Saúde
Parque Bernardo Berneck amplia horário e passa a funcionar sem interrupção das 5h às 18h
Saúde
O Parque Ambiental Bernardo Berneck, em Várzea Grande, passará a funcionar diariamente das 5h às 18h, sem interrupção para almoço, a partir desta segunda-feira (15). A mudança amplia o acesso da população ao espaço durante a semana, já que anteriormente o parque permanecia fechado entre 10h e 15h, de segunda a sexta-feira.
Segundo a Prefeitura de Várzea Grande, a ampliação do horário foi possível após a implantação de um sistema de monitoramento por câmeras e o reforço das rondas da Guarda Municipal no local.
O fiscal ambiental responsável pelos parques municipais, Edmilson Pinheiro, explica que a medida atende a uma demanda dos frequentadores e garante mais comodidade para quem utiliza o espaço para caminhadas, atividades físicas e lazer.
“Agora o parque está monitorado por câmeras e conta com rondas frequentes da Guarda Municipal, o que nos dá condições de manter o funcionamento contínuo durante todo o dia, oferecendo mais segurança aos visitantes”, afirmou.
A Prefeitura alerta que a entrada e a permanência no parque continuam proibidas antes das 5h e após as 18h. A regra também vale para os parques Flor do Ipê e Tanque do Fancho.
De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, a limitação de horário é necessária para proteger a fauna silvestre presente nas unidades de conservação.
“Os parques não possuem iluminação nas trilhas e áreas internas justamente para preservar os hábitos naturais dos animais. Além disso, a medida também contribui para a segurança dos visitantes”, destacou o secretário.
A administração municipal reforça ainda que não é permitida a circulação de bicicletas nas pistas de caminhada nem a entrada de animais domésticos nos parques.
Maior parque urbano da cidade
O Parque Ambiental Bernardo Berneck se destaca pelo tamanho e pela diversidade de opções de lazer. Com cerca de 280 mil metros quadrados, é o maior parque urbano de Várzea Grande e recebe, em média, mais de mil visitantes nos finais de semana, incluindo moradores de Cuiabá.
O espaço conta com pista de caminhada de 3,5 quilômetros, estacionamento para 500 veículos, academia ao ar livre, parque infantil e um píer sobre dois lagos que remetem à paisagem pantaneira, tanto pela vegetação quanto pela presença de animais como capivaras, jacarés, garças, tuiuiús e até o pequeno “noguete”, espécie de canídeo de pequeno porte encontrada na região.
Já o Parque Municipal Flor do Ipê, localizado próximo à Ponte Sérgio Motta, possui 19 hectares de área preservada, incluindo trilhas suspensas em meio à mata nativa.
O Parque Ecológico Tanque do Fancho, situado na Avenida Castelo Branco, na região central da cidade, oferece pista de caminhada, playground e equipamentos para atividades físicas.
Os três parques municipais funcionam diariamente, das 5h às 18h, com entrada gratuita.
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Saúde
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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