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Terra do carnaval, Olinda se abre para os festejos juninos

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A terra do carnaval também abre espaço no calendário para os festejos juninos. A Prefeitura de Olinda inicia a programação para o São João neste fim de semana. Entre os dias 12 de junho e 11 de julho, cerca de 60 atrações culturais irão movimentar a cidade Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade.

A programação ocupa diversos bairros e territórios culturais da cidade, como Peixinhos, Bonsucesso, Salgadinho, Amparo, Casa Caiada, Ouro Preto, Rio Doce e comunidades do Sítio Histórico com arraiais comunitários, sambadas, encontros de coco, quadrilhas, cortejos tradicionais e blocos carnavalescos que mantêm viva a identidade cultural olindense.

No dia dos namorados, na sexta-feira, acontece a tradicional Frevodrilha.  A concentração será nos Quatro Cantos, a partir das 19h. Depois os bailarinos e o público, tendo à frente a Companhia Brasil por Dança, saem pelas ruas embalados pela mistura do ritmo e os passos acelerados do frevo pernambucano com as formações e a temática das quadrilhas juninas. 

No próximo domingo, a partir das 13h, tem cortejo do Boi da Macuca.  A concentração é na sede da Pitombeira dos Quatro Cantos, a partir da 13h e saída às 16h, com comando da Orquestra do Maestro Oséas.

Já no próximo dia 18 de junho, às 20h, acontece o São João Sinfônico, no Teatro Fernando Santa Cruz. O espetáculo gratuito da Banda Sinfônica do Centro De Educação Musical De Olinda vai apresentar um repertório de hinos nordestinos compostos por Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Flávio José, Jorge de Altinho e Petrúcio Amorim. A apresentação terá a regência do Maestro Éder Correia e participação da cantora Irah Caldeira.

E o dia de São João, 24 de junho, será celebrado com o Cortejo Junino Amantes do Carnaval. A Orquestra do Maestro Oséas, a Sol Cia de Dança e a Orquestra Clarins de Olinda, se reúnem na Praça do Carmo com a presença do Boneco Gigante Gonzagão. A concentração é a partir das 14h. 

E em dias que misturam Copa do Mundo com o período junino, a Prefeitura vai montar o espaço Arena Olinda, na Praça do Fortim do Queijo, que terá palco, telões e estrutura especial para transmissão dos jogos do Brasil nos dias 13, 19 e 24 de junho. No dia 27 de junho, a Arena recebe Cláudio da Rabeca, Capim com Mel, Banda Santroppê e Petrúcio Amorim em uma grande noite dedicada ao forró nordestino.

Outros destaques do ciclo junino incluem o Festival de Inverno de Olinda, o Dia Municipal e Estadual do Coco de Roda, o Forró de Salú – São João da Casa da Rabeca, Cortejo Junino Birita Sanfoneiro, o Cortejo Aniversário de Alceu Valença e o 24º Arrasta Pé de Zuza Miranda.

 As atualizações do São João de Olinda podem ser conferidas no Instagram @prefeituradeolinda.  

*Com sonoplastia de Jaílton Sodré


Fonte: EBC Cultura

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Começa nesta terça Festival Melanina Acentuada em Salvador

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Começa nesta terça-feira (28), em Salvador, a 8ª edição do Festival Melanina Acentuada, evento multicultural que busca fomentar, dar visibilidade e valorizar a produção artística preta e afroindígena. 

Vários espaços culturais da capital baiana receberão mais de 20 atividades, entre espetáculos teatrais e leituras dramáticas, shows, oficinas, lançamentos literários e debates.

A programação se divide entre o Goethe-Institut Salvador; os teatros Sesc Casa do Comércio, Jorge Amado e Martim Gonçalves; além do Sesi Rio Vermelho.

Este ano, o festival celebra os 80 anos do Teatro Experimental do Negro, criado pelo político, artista e ativista dos direitos humanos e da população negra no Brasil Abdias do Nascimento.

Essa iniciativa, fundada no Rio de Janeiro por Abdias em 1944, é um símbolo da luta pelo protagonismo de artistas negros nas mais variadas atmosferas artísticas, como produção cultural, literatura e teatro.

O Melanina segue até o próximo dia 3 de agosto.

Destaques da programação

A atriz baiana e mestre de cerimônias do Festival, Laura Eme, destaca, pelas redes sociais do evento, os espetáculos que estreiam e aqueles que retornam para esta edição do Melanina Acentuada. 

“A peça ‘Abdias do Nascimento’ estreia em Salvador, contando um pouco da história do fundador do Teatro Experimental do Negro, que é nosso homenageado este ano. Também pela primeira vez por aqui, ‘Black Machine’ nos apresenta um Shakespeare pop que mergulha em debates de raça e gênero. Teremos ainda os espetáculos baianos de ‘Férias com Koanza’, com Sullivä Bispo; e o ‘Candomblé da Barroquinha’, que propõe uma viagem ao tempo. E o público terá mais uma oportunidade de conferir os espetáculos ‘Namíbia, Não’, que completa 15 anos este ano, e ‘Macacos’, que retornam ao Melanina nesta edição”.

 


FESTIVAL MELANINA ACENTUDADA. Foto: Noélia Najara/ Divulgação
FESTIVAL MELANINA ACENTUDADA. Foto: Noélia Najara/ Divulgação

Espetáculo “Macacos”, em cartaz no festival Melanina Acentuada. – Noélia Najara/ Divulgação

Outro destaque da programação são os Ateliês de Ideias, que contarão com a presença de escritores, especialistas e pesquisadores. Um deles é o crítico de teatro Guilherme Diniz, que vai lançar seu trabalho justamente sobre o Teatro Experimental do Negro. 

“Eu estou profundamente honrado em poder lançar o meu livro ‘Teatro Experimental do Negro: Histórias, Críticas e Outros Dramas’, além de mediar alguns ateliês de ideias com pessoas maravilhosas. Nós vamos festejar e debater o legado do Teatro Experimental do Negro, nosso vivo ancestral, além de reafirmar a importância política, histórica, estética e cultural dos teatros negros na vida brasileira”.

Outro evento muito aguardado é a leitura dramática do texto “O Poder Negro”, peça do norte-americano Amiri Baraka que será apresentada pelo ator Antônio Pitanga, que protagonizou o espetáculo há 60 anos. A leitura será encenada por Fernando Lufer com direção de Eugênio Lima.

Ainda no segmento de leituras dramáticas, outro texto abordado será Joanna Mina, de Luciany Aparecida. A autora fala sobre o que o público pode esperar da obra e do bate papo do qual ela vai participar no festival.

“Já pensou que a leitura de um documento do século XIX pode te apresentar um pouco do Brasil do século XXI? Foi mobilizada por essa ideia que eu escrevi a dramaturgia Joanna Mina, a partir de pesquisas em processos, crimes e testamentos de mulheres do século XVIII e XIX. Eu quis buscar trajetórias de mulheres que estavam tentando comprar sua própria carta de alforria, de mulheres que estavam tentando se separar num período em que o divórcio ainda não era lei. A junção dessas leituras fez com que eu fizesse a composição dessas personagens”.

Os detalhes dos eventos dia a dia estão disponíveis no Instagram do evento.

 

*Com produção de Luciene Cruz




Fonte: EBC Cultura

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