Saúde

Capacitação sobre autismo fortalece inclusão e prepara educadores da rede municipal de Várzea Grande

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A Prefeitura de Várzea Grande deu mais um passo no fortalecimento da educação inclusiva ao promover, na noite desta segunda-feira (8), a palestra “Desmistificando o Autismo e a Educação Inclusiva”. A iniciativa, realizada por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), reuniu profissionais da rede municipal com o objetivo de ampliar conhecimentos sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e aprimorar o atendimento aos estudantes nas unidades escolares.

O encontro aconteceu no Centro de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica (CEFAP) e contou com a participação de professores das turmas regulares, docentes das Salas de Recursos Multifuncionais, equipes gestoras, profissionais do Centro de Atendimento Educacional Especializado João Ribeiro Filho e Técnicos de Desenvolvimento da Educação Especial (TDEEs).

Durante a capacitação, foram abordados temas relacionados ao diagnóstico do autismo, terapias, inclusão escolar e Atendimento Educacional Especializado (AEE), proporcionando aos participantes ferramentas e conhecimentos para desenvolver práticas pedagógicas mais acolhedoras e eficazes.

Presente no evento, a prefeita Flávia Moretti destacou que a formação continuada dos profissionais é uma das prioridades da administração municipal para garantir uma educação mais inclusiva e preparada para atender às diferentes necessidades dos estudantes.

A palestra foi conduzida pela vereadora de Cuiabá Maysa Leão, reconhecida pela atuação em defesa dos direitos das pessoas com deficiência e das famílias atípicas. Ao compartilhar experiências pessoais e profissionais, ela ressaltou a importância do conhecimento para combater preconceitos e promover ambientes educacionais mais acessíveis e acolhedores.

Segundo a superintendente pedagógica da SMECEL, Lezi Silva, a iniciativa integra uma série de ações voltadas ao fortalecimento das políticas de inclusão na rede municipal. A proposta é ampliar o preparo dos profissionais para lidar com os desafios do cotidiano escolar, assegurando melhores condições de aprendizagem e desenvolvimento para os estudantes.

A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, reforçou que o investimento na qualificação dos educadores é fundamental para consolidar uma educação mais humana e acessível, garantindo que todos os alunos tenham seus direitos respeitados e suas necessidades atendidas.

Ao final da atividade, os participantes receberam certificados de participação. A capacitação integra o conjunto de ações permanentes da SMECEL voltadas ao aprimoramento das práticas pedagógicas e ao fortalecimento da educação inclusiva em Várzea Grande.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.

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