância, valorizando as vivências, as interações e as brincadeiras que fazem parte dessa etapa tão importante do desenvolvimento infantil.

Ana Paula atua como formadora municipal do CEMFOR nas turmas de Maternal II e Pré I, enquanto Alexsandra é responsável pelas formações das turmas de Pré II. Durante o evento, as educadoras participam de debates e atividades formativas sobre os desafios e avanços da educação infantil nos municípios.

“A proposta busca fortalecer experiências educativas construídas a partir das interações e das brincadeiras próprias da infância, promovendo reflexões sobre a criança que queremos formar e sobre a importância da leitura, da escrita e das vivências culturais no desenvolvimento infantil”, destaca Ana Paula.

Para a professora Alexsandra Andraski Baatech, participar do encontro também possibilita compartilhar experiências e conhecer novas práticas voltadas à Educação Infantil. “Muitas das reflexões discutidas nessa formação já são trabalhadas nas escolas da rede municipal de Sorriso, fortalecendo um ensino mais acolhedor, participativo e voltado ao desenvolvimento integral das crianças”, reitera.

O Programa Leitura e Escrita na Educação Infantil (LEEI) integra o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, coordenado pelo Ministério da Educação (MEC), em parceria com estados, municípios, Distrito Federal e universidades federais.

Voltado à formação continuada dos profissionais da Educação Infantil, especialmente daqueles que atuam com crianças de 4 e 5 anos, o programa busca fortalecer práticas pedagógicas relacionadas à linguagem oral, leitura e escrita, valorizando experiências educativas mais significativas, acolhedoras e conectadas à realidade das crianças.

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

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