Cultura
Exposição destaca força de mulheres quilombolas no Rio de Janeiro
Cultura
O Museu da Justiça do Rio de Janeiro apresenta a trajetória de mulheres fundamentais para a história do estado, mas que muitas vezes permanecem no anonimato.

A exposição “Lideranças Quilombolas do Rio de Janeiro: História e Resistência” é dedicada ao protagonismo dessas mulheres na luta por direitos.
A mostra reúne conteúdos históricos, fotografias, vídeos e instalações interativas que destacam a importância delas.
Nas imagens, antigas líderes como Dandara dos Palmares, que teve papel decisivo na consolidação do Quilombo dos Palmares, e Dona Eva e Dona Uia, lideranças contemporâneas do Quilombo de Rasa, em Búzios, Região dos Lagos do Rio de Janeiro.
Lydia de Carvalho, historiadora responsável pela curadoria da exposição, detalha o objetivo do projeto.
“A ideia é justamente trazer para o público que frequenta esse espaço um pouco da história e da existência, né, da vivência contemporânea dessas mulheres e dessas comunidades. Principalmente quando se trata, né, de pensar que as comunidades quilombolas são comunidades vivas, né, são dinâmicas e são muito plurais. Então tentar deslocar um pouco essa figura do que é uma vivência quilombola do passado e trazer ela para o presente, né, atualizar um pouco a noção do público de maneira geral dessa ideia de vivência quilombola”, diz.
A curadora destaca um dos pontos altos da mostra: uma galeria em forma de árvore em homenagem a essas lideranças:
“A gente construiu como se fosse uma árvore e seus ramos, né, e folhagens, a gente traz uma série de figuras que são lideranças femininas, né, mulheres quilombolas da contemporaneidade. Então elas estão compondo essa árvore e a gente tentou até fazer alusão justamente a uma construção coletiva, né, então onde a gente distribui essas mulheres e faz uma menção ao fato de que elas têm trajetórias distintas, né, plurais, mas raízes semelhantes”, diz.
Outro ponto importante, segundo Lydia de Carvalho, é um mapa que mostra as mais de 50 comunidades quilombolas reconhecidas oficialmente no estado.
“Pessoas quando veem o mapa, eu acho que elas conseguem materializar essa existência, né, materializar essas comunidades, ver como elas estão tão imbricadas com a nossa forma de vivência e, ao mesmo tempo, acabam sendo invisibilizadas muitas vezes, né? Então é uma forma de dar voz, né, de trazer protagonismo para essas pessoas”, fala.
A historiadora reforça ainda a boa receptividade do público à exposição:
“Tem sido ótimo, assim. A gente tá falando de público espontâneo, né, e também de escolas, né, que têm vindo visitar. Então tem sido fantástico, porque são diversas faixas de idade, né, pessoas de extratos sociais distintos, que têm bagagens culturais distintas, e as pessoas têm se emocionado, têm se identificado com a questão da luta quilombola”, aponta.
“Lideranças Quilombolas do Rio de Janeiro: História e Resistência” fica em cartaz até o dia 28 de agosto no Museu da Justiça no Estado do Rio de Janeiro, localizado no centro da cidade.
A entrada é franca e a classificação é livre.
Cultura
Festival de Brasília do Cinema Brasileiro começa nesta sexta (11)
Começa nesta sexta-feira um dos eventos mais aguardados da programação cultural da capital do país.

O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.
Em sua 59ª edição, o evento reúne mais de 70 produções em diversas mostras, além de atividades paralelas.
O cineasta Eduardo Valente, diretor artístico do evento, cita um dos destaques da programação: uma série inédita de Pernambuco:
“Sem dúvida nenhuma, a exibição de três episódios da série ‘Delegado’ vai ser um momento bem especial, produzida pelo Kleber Mendonça e pela Emilie Lesclaux e que conta uma história muito interessante de um jovem que começa a trabalhar como delegado numa região periférica do Recife e os dilemas do cotidiano dele ali como profissional”, diz.
Entre as diversas atrações do festival, estão a Mostra Competitiva Nacional, com a exibição de sete longas-metragens e 12 curtas de várias partes do país, e a Mostra Brasília, dedicada a produções realizadas no Distrito Federal, com quatro longas e oito curtas.
Outra atração que promete atrair grande público é o Festivalzinho, com exibição de produções infanto-juvenis.
A diretora-geral do evento, Sara Rocha, fala sobre esse espaço.
“A programação infantil do festival se constrói a partir dos filmes que são inscritos para a seleção do conjunto de filmes que compõem a programação do festival, portanto são filmes atuais em sua grande maioria inéditos, cuja seleção que varia entre longas e curtas-metragens compõe essa programação, esse programa que a gente chama de Festivalzinho, que é exibido no Cine Brasília tanto para o público espontâneo, para as famílias e crianças, quanto também para um público estimulado de escolas públicas que o festival mobiliza junto à rede pública do Distrito Federal”, aponta.
O festival conta ainda com a Conferência do Audiovisual Nacional, nos dias 14 e 15 de setembro, voltada para o debate sobre temas do cinema nacional e políticas públicas da área.
Sara Rocha dá mais detalhes.
“Ela é um formato que se organiza em torno de painéis, com convidados especialistas em cada uma dessas temáticas que são sensíveis à construção e ao aperfeiçoamento dessas políticas públicas setoriais para o cinema e para o audiovisual, contando também com a participação de representantes institucionais, de entes públicos e privados e, sobretudo, do público do festival, que é muito qualificado”, aponta.
O evento acontece até o próximo dia 19 no Cine Brasília, com ingressos gratuitos ou a preços populares.
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